Estava eu a procastinar na net (coisa rara) procurando top lists de solos de guitarras quando de repente, entre dezenas de vídeos com descrições como "impossible guitar" ou "best guitar solo ever", clico no vídeo de um gordinho barbudo com um violão. Mal escutei as primeiras notas e já percebi algo muito peculiar na forma em como o cara tocava no braço do violão, batendo a ponta dos dedos nas cordas como se fossem teclas de piano. Claro que já conheço essa técnica desde a primeira vez em que vi e ouvi Stanley Jordan tocando. Ninguém fica ileso a uma experiência visual e auditiva como essa. Essa técnica é conhecida como fingertapping e, não por acaso, é muito utilizada por guitarristas de heavy metal e metal progressivo, afinal, dá um efeito muito louco (ou muito chato, se o cara for um metaleiro punhetero e abusar da técnica).
Bem, dito isso, percebi que a técnica utilizada por esse artista era diferente de tudo que já tinha visto antes. A melodia era mais fluida, e as batidas das pontas dos dedos era intercaladas com acordes abertos, batidas no corpo do violão e com o uso constante das harmônicas. Tive praticamente um orgasmo auditivo e logo depois já estava procurando outros vídeos com artistas semelhantes. Fiquei surpreso em achar vários vídeos semelhantes, artistas adeptos do mesmo estilo, com melodias praticamente divinas. Acabei descobrindo que 3 artistas (John Mckee, Antoine Durfour e Don Ross) fazem parte da mesma gravadora independente (Candyrat Records) e que todos são adeptos do fingerstyle. Compartilho aqui com vocês alguns desses vídeos que encontrei. Espero que gostem!
Esse foi o primeiro que escutei do americano Andy Mckee. Em outros vídeos ele chega a usar um instrumento híbrido de harpa com violão. Muito foda... Essa música se chama Drifting.
De todos que ouvi, o canadense Antoine foi o que achei melhor. Além de esbanjar técnica o cara só faz música bonita. Dá pra ouvir suas canções durante horas. O nome dessa: Ashes in the Sea
O Don Ross is the "MASTHA". O cara é influência para praticamente todos os artistas do gênero. Escutei pouca coisa dele, mas essa música - Elevation - com certeza é a THE BEST.
Por fim, esse Erik Mongrain (também canadense e também do Québec) vai além do que o estilo propõe e por isso consegue se distinguir mais dos outros. Música desse vídeo: AirTap.
Depois de ver esses caras fiquei com aquela vontade de comprar um violão com cordas de aço e passar algumas horas diárias treinando pra ver se sai alguma coisa. Mas no momento meu foco, meu tempo e meu dinheiro (ou melhor, a falta dele) estão concentrados em outras atividades. :-p
"Enxugando o gelo, sua realidade segura por um fiapo de cabelo. Apego pelo tempo, melhor não tê-lo; segurá-lo, não quero, nem há como contê-lo"
terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
Campus Party BR
O I Campus Party Brasil ocorreu durante toda a semana passada, no prédio da Bienal, que fica localizado no parque do Ibirapuera, São Paulo. Algumas impressões sobre o evento:
- Segurança foi uma das prioridades: mochilas e sacolas eram revistadas sempre que as pessoas passavam de um andar para o outro, o que deixava os campuseros mais traquilos para largar suas máquinas nas mesas e ficar à vontade para ver o que estava ocorrendo no evento.
- Por conta disso, o acampamento foi realizado dentro do prédio, no último andar (e algumas barracas no térreo também), apesar do evento ser em um parque como o Ibirapuera. Isso facilitou as partes de segurança e infra-estrutura.
- Quem quisesse sair pra algum reague (leia-se balada) e voltar no meio da noite podia combinar com um taxi credenciado no evento. Só os taxis credenciados podiam entrar no parque (que de madrugada mantém seus portões fechados). Pena que poucas pessoas sabiam disso. Algumas pessoas reclamaram que saíram e não poderam entrar no prédio da Bienal depois da meia-noite. Fiquei sabendo que a entrada dos fundos ficou aberta, mas a falha aqui realmente foi a falta de informação a respeito dessas coisas.
- O térreo era aberto ao público de fora e muita gente veio visitar o evento, principalmente na sexta, no sábado e no domingo. Filas enormes se formaram na entrada. As atrações eram bem legais. Além dos estandes dos patrocinadores, tinham alguns simuladores (estande da marinha), jogos em experimentação, como o virtuSphere e produtos em fase de pré-lançamento como a reacTable. Até um planetário itinerante foi montado, com sessões gratuitas de 15 em 15 minutos.
- Para quem pagou com a opção de alimentação, o buffet era "ok". Quem não pagou podia se reabastecer nas lanchonetes disponíveis no térreo. Reclamaram que de madrugada não haviam opções para alimentação, mas isso foi resolvido no terceiro dia de evento. Ah! Bebidas alcóolicas e cigarro não eram permitidos dentro do prédio e, assim, quem quisesse manter certos hábitos como beber e fumar precisam se deslocar para as lanchonetes do Ibirapuera.
- As festas foram fraquinhas, em parte pela nerdisse dos participantes, em parte (talvez, teoria não comprovada) pela proibição de bebidas alcóolicas. Fato é que as festas não agregaram muita gente, e muitos preferiram dormir ou ficaram em suas máquinas e notes. Uma pena pois os DJs contratados eram bons. Acho que realizar festas no mesmo espaço do evento não foi uma opção muito interessante. Mas difícil seria organizar uma festa fora do Ibirapuera, considerando as dificuldades relacionadas à segurança e transporte.
- O link disponibilizado era de 5,5G, suficiente para os 3 mil inscritos baixarem o que quiserem em velocidades bem acima da média. Mas a conexão sem fio decepcionou, pelo menos para alguns. Meu notebook mal conseguia se conectar com a rede do evento, e muitos reclamaram do mesmo.
- Em termos de conteúdo, eu não teria como avaliar todo o evento. Posso dizer que a parte de Software Livre foi relativamente fraca, comparado com o que estou acostumado a ver em festivais e no FISL. Sobrou espaço e faltou gente. Além disso algumas oficinas padeceram de uma organização melhor, principalmente a do cinelerra. A atração ficou por conta do middleware Ginga, e do Arquimedes, um CAD livre desenvolvido por uma equipe da USP.
- A parte de robótica e modding me pareceram as mais animadas. Não conheço muita dessas áreas, mas era legal ver o que ocorria por lá: oficina para montagem de LCD, sumô de robôs, palestra sobre o Aibo (cachorro robô da Sony), etc. A parte de jogos também não dormia. Sempre tinha no mínimo umas 30 pessoas jogando aqueles jogos de primeira pessoa. No penúltimo dia do evento até organizaram uma pequena mas barulhenta manifestação em prol da liberação do jogo Counter Strike.
- Uma das partes mais atuantes foi a galera dos Blogs. Muitas discussões e palestras sobre blogs, tanto na parte técnica (como fazer, como incrementar, como torná-lo atraente) quanto na parte de conteúdo (mesas-redondas sobre jornalismo na web, participação de blogueiros famosos, etc).
- O último andar era somente ocupado por barracas. Havia um guardador de volumes, bastante conveniente para aqueles que não confiavam manter suas coisas espalhadas por lá, e, claro, para guardar as malas e caixas das pessoas que vieram de fora. As barracas são aquelas estilo Capri, largamente utilizadas, com espaço para 2 pessoas. Participantes que pagaram pela suas incrições (i.e. não receberam convites ou não foram bancados por patrocinadores) puderam levar sua barraca pra casa. Eu paguei minha inscrição mas cheguei a avisar por e-mail que não ia precisar de barraca. Porém, Deivi do SERPRO, amigo nosso, foi embora depois do segundo dia do evento e aí acabei herdando a barraca dele. Dormi lá por duas noites e trouxe a barraca pra casa. Quem não pôde trazer sua barraca esta foi doada para o projeto social Exército de Salvação.
- Por fim, para um primeiro evento do tipo realizado no Brasil, ficou uma impressão muito boa e a sensação de que nos próximos anos tudo será ainda melhor. As fotos que tirei do evento podem ser vistas no meu flickr.
Fui!
Update:
Quem quiser saber mais sobre tudo que ocorreu no evento leiam esse resumo escrito por Charles Nisz, no GigaBlog do UOL.
- Segurança foi uma das prioridades: mochilas e sacolas eram revistadas sempre que as pessoas passavam de um andar para o outro, o que deixava os campuseros mais traquilos para largar suas máquinas nas mesas e ficar à vontade para ver o que estava ocorrendo no evento.
- Por conta disso, o acampamento foi realizado dentro do prédio, no último andar (e algumas barracas no térreo também), apesar do evento ser em um parque como o Ibirapuera. Isso facilitou as partes de segurança e infra-estrutura.
- Quem quisesse sair pra algum reague (leia-se balada) e voltar no meio da noite podia combinar com um taxi credenciado no evento. Só os taxis credenciados podiam entrar no parque (que de madrugada mantém seus portões fechados). Pena que poucas pessoas sabiam disso. Algumas pessoas reclamaram que saíram e não poderam entrar no prédio da Bienal depois da meia-noite. Fiquei sabendo que a entrada dos fundos ficou aberta, mas a falha aqui realmente foi a falta de informação a respeito dessas coisas.
- O térreo era aberto ao público de fora e muita gente veio visitar o evento, principalmente na sexta, no sábado e no domingo. Filas enormes se formaram na entrada. As atrações eram bem legais. Além dos estandes dos patrocinadores, tinham alguns simuladores (estande da marinha), jogos em experimentação, como o virtuSphere e produtos em fase de pré-lançamento como a reacTable. Até um planetário itinerante foi montado, com sessões gratuitas de 15 em 15 minutos.
- Para quem pagou com a opção de alimentação, o buffet era "ok". Quem não pagou podia se reabastecer nas lanchonetes disponíveis no térreo. Reclamaram que de madrugada não haviam opções para alimentação, mas isso foi resolvido no terceiro dia de evento. Ah! Bebidas alcóolicas e cigarro não eram permitidos dentro do prédio e, assim, quem quisesse manter certos hábitos como beber e fumar precisam se deslocar para as lanchonetes do Ibirapuera.
- As festas foram fraquinhas, em parte pela nerdisse dos participantes, em parte (talvez, teoria não comprovada) pela proibição de bebidas alcóolicas. Fato é que as festas não agregaram muita gente, e muitos preferiram dormir ou ficaram em suas máquinas e notes. Uma pena pois os DJs contratados eram bons. Acho que realizar festas no mesmo espaço do evento não foi uma opção muito interessante. Mas difícil seria organizar uma festa fora do Ibirapuera, considerando as dificuldades relacionadas à segurança e transporte.
- O link disponibilizado era de 5,5G, suficiente para os 3 mil inscritos baixarem o que quiserem em velocidades bem acima da média. Mas a conexão sem fio decepcionou, pelo menos para alguns. Meu notebook mal conseguia se conectar com a rede do evento, e muitos reclamaram do mesmo.
- Em termos de conteúdo, eu não teria como avaliar todo o evento. Posso dizer que a parte de Software Livre foi relativamente fraca, comparado com o que estou acostumado a ver em festivais e no FISL. Sobrou espaço e faltou gente. Além disso algumas oficinas padeceram de uma organização melhor, principalmente a do cinelerra. A atração ficou por conta do middleware Ginga, e do Arquimedes, um CAD livre desenvolvido por uma equipe da USP.
- A parte de robótica e modding me pareceram as mais animadas. Não conheço muita dessas áreas, mas era legal ver o que ocorria por lá: oficina para montagem de LCD, sumô de robôs, palestra sobre o Aibo (cachorro robô da Sony), etc. A parte de jogos também não dormia. Sempre tinha no mínimo umas 30 pessoas jogando aqueles jogos de primeira pessoa. No penúltimo dia do evento até organizaram uma pequena mas barulhenta manifestação em prol da liberação do jogo Counter Strike.
- Uma das partes mais atuantes foi a galera dos Blogs. Muitas discussões e palestras sobre blogs, tanto na parte técnica (como fazer, como incrementar, como torná-lo atraente) quanto na parte de conteúdo (mesas-redondas sobre jornalismo na web, participação de blogueiros famosos, etc).
- O último andar era somente ocupado por barracas. Havia um guardador de volumes, bastante conveniente para aqueles que não confiavam manter suas coisas espalhadas por lá, e, claro, para guardar as malas e caixas das pessoas que vieram de fora. As barracas são aquelas estilo Capri, largamente utilizadas, com espaço para 2 pessoas. Participantes que pagaram pela suas incrições (i.e. não receberam convites ou não foram bancados por patrocinadores) puderam levar sua barraca pra casa. Eu paguei minha inscrição mas cheguei a avisar por e-mail que não ia precisar de barraca. Porém, Deivi do SERPRO, amigo nosso, foi embora depois do segundo dia do evento e aí acabei herdando a barraca dele. Dormi lá por duas noites e trouxe a barraca pra casa. Quem não pôde trazer sua barraca esta foi doada para o projeto social Exército de Salvação.
- Por fim, para um primeiro evento do tipo realizado no Brasil, ficou uma impressão muito boa e a sensação de que nos próximos anos tudo será ainda melhor. As fotos que tirei do evento podem ser vistas no meu flickr.
Fui!
Update:
Quem quiser saber mais sobre tudo que ocorreu no evento leiam esse resumo escrito por Charles Nisz, no GigaBlog do UOL.
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008
Let's Groove! (Escuitchando II)

Não é de agora que curto ouvir funk. Mas, o caminho que me levou a explorar mais este gênero musical é um elemento universal no mundo da música. Algo quase abstrato, que sentimos mas não sabemos definir com precisão. Aquilo que nos faz dançar, bater o pé, mexer a cabeça, sentir o ritmo, como se de repente estivéssemos possuído por algum troço que fizesse do seu corpo uma extensão da música. Seus músculos viram reféns do seu ouvido, numa empolgação que faz sua mente passear em alpha, beta, gama, omega e ir além. Mas do que diabos estou falando? Estou falando do groove, da pegada, do swing, da levada, da "batida perfeita". Uma simples busca pela definição do termo já nos dá uma idéia de como seu sentido é asbtrato, etéreo, quando expresso em palavras:
"The term groove is used to describe the sense of propulsive rhythmic "feel" or sense of "swing" created by the interaction of the music played by a band's rhythm section (drums, electric bass or double bass, guitar, and keyboards). The term is mainly used in the context of genres outside of Western art music, such as funk, rock music, fusion, and soul.
While some musicians have called the concept of "groove" a subjective and elusive notion, they acknowledge that the concept is well-understood by experienced musicians at a practical, intuitive level. Funk and latin musicians refer to "groove" as the sense of being "in the pocket", and jazz players refer to groove as the sense that a jam session is really "cooking" or "swinging."
Musicologists and other scholars began to analyse the concept of "groove" in the 1990s. They have argued that a "groove" is an "understanding of rhythmic patterning" or "feel" and “an intuitive sense" of "a cycle in motion" that emerges from "carefully aligned concurrent rhythmic patterns" that sets in motion dancing or foot-tapping on the part of listeners." (Wikipedia in english)
Exposto isto acima, eu lanço minha definição particular: quando você estiver ouvindo aquela música e sentir que partes do seu corpo se deixam levar pelo ritmo como numa ressonância hipnótica acompanhada por um êxtase crescente, não tenha dúvidas. Isto é o groove! ;-)
Como falei lá em cima, diversos gêneros musicais fazem uso desse elemento. Mas tecnicismos à parte, o groove surge menos do gênero musical do que da alma do músico. Porém, é fato de que certos gêneros musicais, principalmente os erradicados na black music como jazz, soul, r&b, fusion e funk são bastante propícios para o exercício na arte do groove.
Bem, para quem não sabe ainda do que estou falando, ou sabe e quer saber mais ou compartilhar suas audições comigo, segue uma lista do que tenho ouvido de fusion e funk:
:: Shakin (Papa Grows Funk)
Meu álbum do momento. Baixo, bateria, teclado, metais... tudo muito bem encaixado. O álbum é todo perfeito, mas experimente ouvir Mutha Funk Ya'll ou Slinky Snake (com um solo escroto de finger bass cheio de slaps) se quiser tirar alguma dúvida. Groove em alta aqui...
:: Spectrum (Billy Cobhan)
Nos anos 70 o jazz fusion estava em seu apogeu e muitos artitas como Herbie Hancock, Miles Davis e Jaco Pastorious foram expoentes desta época. Mas se você curte jazz fusion com elementos de funk bem inseridos, não deixe de ouvir isso aqui. O baterista Billy Cobhan é mais um dos músicos que saíram da asa de Miles Davis e que depois se sobrassaíram em sua carreira solo. Este CD é obrigatório pra quem curte o gênero e, claro, umas boas pancadas na caixa. ;-)
:: HeadHunters (Herbie Hancock)
Esse álbum na verdade eu já tinha escutado há alguns anos e, Chameleon, a música de abertura, foi meu primeiro contato com o fusion dos anos 70. Além desta, as outras 3 faixas são igualmente imperdíveis. Destaque especial para a versão totalmente viajada e funky da famosa Watermelon Man. No meio de Chameleon o teclado de Herbie Hancock destila texturas alienígenas por mundos ainda não explorados até então.
:: Birds of Fire (Mahavishnu Orquestra)
Tendo Billy Cobhan como baterista em sua primeira formação, eles lançaram poucos álbuns, e Birds of Fire foi o segundo deles. Contando com influências indianas e sintetizadores Moog o som viaja nas alturas, e não espere muito groove por aqui como no Spectrum de Cobhan. É fusion, mas outro tipo de fusão. O som hora se solta no espaço, hora pisa um pouco no chão. Com um pé no oriente, sempre.
Outros álbuns de fusion que andei ouvindo incluem Bitches Brew I e II de Miles Davis (muita abstração musical pra minha cabeça), alguns do baixista Jaco Pastorious em carreira solo, e com a banda Weather Report, e Sextant do Herbie Hancock.
No gênero do funk também escutei outros artitas esporadicamente como Lettuce, o brazuca Deodato, James Brown, Diplomats of Solid Sound, Corduroy, Galliano, dentre outros. Não há nada melhor do que entrar no last.fm, colocar o nome de um artista e descobrir uma vasta gama de músicos com estilos semelhantes. É viciante!
Por fim, vale lembrar de outros artistas já mencionados em posts anteriores: James Taylor Quartet (com os imperdíveis Hammond-Orlogy e In The Hands of The Inevitable), Brand New Heavies, Incognito, Earth Wind Fire (por falta de grana desisti de ir a um show deles, acreditam?), Maceo Parker, etc...
ps.: posso estar viajando, mas acredito que não deve ser à toa que o termo groove também se refira àquelas ranhuras que existem em algumas pistas de aeroporto, afinal, apesar de aplicadas a assuntos diferentes, suas definições compartilham algo em comum: é o que dá aquela "pegada".
Update: Obrigado ao Narada pelas correções!
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
Windows 7: marketing viral?
Diversos vídeos e imagens sobre o Rwindows 7 têm sido publicados na rede, principalmente no youtube.
Em um dos vídeos dá até para ver a demonstração da nova versão do Windows Media Center, com nova interface e mudanças na navegação. Especula-se sobre a autenticidade desses vídeos e imagens e alguns acreditam que dentro de poucas semanas imagens iso desse famigerado sistema operacional esteja por aí, disponível através dos portais de torrent. A Microsoft emitiu um comunicado dizendo que o Rwindows 7 está em desenvolvimento e que espera lancá-lo depois de 3 anos, isto é, em 2011. Outras fontes já disseram que a Microsoft na verdade planeja lançar o SO já no ano que vem, surpreendendo o mercado e concorrentes.
Bom, minha opinião? Qual a melhor forma de fazer uma publicidade boa, barata, e que não levante suspeitas? Pra mim isso tem cheiro de marketing viral. :-P
Em um dos vídeos dá até para ver a demonstração da nova versão do Windows Media Center, com nova interface e mudanças na navegação. Especula-se sobre a autenticidade desses vídeos e imagens e alguns acreditam que dentro de poucas semanas imagens iso desse famigerado sistema operacional esteja por aí, disponível através dos portais de torrent. A Microsoft emitiu um comunicado dizendo que o Rwindows 7 está em desenvolvimento e que espera lancá-lo depois de 3 anos, isto é, em 2011. Outras fontes já disseram que a Microsoft na verdade planeja lançar o SO já no ano que vem, surpreendendo o mercado e concorrentes.
Bom, minha opinião? Qual a melhor forma de fazer uma publicidade boa, barata, e que não levante suspeitas? Pra mim isso tem cheiro de marketing viral. :-P
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008
Desfiles da Escola de Samba - A "Experiênça"
No ano passado passamos o carnaval aqui em Sampa. Mas não pudemos fazer nada além de varrer, passar, escovar, consertar, lavar, enfim, arrumar o apartamento que tinhamos acabado de alugar, e fazer a mudança. Este ano passamos o carnaval aqui novamente. Mas dessa vez pudemos aproveitar um pouco mais. Então, com um tempinho de sobra resolvemos nos aventurar no sambódromo para ver o desfile das escolas de samba. Quem me conhece sabe que nunca ouvi samba e muito menos tenho paciência pra ficar em frente da TV até altas horas, vendo um monte de carro alegórico e aqueles comentários sobre os globais que estão no camarote. Mas, enfim, minhas críticas e elogios agora possuem o crivo da experiência, pois no sábado de carnaval, lá estávamos eu e Cécile na arquibancada, setor G, vendo carro após carro, escola após escola, samba-enredo após samba-enredo.
O primeiro "desafio" era chegar lá, afinal várias ruas estavam interditadas e não sabíamos de nenhum ônibus que ia direto pra lá. Mas uma busca rápida na internet foi suficiente pra ver que era uma tarefa fácil. Pegamos o metrô e depois saltamos na estação Tietê, de onde saía uma linha de ônibus gratuita direto para o sambódromo. Chegando lá, só tivemos que andar um pouco até o nosso setor e pronto. Vale ressaltar que esse setor era o setor de turista. Era o único setor que tinha ingresso quando eu fui comprar. Você era obrigado a pagar pelo ingresso normal de arquibancada + um kit turista que não faria muita falta, pois, além de ser carinho, não tinha muita coisa interessante além de um guia do carnaval, uma capa de chuva aparentemente vagabunda (não usamos) e uma almofada inflável para poupar os fundilhos de ficarem em contato com o cimento por tantas horas seguidas.
As escolas começaram a desfilar pontualmente às 21:30. Das 7 escolas que desfilaram na noite de sábado, nós só não assistimos a última. Foram elas, em ordem cronológica: Camisa Verde e Branco, Mancha-Verde, X-9 Paulistana, Pérola Negra, Vai-Vai e Mocidade Alegre. A última foi Império da Casa Verde (quanto verde, né???). Em matéria de carnaval eu não sou dos mais empolgados, mas se fosse pra escolher, continuo preferindo sair na pipoca de SSA com a namorada e alguns amigos. Mas não quero dizer que foi ruim. Esteticamente é uma experiência fantástica, muito diferente de assistir na televisão, aqueles carros gigantescos, decorados com muito brilho e requinte. Alguns carros são realmente impressionantes. Alguns passam a sensação de estarem flutuando. Outros prezam pela altura e há aqueles que ofuscam com tanto brilho e letreiros luminosos. Pena que não tirei nenhuma foto. Com receio da segurança no local, acabei não levando minha máquina fotográfica.
Pelo lado musical, também não sou fã de samba. Mas também não odeio. Tenho uma certa indiferença, só abalada talvez pelo fato de ser brasileiro e, portanto, nunca ter ficado ileso a um "Trem das 11" ou mega-hit similar. O fato é que alguns samba-enredos são grudentos e depois de 20 minutos você pode se pegar cantando pelo menos o refrão. Agora, a bateria... putz! Realmente é impressionante. A melhor parte dos desfiles era sempre quando a bateria passava em frente ao nosso setor. Passa uma energia (olha o clichêzão aí gente!) CONTAGIANTE!
Bom, de negativo, temos os preços dos comes e bebes lá dentro. Se você não levar comida e bebida de casa (o que devíamos ter feito) você fica na mão de uma quadrilha especializada em vender latinhas de cerveja por 5 reais e qualquer lanche por 4. Além disso, a tal almofada inflável que vem no kit turista parece se esvaziar de 10 em 10 minutos, até que depois de perder o fôlego vc desiste de inflar aquela porcaria. A pouca animação do público também é um fator meio broxante, mas não sei se isso era mais do setor em que estávamos (devia ter muito turista) ou se era do sambódromo como um todo.
Enfim, fica aqui registrado a nossa "experiênça" (soletrando a la brau do pelourinho para dar aquele toque de baianidade, rs). Quando posso, ainda prefiro fugir do carnaval e ir acampar em uma vila de pescador ou montanha mais próxima. Mas se no ano que vem estivermos por aqui, posso até ficar com vontade de aparecer por lá novamente, e aí, levarei lanches e bebidas e uma almofada que preste, pra ficar mais a vontade. Ah, e nada de setor e kit de turista.
Update: Vai-Vai se sagrou campeã do carnaval desse ano. Mocidade Alegre ficou em segundo. Legal poder ter visto as duas. ;-)
O primeiro "desafio" era chegar lá, afinal várias ruas estavam interditadas e não sabíamos de nenhum ônibus que ia direto pra lá. Mas uma busca rápida na internet foi suficiente pra ver que era uma tarefa fácil. Pegamos o metrô e depois saltamos na estação Tietê, de onde saía uma linha de ônibus gratuita direto para o sambódromo. Chegando lá, só tivemos que andar um pouco até o nosso setor e pronto. Vale ressaltar que esse setor era o setor de turista. Era o único setor que tinha ingresso quando eu fui comprar. Você era obrigado a pagar pelo ingresso normal de arquibancada + um kit turista que não faria muita falta, pois, além de ser carinho, não tinha muita coisa interessante além de um guia do carnaval, uma capa de chuva aparentemente vagabunda (não usamos) e uma almofada inflável para poupar os fundilhos de ficarem em contato com o cimento por tantas horas seguidas.
As escolas começaram a desfilar pontualmente às 21:30. Das 7 escolas que desfilaram na noite de sábado, nós só não assistimos a última. Foram elas, em ordem cronológica: Camisa Verde e Branco, Mancha-Verde, X-9 Paulistana, Pérola Negra, Vai-Vai e Mocidade Alegre. A última foi Império da Casa Verde (quanto verde, né???). Em matéria de carnaval eu não sou dos mais empolgados, mas se fosse pra escolher, continuo preferindo sair na pipoca de SSA com a namorada e alguns amigos. Mas não quero dizer que foi ruim. Esteticamente é uma experiência fantástica, muito diferente de assistir na televisão, aqueles carros gigantescos, decorados com muito brilho e requinte. Alguns carros são realmente impressionantes. Alguns passam a sensação de estarem flutuando. Outros prezam pela altura e há aqueles que ofuscam com tanto brilho e letreiros luminosos. Pena que não tirei nenhuma foto. Com receio da segurança no local, acabei não levando minha máquina fotográfica.
Pelo lado musical, também não sou fã de samba. Mas também não odeio. Tenho uma certa indiferença, só abalada talvez pelo fato de ser brasileiro e, portanto, nunca ter ficado ileso a um "Trem das 11" ou mega-hit similar. O fato é que alguns samba-enredos são grudentos e depois de 20 minutos você pode se pegar cantando pelo menos o refrão. Agora, a bateria... putz! Realmente é impressionante. A melhor parte dos desfiles era sempre quando a bateria passava em frente ao nosso setor. Passa uma energia (olha o clichêzão aí gente!) CONTAGIANTE!
Bom, de negativo, temos os preços dos comes e bebes lá dentro. Se você não levar comida e bebida de casa (o que devíamos ter feito) você fica na mão de uma quadrilha especializada em vender latinhas de cerveja por 5 reais e qualquer lanche por 4. Além disso, a tal almofada inflável que vem no kit turista parece se esvaziar de 10 em 10 minutos, até que depois de perder o fôlego vc desiste de inflar aquela porcaria. A pouca animação do público também é um fator meio broxante, mas não sei se isso era mais do setor em que estávamos (devia ter muito turista) ou se era do sambódromo como um todo.
Enfim, fica aqui registrado a nossa "experiênça" (soletrando a la brau do pelourinho para dar aquele toque de baianidade, rs). Quando posso, ainda prefiro fugir do carnaval e ir acampar em uma vila de pescador ou montanha mais próxima. Mas se no ano que vem estivermos por aqui, posso até ficar com vontade de aparecer por lá novamente, e aí, levarei lanches e bebidas e uma almofada que preste, pra ficar mais a vontade. Ah, e nada de setor e kit de turista.
Update: Vai-Vai se sagrou campeã do carnaval desse ano. Mocidade Alegre ficou em segundo. Legal poder ter visto as duas. ;-)
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