segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

O Natal vem vindo...

Pois é, esse ano fui muito especial.
Foi o primeiro ano em que pude passar todos os momentos ao lado de Cê. Foi um ano movimento no mestrado, com boas definições e ares de tranquilidade. A incerteza, insegurança e angústia do ano passado deu espaço para a calma, tranquilidade e momentos de paz.
Se estivesse em Salvador, com certeza estaria ajudando meu pai a arrumar a árvore de natal e a por a iluminação na varanda. Mas agora, enfim, temos nossa árvore de natal e nossos enfeites. Deu trabalho achar uma boa árvore nas ruas da 25 de março. Aquilo ali tava um inferno. Mas foi legal pdoer escolher as coisas exatamente do jeito que queríamos. Bom, ficou desse jeito:



...

Ah, esqueci de dizer que fomos num show ao vivo da Diana Krall que teve no parque Villa Lobos aqui. A gente ficou sabendo meio que em cima da hora, mas deu tempo de chamar alguns amigos e curtir o jazz sob um sol de rachar! Tinha gente demais, de modo que mal dava pra enxergar os músicos no palco, mas o som estava ótimo, dava pra ouvir tudo. Eu tava meio grogue por causa de uns dorflex que eu tinha tomado (coisa da médica do meu ouvido) e parecia que estava me movendo em um aquário, enquanto via a Diana toda de azul, lá no palco, arrebentando no piano. Rolou um boato que ia ter Stanley Jordan também, mas não vi nada confirmado. Bom, seguem as tradicionais fotos:







...

Pois é, como disse aí em cima, fui numa médica de ouvido (otorrinoringologista para os intelectuais, otorrino para os íntimos). Tenho escutado um ruído esquisito no ouvido quando na presença de sons muito altos ou agudos (freio de ônibus, despertador, telefone, música com fone de ouvido). Fiquei preocupado e fui me consultar numa especialista em zumbido (achei que era isso depois de pesquisar na net), a dra, Tanit Sanchez. Fiz uns exames a pedido dela e voltei lá. Tudo parece normal, aliás, minha audição é excelente. Ela desconfia que seja um troço lá parecido com aquela tremedeira que a gente tem no olho quando tá meio estressado. Ela diz que pode ocorrer no músculo do ouvido também (sim, o ouvido tem uns músculos bem pequeninos). Aí me receitou tomar dorflex pra relaxar. Eu comecei o tratamento com dorflex, e de fato parei de sentir o danado do zumbido. Mas em menos de uma semana minha gastrite se manifestou "de com força". Parei imediatamente de tomar o dorflex e agora já faz bem umas duas semanas que essa gastrite FPD não vai embora. Enfim, quando voltar das férias vou marcar um médico e me submeter a uma endoscopia. É uma dor que vai e volta e quando vem dói pra caramba. A sensação é de que tem alguém encostando a ponta de um cigarro aceso na parede do seu estômago. Uma parada insuportável! Pois é, nessas festas de fim de ano, se me notarem com uma cara de bode acuado num canto qualquer já sabem o que é. :p

E boas festas!

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Visita de Jacque e 5 anos!

Bom, já devia ter enviado esse post faz algum tempo, mas andava sem tempo e com preguiça. :-p

Indo ao que interessa: Jacque, minha irmã querida, veio nos visitar. Aproveitamos o feriadão para nos divertir bastante! Ela chegou no feriado do dia 15 e voltou na segunda, véspera do outro feriado que ocorreu no dia 20. Na verdade ela já estava em Santo André desde o dia 14, na casa de uma amiga, mas foi para um show de noite com umas amigas e só veio pra nosso apê no próximo dia. Ela acabou perdendo algo muito importante: o nosso aniversário de 5 anos! :-) No dia 14 de novembro fez 5 anos que um menino baiano chegava em Maceió pra fisgar uma linda franco-brasileira de sotaque alagoano. E depois desse dia, não largou mais! Aumentou a linha do anzol para dar conta dos mais de 600km e depois de 4 anos pode finalmente recolher a linha, já em Sum Palo! :-) Pois bem, nesse dia fomos comemorar num restaurante italiano (Pasta e Vino) e pedimos vinho com rondelli quatro-queijos. Estava absurdamente delicioso! (ao dono do restaurante: aceito comissão pelo merchandising) Voltamos felizes e contentes para casa. :-)

Na quinta-feira Jacque demorou um pouco e chegou já de noite, mas ainda deu tempo de dar uma chegada na Vila Madalena e comer numa pizzaria muito legal, famosa por fazer pizza na panela. E fica muito bom, acreditem!

Na sexta, Jacque queria ir num Museu. Já conhecíamos o MASP, o MAC, a Pinacoteca e o museu da Língua Portuguesa, então decidimos ir no Museu do Ipiranga. É meio longe, mas vale a pena visitar o local onde o ilustríssimo Dom Pedro I, o Rei-Soldado, o Libertador, menos conhecido por Pedro de Alcântara Francisco António João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim de Bragança e Bourbon, fez o Brasil "independente" com o famoso brado de "Independência ou Morte". O museu é interessante, tem 2 andares e um porão, onde podemos ver muita coisa daquela época: vestes, automóveis, mapas, maquetes, esculturas, pinturas, louças, jóias, móveis, armas e até propagandas dos artigos que eram importados da Europa. Aliás é interessante perceber que tudo considerado bom era importado da Europa, inclusive os hábitos. Fora do museu, tem um lindo parque encantado, com uma fonte encantada, inspirando nos jardins de Versailles. Em frente ao parque uma rua em descida, pavimentada e fechada só para pedestres, dá acesso às margens do rio Ipiranga, onde podemos ver um momumento à independência, uma pira acesa com a Chama da Independência, que segundo a lenda (aka ficção), permanecerá acesa até o último brasileiro amar sua pátria. Me lembrei daquela pichação que ficou famosa na época da ditadura: "Brasil, ame-o ou deixe-o" (e eis a pichação) "o último a sair, favor apagar as luzes". Mas, vamos lá, piadinhas a parte, é um parque muito bonito e agradável de se visitar. Tudo bem, o rio exala um certo mau cheiro, afinal, isso é São Paulo né. Mas é bonito ver a bandeira nacional flamejando ao sabor do vento, às margens do rio. Dá pra tirar umas fotos legais, e a gente fica pensando: "será que um dia esse país vai estar a altura dessa pompa toda?". Enquanto isso fiquem com as fotos legais:













Continuando com a programação, ainda na sexta-feira nosso amigo Murilo Sarno fez um coquetel em sua casa. A gente provou vários drinks, desde famosos, até outros feitos pelo anfitrião. Tomei um chamado "Inferno Verde" feito com absinto, vodka e outro troço lá que me deixou meio zonzo pelo resto da noite. Jacque e Cê não arriscaram e provaram outros que tinham fanta e uma essência de menta como acompanhamento.

No sábado a gente aproveitou pra ir na feira da Benedito Calixto. O lugar é bem alto astral, tem chorinho, barraca de pastel e acarajé (parece ser autêntico mas nunca provei) e vende muita coisa legal, tanto nas barracas da praça quanto nas galerias ao redor. De lá, fomos para o Ibirapuera andar de bicileta. Era uma das atividades que Jacqueline tava doida pra fazer, então pelo terceiro fim de semana seguido, lá fomos nós andar de bike no Ibirapuera. Mas é sempre agradável andar de bicicleta por lá, e sempre tem algum trecho desconhecido pra conhecer. ;-)









No domingo, saímos com uma amiga de Cécile que estava de passagem por São Paulo: almoço num restaurante mineiro (Consulado Mineiro) que fica aqui pertinho. Finalizando a visita de Jacque, à noite a gente foi mais uma vez pra Vila Madalena. Os garçons já estavam exaustos de tanto trabalho que tiveram durante o feriado prolongado, e a maioria dos bares estavam fechando mais cedo. Mas ainda deu pra tomar umas e matar de vez a saudade.

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Doce Novembro

Depois de um outubro trabalhoso no mestrado e cheio de noites perdidas, esse novembro, com seus feriados, tem sido maravilhoso. Eu e Cê temos aproveitado bastante. No início do mês recebemos a visita de seu Jean Charles que veio a cidade para uma conferência. Ele ficou por alguns dias, o suficiente para que pudéssemos sair algumas vezes para jantar. Ah! Em uma dessas noites o jantar foi especial: Cê fez um brigadeirão com direito a cerejas e velinhas para comemorar o aniversário do seu pai. Nós cantamos parabéns e tiramos algumas fotos. Estava delicioso! Pena que seu Jean ficou por poucos dias. Cê sente muitas saudades da família e sempre fica tristinha no dia em que alguma visita tem que ir embora. Mas eu estou sempre do ladinho dela pra consolar. ;-)












Um dia depois que seu Jean retornou para Alagoas, preparamos um jantar para um casal de amigos, na sexta à noite. Letícia é amiga e colega de mestrado de Cê, e nós já tínhamos conhecido Ricardo, namorado dela, quando ela nos convidou para jantar em sua casa. Os dois são muito simpáticos e bem humorados. Ficamos conversando e bebendo a noite toda! O jantar saiu do jeito que queríamos (honestamente, só faltou mais sal na batata). Comemos frios de entrada, salada e batata recheada de prato principal, e mousse de maracujá de sobremesa. Tudo regado a cerveja, música e boa conversa, claro.







Aproveitando o embalo da noite anterior, no sábado combinamos com Ricardo e Letícia de fazer um passeio de bicicleta no Ibirapuera. Assim poderíamos queimar as calorias da noite anterior, rs. Fomos de carona com os dois até o parque, e de lá, alugamos duas bicicletas. O tempo não estava maravilhoso, pois contava com algumas nuvens atrapalhando o azul do céu, mas volta e meia o sol dava o ar de sua graça. Tudo correu tranquilamente, sem quedas e arranhões, o que seria até esperado, devido à ausência de atividades físicas regulares em nossa rotina. :-)

Como disse, esses dias tem sido bem mais relax do que os de outubro. E esse próximo final de semana será um feriadaço de quinta a terça que promete bastante. Aguardem os futuros posts!

ps.: ah, o mestrado vai bem, obrigado, rs

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Escuitchando...

Nas últimas semanas tenho ficado muito tempo trabalhando no LCPD da USP (laboratório de computação paralela e distribuída). É como se fosse o Lasid daqui, só que num espaço físico menor e numa conjuntura política que, pelo menos até onde eu sei, sem "atritos" com outras partes, se é que vocês UFBaianos computêros me entendem. Pois bem, aqui no habitat do LCPD encontramos figuras legais e nerds assumidos como Ricardo (nerd god), Fernando (nerd master), Raphael (que é muito mais nerd do que assume ser) e Rafael Rabi (medium light nerd, como eu). Como todos são viciados no Last.fm acabamos por passar recomendações uns para os outros. Boa parte das coisas que andei escutando nos últimos meses provém dessas fontes. Dito isso, segue o que andei achando dessas caóticas experiências auditivas, de forma crua, dispersa, atrasada e sem muitas referências:

:: In Rainbows (Radiohead)
O Radiohead inovou no lançamento do último cd. Você vai no site da banda e tem duas opções: comprar o download do álbum ou comprar o cd, com caixinha e tudo, além de uns extras. O mais legal é que você é quem diz quanto quer pagar. Pode até botar 0.0 e baixar de graça. Achei fantástico, e logo logo deve ser seguido por outras bandas. Bom, mas quanto as músicas do álbum, acho que vou fazer um review mais detalhado, então... isso fica pra outro post.

:: Whatever People Say I Am, That's What I'm Not (Artic Monkeys)
Artic Monkeys despontou como a nova banda queridinha do momento. De tanta fama já não é tão indie. E de pouca fama, muita gente ainda não conhece. Tudo isso pouco importa. Esse cd vale a pena. O que mais se destaca é o vocal descontraído e as canções agitadas, com arranjos despretenciosos, simples e diretos. Parada objetiva. Muito bom. Destaques para Fake Tails of San Francisco e I Bet You Look Good on the Dancefloor.

:: Myths of the Near Future (Klaxons)
Rock indie com sonoridade rádio-espacial. 2-3 Vozes em uníssono. Uma mais grave, outra "normal" e outra em falsete. Bateria suja com contornos eletrônicos. Gravity's Rainbow e Golden Skans viraram hits. Atlantis to Interzone empolga a cada audição. Tecnicamente parece comer um pouco de terra dos Artic Monkeys, mas gostei mais da sonoridade dos Klaxons.

:: Fear Is On Our Side (I Love You but I've Chosen Darkness)
Do mesmo saco indie, essa com certeza foi o melhor álbum que garimpei nos últimos meses. O som e a batida é bem oitocentista, com a guitarra compondo texturas que reverberam ouvido afora. Dá pra viajar legaaaal em algumas músicas, a ponto de esquecer de olhar pros dois lados da rua. A dinâmica das canções são muito bem trabalhadas. O conjunto das músicas parecem compor um cenário só, mas contando partes diferentes de uma história. Imagine sombras, neblina, luzes e silhuetas, com guitarras e bateria reverberante ao fundo. Parada coerente... e muito boa! Não sei se eles terão pique pra continuar bem na fita, mas, apesar de não serem exatamente farinha do mesmo saco, o fato é que perto desse álbum ouvir Klaxons ou Artic Mokeys parece coisa de muleque. :-p

:: Agaetis Byrjun (Sigur Ros)
Post-rock. Um dos melhores álbuns da década. As canções parecem ter sido feitas por anjos depressivos. Beleza e tristeza em doses superlativas. E tudo isso eu tiro somente pela sonoridade porque as letras eu não faço idéia do que expressam. Nem sei qual o idioma que falam na Islândia. Todo álbum é perfeito, mas Vidrar vel til loftarasa e Agaetis byrjun (a mais bela das belas) vão além isso. Ah! E suicidas devem evitar Svefn g englar. :-p

:: Happy songs for happy people (Mogwai)
Também adepto do estilo post-rock com os elementos melódicos e minimalistas. A maior parte das músicas são compostas de guitarras melódicas com ruídos ao fundo, inicialmente imperceptíveis mas que num crescendo constante vai formando uma massa sonora que culmina num ápice arrebatador, com a bateria moendo. Muita distorção, melodias propositalmente sujas com ruídos... Em algumas músicas dá pra viajar e curtir a barulheira que se forma. Em outros músicas, vc fica meio que torcendo pra zoêra passar logo. Então, achei meio inconstante, mas recomendo as músicas Kids will be skeletons (a melodia não sai da cabeça!), Golden Porshe, Ratts of the capital e I know you are but what am i (pianinho rulez). Além deste trabalho escutei outros cds deles. Come On Die Young é legal. Young Team é razoável. E Kicking a Dead Pig é uma chatice só.

:: Systematic Chaos (Dream Theater)
Último cd lançado pela banda que é sinônimo de metal progressivo. Achei melhor do que o anterior (Octavarium). O ambiente tá mais pesado, assim como as letras. Os arranjos estão animais (como é de praxe) e as variações de tempo e alternância melódicas também. A primeira e última faixa dão o tom do disco (In The Presency of Enemies I e II). Repeteance é realmente um porre, mas até entendo a sua presença por fazer parte da odisséia alcóolica do batera Portnoy, que por sinal, está cada vez mais contido nos seus exibicionismos.

:: Office of Strategic Influence (OSI)
Recomendando por um amigo que também gosta de metal (ele gosta de metal, mas não é metaleiro na concepção estética dos cabelos e indumentárias, se é que vocês me entendem). Achei poucas faixas dessa banda. Faz o estilo metal progressivo e curti muito as músicas do álbum FREE. Não por acaso, o baterista e o tecladista são do Dream Theater.

:: Sim (Vanessa da Mata)
Terceiro CD da Vanessa. Ao mesmo tempo em que eu já vou me cansando um pouco da sua voz e dos seus trejeitos, ela inova e faz um cd cheio de dubs e composições próprias. O resultado ficou excelente. É verdade que alguns cacoetes na voz dela são muito parecidos com o do Jorge Ben Jor, mas isso só prova que ela teve uma excelente influência. Pena que, pelas últimas performances ao vivo que tenho presenciado, ela se apresente muito melhor no formato de estúdio do que ao vivo. Músicas favoritas: Pirraça, Baú e Fugiu com a Novela.

:: Meu Samba (Maria Rita)
Assim como o maravilhoso cd que Jairzinho lançou ano passado (Simples), esse cd de Maria Rita vem na onda do samba, depois de dois cds que mostravam uma Maria Rita ainda um pouco contida. Fato curioso: na primeira vez escutei o cd todo de traz pra frente, acidentalmente. Gostei muito das "primeiras músicas", isto é, das últimas: Maria do Socorro, Corpitcho, Casa de Noca. Cria e Tá perdoado também são ótimas.

[]'s

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

The internet is over!

Pelo menos é isso que o "Sir Elton Hercules John", aka Elton John (vulgo Reginald Kenneth Dwight) gostaria que acontecesse.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u316830.shtml

Hum... Fiquei sensibilizado. Reginaldo parece realmente saber do que fala...
Os blogs são realmente uma praga. Eu fico aqui postando uma merda dessa, quando ao invés disso, eu poderia estar em frente do meu piano compondo uma música à moda antiga, tipo, pra mudar o mundo, saca? Vou acabar com esse vício. Esse será o primeiro dos meus últimos posts neste blog.



Cou cou RóOOooOOoo...

sábado, 20 de outubro de 2007

Mais do mesmo...

Adoro essas tirinhas... rs

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Fuja do Vista

Pois é, cuidado com o Vista. Você pode querer seu Ruindows XP de volta... e pode não ser atendido.

http://info.abril.com.br/aberto/infonews/102007/16102007-2.shl

É sempre bom lembrar que existe uma solução para esse tormento. Acesse Goodbye Microsoft e liberte-se do tio Bill.

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Meu niver :-)


No ano passado eu estava sozinho em São Paulo, morando em uma pensão no Butantã, fazendo disciplinas do segundo semestre do mestrado... Eu nem lembro como foi que comemorei meu aniversário. Acho que trabalhei o dia todo e na volta pra casa comprei umas duas cervejas pra celebrar no meu cubículo, enquanto conversava com Cê pelo Skype. Um ano depois, muita coisa mudou. E pra melhor! Agora eu e Cê estamos juntos, morando num apê simpático em Pinheiros, ela no mestrado dela, eu no meu. Enfim, o clima é outro. Diante de tudo isso, queria ter comemorado mais essa sexta, mas a verdade é que fiquei o dia todo na USP, quebrando a cabeça para que meus agentes se replicassem em vários hosts e fizessem checkpoint e blablabla buzzword bla! Bla buzzword, blabla...
Cheguei em casa até satisfeito com alguns resultados, mas com a cabeça cansada pacas. Eis que Cê me fez uma surpresa! Balões, brigadeiros, doces, torta de floresta negra e música pra levantar o astral! Tudo delicioso! A gente ficou se esbaldando com os comes e bebes e tiramos várias fotos. :-) É ótimo chegar em casa e ser tão bem recebido por alguém que você ama e que te corresponde à altura. Nossos dias aqui só tem sido cada vez melhores.



Depois dessa festinha particular resolvemos sair pra ouvir o que tava rolando no Syndicat Jazz Club. É um barzinho simpático com cara de "casa de amigo", com sofás, pufs, e divisórias esquisitas (o lugar parece ser realmente uma casa convencional). Fazia um bom tempo que queria ir lá. Da próxima vez iremos mais cedo pois o lugar estava cheio e acabamos não ficando perto da banda. Os prós ficam pelo ambiente aconchegante e casual, e pela música. O contra fica pelo excesso de fumaça de cigarro que ardem os meus olhos, mas enfim, isso não é culpa do lugar, anyway.




Pra fechar o fim de semana com chave de ouro, aproveitamos o domingo para andar de bicicleta no parque do Ibirapuera. O tempo fechou um pouco, mas mesmo assim deu pra tirar algumas fotos. :-)

É isso aí, parabéns para mim, e obrigado a todos os amigos e familiares que mandaram suas mensagens!





domingo, 30 de setembro de 2007

Niver de Cê

Esse mês que passou foi muito especial: dia 7 de setembro, feriado nacional, foi aniversário da minha branquinha. :-)
Recebemos a visita de seu Jean Charles, Bia e dona Rita. Bia e seu Jean Charles, estavam num congresso de comunicação (InterCom) que ocorreu em Santos, e emendaram para passar o niver de Cê aqui em São Paulo. Dona Rita chegou alguns dias depois. Foi uma semana muito divertida, nós saímos muito, jogamos boliche, fomos em restaurantes, e aproveitamos bastante o tempo em que eles estavam aqui. Adoramos receber visitas! O apê é apertadinho, mas é muito legal poder matar a saudade das pessoas que a gente gosta, e mostrar um pouco da cidade, mesmo que ainda não conheçamos muita coisa (afinal, São Paulo é um "pouco" grande).

No dia do niver de Cê fomos todos almoçar no Outback que fica no shopping Eldorado. É um restaurante norte-americano especializado em comida australiana, ou seja, carne, muita carne, e molhos deliciosos, alguns até excêntricos. A gente teve que esperar um pouco no bar do restaurante porque o lugar estava muito cheio, mas foi até legal, porquê enquanto estávamos lá, o garçon acabou sabendo do aniversário (por mim, o dedo-duro, diga-se de passagem) e ofereceu uma taça de champagne para Cê, por conta da casa. A gente comeu bastante porque os pratos eram bem fartos, e depois ainda pedimos sobremesas deliciosas. Só que eram enoOOOoormes! Acabei nem conseguindo comer a metade, rs!







No sábado, a gente foi para a casa da prima de Cê, Katarina. O marido dela, Alceu, também faz aniversário na mesma semana, e aí os parabéns foram cantados para os dois. Cê teve direito até a bolo de casinha de chocolate feito pela tia-avó Leonice, hehehe!





E foi assim! Ah, ainda durante esses últimos dias, fizemos alguns incursões culinárias. Arriscamos novamente fazer o fondue e nesta segunda vez saiu delicioso! O queijo ficou todo derretido no ponto certo! Na primeira vez tivemos alguns problemas com a quantidade de vinho e com o fogareiro (rechaud, para os mais chegados no idioma de Bonaparte). Além do fondue, Cê repetiu a receita da batata recheada. Dessa vez eu a ajudei a fazer, e mais uma vez saiu muito gostosa. Achei mais gostosa do que as que andei provando nos restaurantes por aí. Essa é muito fácil de fazer, só dá um pouco de trabalho pra raspar as batatas, porquê tem que ser com cuidado, senão elas quebram e aí fica difícil consertar pra colocar o recheio dentro. Quem quiser saber do que estou falando, colocamos a receita no cumê tatu é bom. Bom apetite!

domingo, 26 de agosto de 2007

Divertimentos III

Continuando a série de fins-de-semana-legais-e-divertidos, venho registrar outro fim de semana muito legal que passamos aqui em Sampa. Mas não sem antes um ERRATA: no fim de semana passado nos também visitamos a prima de Cécile, Catarina, que vive com o marido Alceu e dois filhos lá no bairro de Santo Amaro. Eles foram muito legais: nos deram carona de ida e de volta e o almoço na casa deles estava delicioso! Foi legal também conhecer mais um pouco da cidade já que nunca tínhamos ido nessa parte mais ao sul de São Paulo.

Bom, mas vamos ao fim de semana passado. Dessa vez nosso alvo foi o bairro da Liberdade. Já tínhamos passado por lá uma vez, mas passeamos muito pouco. Na verdade essa ida já tinha sido combinada com alguns amigos da USP (Raphael e Fernando). A gente tinha planejado almoçar em um restaurante lá chamado Aska (sugestão de Ricardo, outro brodi que acabou não podendo ir). Eu estava na USP para uma reunião no sábado pela manhã e ia para lá de carona com o Raphael. Ele ia parar no meio do caminho para que pudéssemos pegar nossas respectivas mulheres, Amália e Cê. Lá no restaurante a mulher de Raphael, Selma, também já estava nos aguardando. Lá no restaurante só tinha oriental praticamente. A gente ficou um bom tempo olhando o cardápio sem saber o significado de algumas palavras, mas os garçons nos ajudaram a entender. No final todo mundo acabou pedindo versões diferenciadas de ramen, um prato bastante típico. Parece uma mistura de sopa com macarrão, e geralmente vem acompanhado de legumes e carnes. Só de lembrar tenho vontade de comer de novo... E olha que o que tinha de macarrão dava bem uns 5 pacote de miojo! Mas claro, muuuuuuuito mais saboroso. Ainda bebi sakê pra acompanhar, mas definitivamente, não é minha bebida favorita.



Depois dessa banquete, nos despedimos do povo e fomos de metrô para a Paulista assistir Ultimato Bourne. Tava ansioso pra ver esse filme já que gostei bastante dos outros dois. Gosto desses filmes que combinam suspense, agentes secretos, ação e roteiros inteligentes que desafiam o raciocínio do espectador. Esse não foi diferente. Fechou a série com chave de ouro! Ponto alto: perseguição em Tangier - Marrocosl. Ponto baixo: câmera excessivamente "nervosa", confundindo o espectador.

Saímos satisfeito do cinema e também cansados. Já eram 22hs, mas assim que chegamos em casa Murilo ligou para lá nos convidando para a casa dele. Motivo: despedida de Yupatanky que estava de passagem em SP antes de ir para Santos providenciar a mudança dele para Salvador. A gente fez charminho, disse que tava cansado, depois viu que tava fudido de grana até pra pegar transporte, mas enfim, a amizade falou mais alto e acabamos indo. Mais três amigos de Pinky também estavam lá e ficamos conversando e bebendo absinto até umas zora... :-) Chegamos mortos! Mas felizes!

ps.: não tive tempo de baixar as fotos da máquina e postar aqui. Mas depois eu atualizo...

terça-feira, 21 de agosto de 2007

Divertimentos II

Outro fim de semana, e como anunciado, aproveitamos para ir na festa da Santa Achiropita (eu nunca acerto dizer ou escrever direito o nome dessa santa, mas viva o google). Pronuncia-se "Aquiropita", já que é um nome italiano, e como tal, o "ch" tem som de "q". Essa festa ocorre durante todo os sábados e domingos do mês de agosto e o esquema é similar ao de uma quermesse. Cada barraquinha produz um tipo diferente de iguaria italiana, e todo o lucro é convertido em prol da paróquia. Essa festa é a de número 82, e ocorre todo ano.

Mas antes de ir para lá a gente primeiro foi no cinema no shopping Frei Caneca e assistimos Ratatouille, uma animação da Pixar (Disney) sobre um rato cozinheiro em Paris. A animação é do caralho! O filme é muito bom mesmo. Roteiro bem escrito, sem pontas soltas, muitíssimo bem humorado, original, a animação procura ser menos técnica ou realista e mais criativa, assim como nos filmes Os Incríveis. Enfim, aconselho a todo mundo.

Voltando para a festa, chegamos lá por volta das 21hs, e mesmo num domingo à noite, estava bastante cheia! A festa se estende em volta das 4 ruas que definem o quarteirão no qual se encontra a igreja. A gente primeiro ficou caminhando um pouco e vendo todas as opções gastronômicas, mas logo decidimos comer na barraca de fogazza, apesar da fila enorme que devia ter uns 100 metros. Enquanto Cê ficou na fila eu aproveitei pra comprar refrigerante e uma cervejinha. A fila andou rápido mas o que mais demorou foi no balcão. Pra quem entende de computação, as fogazzas eram feitas em batch, com processadores (leia-se escumadeiras gigantes) em paralelo. Só que tinha gente que comprava 30 de vez e eu que só queria duas, fiquei mofando lá esperando minha vez. Mas quando saiu valeu a pena. É uma toreba de pastel com massa de pizza, sobrado ao meio com umas 150 gramas de queijo derretido por dentro, além de tomate picado. Uma délicia! Ainda comi um espetinho de churrasco (essa é para Djonie: o melhor espeto de churrasco que já comi na vida!) delicioso antes de voltar pra casa com a barriga estourando. Ah! pra fechar a noite, ainda assistimos Borat que eu tinha baixado no computador. Foi divertido. :-) É um falso documentário sobre um repórter do Cazaquistão (o segundo melhor, segundo ele mesmo) que vai para os EU and A (é assim que ele se refere aos EUA) saber um pouco mais da cultura ocidental. O ator é muito cara de pau! E o impressionante é que os entrevitados acreditam realmente na autenticidade da coisa. Dá pra perceber vários males incrustados na terra do Tio Sam só pelas respostas que saem da boca do povo. Pra quem não tem problemas em rir de cenas constrangedoras, eu recomendo. :-)

Ademássss, nosso sábado também foi legal. Fomos na FNAC e compramos um livro de culinária para acadêmicos, isto é, para quem não tem tempo de cozinhar e quer receitas práticas e que explique detalhadamente termos cabeludos como refogar e medidas estranhas e pouco precisas como pitadas e punhados. O livro se chama "Professoras na Cozinha" e foi escrito pela Marilena Chauí junto com a mãe dela. Na volta, passamos no supermercado e compramos condimentos para fazer fondue no jantar. Não saiu lá o melhor fondue do planeta, mas tava com gosto de queijo. :-) Vamos praticar mais e quando sair perfeito coloco a receita no Cumê tatu é bom.

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Divertimentos

Nesse final de semana Jacque veio nos visitar. Ela veio de carona com uma colega de medicina que tem família em Santo André e vem de 15 em 15 dias. Essa carona veio bem a calhar já que assim, sempre que ela quiser, pode nos visitar. :-)

Bom, aproveitando a presença dela resolvemos sair um pouco, coisa que não fazíamos desde que voltamos das férias. Na sexta fomos no El Kabong, um restaurante tex-mex (mistura de cozinha mexicana e texana) que fica a uma quadra daqui (sim, quase em frente ao buraco número dois do metrô que abriu no meio da rua). É um restaurante bem legal, com luz ambiente e boa música (o DJ parece ser fã de Robert Cray :-)). Comemos deliciosas quesadilhas de frango.

No sábado fomos numa feira de antiguidades que tem todo sábado na praça Benedito Calixto, que também não fica muito longe (umas 5 quadras daqui). É uma feira bem interessante, dá pra achar de tudo: vitrolas e abajours do tempo do ronca, óculos de décadas passadas, moedas estrangeiras e até aquele ferrorama ou carro de controle remoto que você via no intervalo da Xuxa e não tinha porque era caro pra caralho. Lá perto tinha uma galeria com estandes que vendiam roupas "transadas" e coisas do tipo. Aproveitei pra comprar um óculos escuros já que perdi os meus dois anteriores (e perdi o meu de grau também...), além de ímãs de geladeira (uma mania que eu e Cê cultivamos desde que chegamos aqui). Depois passamos em casa pra trocar de roupa porquê o frio tava "defoder", e fomos para o shopping Eldorado. O plano inicial era assistir um filme, mas chegando lá ficamos mais interessados na peça que tava rolando com Lázaro Ramos e Taís Araújo, intitulada O método Grönhlom (não sei pronunciar essa joça). Basicamente tratava-se de uma entrevista de emprego no qual todos os candidatos ficavam numa sala só que sem saber que um deles era psicólogo e do RH da empresa. A peça tem seus altos e baixos mas é bem interessante, e com um final surpreendente! Mas foi depois da peça que veio a melhor parte: descemos para o subsolo e fomos dar uma olhada na pista de patinação no gelo. Lembro que em Salvador alguns shoppings chegaram a fazer uma pista parecida, mas eu nunca tinha me aventurado. Tentei convencer Jacque e Cê para irem comigo, mas só Cê topou. Jacque ficou só olhando, e claro, dando risada, afinal eu parecia mais um robô em final de carreira do que propriamente um patinador. Mas não fizemos feio. Eu só tomei uma vaca, e Cê também, somente uma. Só UMA! Vamos lá, há de se reconhecer que para uma primeira vez não fiz tão feio. Só saí com uma puta bolha no pé. Da próxima vez pego um número maior. De noite ainda tivemos ânimo para ir no Omalleys, aquele pub irlandês que já mencionei aqui algumas vezes. Foi legal, tinha uma banda legal, mas pena que tava muito cheio. Nem achamos lugar para sentar dessa vez.

No domingo resolvemos finalmente visitar o bairro da Liberdade, reduto dos orientais aqui na cidade. As ruas são decoradas com bangalôs que dão um ar especial ao bairro. Aproveitamos para olhar os artesanatos numa feirinha e andar um pouco nas ruas. Pelo que pude perceber lá é sempre cheio de coisas diferentes. A prova disso fica por conta do Melona, um picolé coreano quadrado, sabor melão que tomei por lá. Todo mundo tomando, maior sucesso! Fiquei doido pra tirar várias fotos mas aqui tá cada vez mais assim: não tiro fotos no meio da rua com medo de assalto.

Bom, aí foi ficando tarde e Jacque teve que ir embora. No próximo fim de semana eu e Cê já temos outro plano: ir na festa da Santa Aquerupita que ocorre lá no Bexiga até o final deste mês todo sábado e domingo. Espero comer muitos pasTEU e tomar umas brejas, mano. Orra meu!

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Hackers 1 X 0 DRM

É a guerra da abertura contra o fechamento. Os hackers mais uma vez dão a volta por cima. Pra quem não sabe, o DRM (Digital Rights Management, ou Digital Restrictions Management, numa tradução sem eufemismos) é uma tecnologia capaz de agregar permissões de execução a um arquivo de computador. Por exemplo, eu poderia utilizar um serviço DRM para disponibilizar um vídeo na internet que, quando baixado, só poderia ser executado 'n' vezes, ou até a data xx/yy/zzzz, ou as duas restrições concomitantemente. A Netflix resolveu utilizar o DRM para alugar filmes pela internet. Deu nisso aí... hehehehehehe. TOIM!

Faz parte do lento e doloroso (pelo menos para alguns) processo de transição entre economia industrial da informação e a economia da informação em rede, tão alaerdada por grandes estudiosos como Manoel Castells, Yochai Benkler, dentre outros. Desde o ano passado ainda venho mantendo um blog sobre isso onde comentários são bem vindos.

É interessante perceber como essa guerra travada no campo da propriedade intelectual já vem acontecendo há um bom tempo. Lembram-se das fitas cassetes? Quem nunca gravou uma fita cassete com uma compilação das suas músicas prediletas? Pois é... era considerado tão ilegal quanto baixar músicas ou gravar dvds piratas. Teve até um movimento liderado pela BPI (British Phonographic Industry) com direito a logo e tudo (queria botar o logo aqui, mas a merda é protegida por copyrights demoníacos) Pois é, como eles perceberam que não adianta mudar o dispositivo de armazenamento para cd, dvd, ou qualquer mídia que surja, o jeito foi inventar esse "cadeado" digital que é o DRM. Mas cadeado, por mais avançado que seja, nunca deixa de ser um cadeado...

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Hacker retira DRM de filmes online do Netflix
Quinta-feira, 09 de agosto de 2007 - 10h21

SÃO PAULO - Hacker americano publica instruções sobre como gravar vídeos transmitidos online pelo Netflix.

O Netflix é um promissor sistema de aluguel de filmes e seriados que distribui conteúdo pelo correio ou pela internet.

O serviço ganhou popularidade por oferecer um modelo de negócios em que o cliente não paga taxas pela devolução de DVDs com atraso.

Um dos recursos oferecidos pelo serviço, chamado de WatchNow!, permite baixar o filme ou seriado escolhido e assisti-lo na hora, uma única vez.

O sistema conta com códigos de proteção DRM desenvolvidos pela Microsoft que impedem, por exemplo, que o usuário mantenha o filme em seu HD ou faça cópias do conteúdo.


Esta semana, no entanto, um hacker identificado como DizzIE publicou no site foum.rorta.net uma lista de 14 passos que ensina como remover a proteção da Microsoft e gravar o filme baixado no HD. O arquivo fica livre de qualquer restrição.

Segundo o post do hacker, os métodos para remover DRM do Netflix usam códigos já apresentados no aplicativo FairUse4WM, programa que retira DRM de arquivos de mídia Microsoft.
Felipe Zmoginski, do Plantão INFO

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Produtividade e Internet...



Matematicamente cômico e verdadeiramente trágico.

fonte: Piller Higher and Deeper

Oia...

Obra do Metrô abre cratera causa e interdição de via em SP

Saiu no Folha Online: http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u318685.shtml

Esse aí fica a uma quadra lá no meu prédio.
Claro que como ninguém foi engolido, nem carro, nem nada, "Não foi um problema, não houve falha", como disse o tal Luís Carlos Grillo, diretor de engenharia e obras do Metrô. Afinal, o terreno é arenoso e tal... Claro... claro... Desse buraco ainda vai sair muita merda ainda.

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Cansei... Humpf!

Caos aéreo + política + oportunismo + elite brasileira = Movimento do Cansei!

Se por um lado também fiquei indignado com o caos aéreo (é mais um exemplo da incompetência e inoperância dos nossos representantes) esse movimento beira o ridículo.

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Eles cansaram (fonte: Blog do Dez! Atarde Online)
04/08/2007 às 18:21

Foto divulgação da coletiva de imprensa para o lançamento da campanha

O Movimento Cívico pelo Direito dos Brasileiros, liderado pela Ordem dos Advogados do Brasil Seccional São Paulo e com a participação de diversas entidades e lideranças da sociedade civil, pretende sensibilizar os brasileiros a pararem durante um minuto, às 13 horas do dia 17 de agosto, quando o acidente com o avião da TAM completará 30 dias.

Pedro Fernandes

Cansei. Vou arrumar as malas e sofrer em Paris. Se o Brasil parar às 13 horas do dia 17 de agosto e fizer um minuto de silêncio, vai ser a confirmação de que nada mais nos resta. A confirmação de que a elite branca, paulista e anti-Lula tomou o poder [não o financeiro, que já é dela, mas o simbólico] e de que a bobagem publicitária encabeçada pela OAB de Sampa, pela Fiesp [Fundação das Indústrias do Estado de São Paulo], Abert [Associação Brasileira das Empresas e Rádio e TV], engenheiros, jovens executivos e outras pessoas que não gostam de dormir em aeroportos deu certo.

Com aquela indignação contida uma mulher bem vestida, loura e de unhas vermelhas posa com cara de "cansei" num dos cartazes do movimento. No spot para TV, atores de várias raças e aparentemente de várias classes sociais mostram, em silêncio [a classe média é muito ordeira], cartazes com mensagens do tipo: "Cansei de pagar tantos impostos" ou "Cansei de bala perdida". Silêncio. Como se pobre gostasse disso.

"Com o silêncio, a sociedade poderá expressar sua solidariedade e indignação de forma pacífica, equilibrada e organizada", disse Luiz Flávio Borges D'Urso, presidente da OAB-SP. Pobre já não gosta de protesto, ainda mais silencioso. "Queremos solução". O povo quer é berrar. Zero em identificação com o target [para usar o jargão publicitário]. Nizan Guanaes, conhecido publicitário tucano, que dessa vez trabalhou de graça, errou feio. Mas suas últimas campanhas não têm sido bem sucedidas mesmo.



"Estamos às vésperas do retorno da Marcha da Família, com Deus e pela Liberdade", escreveu o jornalista Mino Carta em seu blog no dia 27 de julho, quando foi lançada a campanha, fazendo alusão a um dos movimentos que apoiaram o golpe militar de 1964. "Trata-se de uma fórmula mais elaborada, mais complexa, mas os objetivos são os mesmos", completou. O presidente da OAB do Rio de Janeiro, Wadih Damous, também classificou o movimento de golpista e de extrema direita. E outros vídeos surgiram no you tube em resposta ao original.

Falar em golpe é usar a mesma arma que os cansados. A publicidade. Ou melhor, contra-publicidade. Quando se fala em golpe no Brasil todo mundo põe um pé atrás, baixa a voz e põe a mão na consciência. "Calma, vamos conversar". A intenção do movimento é começar agora uma campanha política anti-PT e minar as chances do partido nas próximas eleições. Tanto nas prefeituras quanto na presidência em 2010. Investimento à médio prazo. O jogo da democracia permite isso. É golpe baixo, mas é exagero falar em golpismo.

O que é ofensivo nessa campanha é essa gente bem alimentada, empregada e cheirosa abrir a boca para falar de cansaço. Como se eles não adorassem dar chilique em aeroporto para a câmera da Globo, que, segundo uma amiga que recentemente esperou 25 horas para embarcar do Rio para Salvador, evita filmar pessoas que pareçam alegres ou relaxadas. Ela disse que viu gente se maquiando para aparecer melhor na tela. Esse povo está bom é de ir lavar um tanque de roupa suja.

Hoje teve protestos Fora Lula em nove capitais brasileiras. Não dá para dizer que multidões se reuniram. Os números não são confiáveis. O site do Globo diz que foram 100 manifestantes em Brasília e o G1 diz que foram 50. Não sinto cheiro de golpe no ar. Tudo me cheira a babaquice. Enquanto isso a elite branca carioca sem-noção joga ovos nos transeuntes. Estou cansado. Vou para um SPA.

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Ah, claro... Apesar dos vídeos dos ovos não estar mais no Youtube (dobradinha Globo & Youtube já dando resultados), você ainda pode acessá-los aqui e aqui.

quarta-feira, 25 de julho de 2007

O acaso do descaso




Fogo e destruição. É esse o impacto do descaso.

Há uma semana, um avião da TAM pousou pela última vez na pista do aeroporto de Congonhas para em seguida mergulhar para a morte. Não me lembro qual foi a última vez em que fiquei tão revoltado. Sinto que minha revolta é muito pouca para tudo o que acontece, e ao mesmo tempo há quem ainda encare um acidente dessas proporções com tamanha naturalidade, como se fosse uma fatalidade que corrobora estatísticas de acidentes aéreos, como se fosse algo que, cedo ou tarde, iria acontecer naturalmente. Mas não é nada disso. Nada disso é natural ou obra do acaso como certas entidades e seus representantes ainda insistem em afirmar, como se tivéssemos a palavra "IMBECIL" estampada em nossas testas. Não, não é obra do acaso. É obra do ocaso por que passa o nosso sistema de aviação. É obra do descaso. Seria por acaso se minha irmã, meu pai ou outro membro da minha família estivessem naquele vôo. Seria por acaso que eu estaria no prédio em que se chocou o avião. Foi por acaso que não fui mais uma vítima dentre as quase 200 que perderam suas vidas quase que instantaneamente. Foi por acaso que não fui mais uma vítima do ocaso e do descaso.

Bilhões de reais foram investidos nos nossos aeroportos nos últimos anos. Toda essa dinherama priorizou o conforto e a ampliação do espaço interno dos aeroportos, comportando bancos confortáveis (alguns nem tanto há de se dizer), novos banheiros, escadas rolantes, elevadores, novos serviços e lojas, lojas e mais lojas, cafés, observatórios, estacionamentos e painéis digitais. A segurança ficou em segundo plano. Operadores e os aparelhos que utilizam, essenciais para manter nossa tranquilidade nos céus, relegados a segundo plano, como sempre. Pilotos, aeromoças, passageiros, todos se transformando em números nessa jogatina que prioriza somente os interesses econômicos. Sempre os interesses econômicos. Enquanto isso torcem para que tudo dê certo lá em cima e que a merda deixada por eles não seja percebida ou até mesmo ignorada. Mas aí um avião se choca com outro e tudo cai por terra. Os pontos cegos dos nossos radares, a rotina estafante dos operadores, a disputa desenfreada das empresas aéreas por mais passageiros, estava tudo lá. Mas, ainda bem, pensaram eles, tínhamos os americanos para dividir a culpa!

E agora? Vão continuar jogando a merda pra baixo do tapete? Vão continuar dizendo que está tudo ok? Dizem que esses acidentes são sempre a conjunção de diversas falhas, como se pudessem fragmentar a causa até o ponto de pulverizá-la, e junto com ela a culpa que carregam. O descaso com cada um desses fatores é, na verdade, um movimento orquestrado que distancia os desastres do acaso e os aproxima da iminência. Nos notíciários o espaço ficou dividido entre especulações sobre as causas do acidente e as notícias do panamericano. Já não mais espaço para Renan Calheiros, playboys espancadores de indefesos e as operações nos morros do Rio. Parecem coisas do passado. A fila tem que andar nos notíciários. Só a situação do país é que permanece chafurdando lentamente nessa merda inerte que chamamos de nação.




Fonte (fotos): Folha Online

The Owl by I Love You But I've Chosen Darkness

Afudê!
Esse clipe é uma verdadeira obra de arte. (agradecimentos a Patanky Muñoz pelo link)

sexta-feira, 29 de junho de 2007

Pálido Ponto Azul

Narrado pelo saudoso Carl Sagan, um dos meus escritores preferidos, esse é um dos melhores vídeos para refletir sobre a nossa insignificante e preciosa existência. Existem várias versões deste vídeo no youtube. Essa é a mais simples, mostrando apenas imagens do planeta terra.
Simplesmente tocante.

quarta-feira, 27 de junho de 2007

Darwin e Ocupação da Reitoria da USP

No fim de semana passado eu e Cê fomos visitar a exposição sobre Darwin, no MASP. Ficamos quase 3 horas lá, e saímos literalmente no apagar das luzes. A exposição continha cartas, esqueletos, objetos, e muita, muita história sobre a viagem de navio que despertou a pesquisa de Darwin, cuminando com o seu principal trabalho: A Origem das Espécies, um dos livros mais influentes depois da Bíblia. As leituras da exposição continham informações interessantes e pouco difundidas, entre elas a de que seu avô e outros estudiosos já faziam questionamentos semelhantes ao de Darwin. Contudo, Darwin foi o primeiro a estruturar o seu pensamento de uma forma mais científica, e de fornecer uma explicação convincente a ponto de ser amplamente difundida e aceita até os dias atuais. Em alguns lugares haviam vídeos também, e o que mais me interessou foi o último onde alguns pesquisadores falavam sobre as suas relações com a fé e a ciência. Embora alguns a considerem complementares, outros enxergavam certo oportunismo em idéias como o Desing Inteligente, argumentando que essas teorias estão sempre tentando preencher as brechas ainda não alcançadas ou explicadas pela ciência. De certa forma, concordo com isso, apesar de achar que a Ciência, em seus moldes atuais, nunca será capaz de explicar tudo.

Outro assunto que me despertou o interesse desde o começo, mas que tenho evitado falar a respeito é sobre a ocupação da reitoria da USP. Tenho evitado falar por falta de conhecimento do que realmente vem acontecendo. Tenho dividido meu tempo entre o trabalho, a pesquisa e os afazeres domésticos, e portanto não participei das discussões que deflagaram a greve dos estudantes e suas reivindicações. Apesar disso, não pude deixar de observar vários fatores positivos deste movimento, afinal, é importante ressaltar que o movimento estudantil voltou a ativa depois de um longo tempo de inércia. Após acompanhar a mídia e constatar várias informações desencontradas, resolvi visitar a ocupação para ver como os estudantes haviam se organizado. Percebi duas coisas: não estava tudo quebrado e revirado como certos veículos de comunicação ficavam divulgando. Mas também carecia de zelar melhor pela utilização dos espaços e pela limpeza dos saguões principais. Como um todo considero o movimento vitorioso, apesar de não ter acreditado em sua força e na sua independência de partidos políticos durante alguns momentos. Claro que diversos pontos do movimento são passíveis de críticas, mas é assim que as coisas evoluem. Nunca se discutiu tanto sobre autonomia universitária aqui na USP. Portanto, críticas e atos equivocados podem ter ferido a moral do movimento, mas não demoveram os estudantes da sua luta pelo que consideram de direito. Acho que reitoria, estudantes e principalmente o governador Serra tiraram ótimas lições de tudo isso.

No mais, quero registrar que retirei esse blog do planeta PSL-BA. Decidi fazer isso porque o conteúdo dele é muito mais pessoal, sobre minha vida aqui em SP, do que propriamente sobre SL. Em breve, farei outro sobre SL (se tiver conteúdo para tal) e coloco no planeta de novo. ;-)

segunda-feira, 4 de junho de 2007

Estrogobofe com os amigos


Nesse último fim de semana Beto, Lelê OpenGL e Patanky vieram pra Sampa participar de um congresso sobre jogos e áreas correlatas, enfim, essas coisas legais que eles pesquisam entre uma lan house e outra (hehehe). Aproveitei a vinda dos 3 pra fazer o tão prometido almoço aqui em casa. A idéia original era um almoço de inauguração do apê, algo que devido ao passar do tempo e a enrolação, perdeu completamente o sentido. Whatever... Foi muito legal, anyway.

Fizemos o sensacional estrogobofe de queijo (dessa vez eu utilizei a mais AUTÊNTICA e SABOROSA mussarela de búfala) devidamente acompanhado de arroz, batata palha, salada e galeto (tá, o galeto eu comprei no supermercado). De sobremesa saiu folhado de maça com sorvete de flocos. Antes de comer ainda detonamos uma garrafa de Casillero del Diablo, sem decantador, termômetro, taça ou quaisquer outra frescuras de enólogos, ora pois.

Percebam a cara de fome de todos antes, e a cara de satisfeito de todos após a refeição. Todos sobreviveram e saíram, aparentemente sem sequelas, exceto por Beto que teve problemas de locomoção devido ao inchaço da sua lombar frontal, aka barriga.

É isso, essa foi a nossa primeira experiência fazendo comida para mais que duas pessoas! (oooh! uau!!) Se tudo der errado no mestrado, abro um restaurante. Fui! Mais fotos podem ser vistas aqui.

quarta-feira, 23 de maio de 2007

Como vão as coisas...

Short answer: mole e pra esquerda. :-)

Long answer: Ok, a piadinha acima foi terrível. Bom, mas voltando ao assunto, as coisas vão muito bem por essas bandas. Vamos por partes:

Nossa vida aqui tem sido melhor do que nunca. Eu e Cê estamos construindo um relacionamento baseado "cada vez mais" no diálogo aberto, na cumplicidade e, claro, tudo com muito carinho. Cê está fazendo um ótimo semestre e minha vida no mestrado está nos trilhos. Tive algumas idéias legais, e espero poder dar conta delas até o final da minha bolsa-trabalho. Semana passada fui no CCGRID, congresso internacional na área de grades computacionais, que ocorreu no Rio de Janeiro. O evento foi num hotel bacana, e num bairro que nem parece o Rio (Barra da Tijuca). A programação foi muito interessante, a organização foi maravilhosa e ainda pude encontrar baianos ilustres como Amadeu, Lage, Daniel Linux e a prof. Fabíola. Ainda aproveitei para desenferrujar o inglês, já que nenhuma palestra era traduzida e todos conversavam em inglês nos corredores. Espero, quem sabe, ir no próximo ano, de preferência para apresentar algo ao invés de só assistir. :-)

Sei que fiquei devendo comentários sobre o FISL, mas enfim, vou ficar devendo mesmo, hehehehe. Só para não passar em branco: foi divertidíssimo! Saudades dos meus amigos... E claro, a melhores resenhas foram a do Valéssio "Nego-bom" Brito! E claro, reencontrar Djonie, vulgo Lucas Rocha, depois de tantos meses na Finlândia renderam risadas memoráveis!

Para não dizer que não falei de Software Livre, vocês agora me dão licença que eu vou extirpar com todas as minhas forças o Ruindows que está instalado no notebook novo de Cécile. A coitada não aguenta mais ter que lidar com esse lixoware!

Pra finalizar, gostaria de registrar que foi muito legal ter recebido tantas visitas nas últimas semanas! Meus pais, minhas irmãs, dona Rita, Zeca e Tássia: voltem sempre. O apartamento é pequeno, mas nossos corações são grandes. :-)

quarta-feira, 25 de abril de 2007

Swfdec: Youtube, finalmente!

Recentemente descobri por Aurélio Heckert que a nova versão do swfdec (0.4.3) estava acessando os vídeos do Youtube. Após o mesmo me passar um mini tutorial de instalação (minha preguiça + amigos nerds = suporte gratuito e de alto nível) resolvi postá-lo aqui no blog, já que, apesar de fazer um mês do lançamento da nova versão, muita gente ainda não sabe que finalmente existe um flash player livre que consegue exibir os famigerados vídeos do Youtube, e claro, exibe perfeitamente todos aqueles banners malditos, mas com a vantagem de que tudo aparece pausado e só executa se vc clicar neles.

Bom, direto ao ponto. A paradinha tem algumas dependências:

cairo (>= 1.2.0 - >= 1.4.0 recommended)
liboil (>= 0.3.6)
Pangocairo (aka Pango with cairo support)
zlib (>= 1.1.4)

FFMpeg (>= 0.4.8 - optional, required for various audio and video formats)
MAD (>= 0.15.1b - optional, required for MP3 audio format support)

GTK+ (>= 2.0 - optional)
ALSA (>= 1.0 - optional)

Primeiro, baixe logo a nova versão do swfdec:

$ cd /tmp
$ wget http://swfdec.freedesktop.org/download/swfdec/0.4/swfdec-0.4.3.tar.gz
$ tar -xzvf swfdec-0.4.3.tar.gz

Depois, instale as dependências (podem ser mais ou menos, depende do que vc já tem instalado):

# aptitude install libasound2-dev liboil0.3-dev libmad0-dev libglib2.0-dev
# aptitude install libcairo2-dev ffmpeg libavcodec-dev libpango1.0-dev

Agora, compile o troço:

$ cd swfdec-0.4.3
$ ./configure
$ make
$ su
# make install

Agora, a segunda parte. Baixe o mozilla e o plugin para o mozilla, descompacte e compile a bagaça:

# aptitude install mozilla mozilla-dev
$ cd /tmp
$ wget http://swfdec.freedesktop.org/download/swfdec-mozilla/0.4/swfdec-mozilla-0.4.3.tar.gz
$ tar -xzvf swfdec-mozilla-0.4.3.tar.gz
$ cd swfdec-mozilla-0.4.3
$ ./configure
$ make
# make install

Ele irá fazer a instalação na pasta de plugins do mozilla (i.e. iceape). Copie o conteúdo de lá para a pasta de plugins do seu navegador predileto

# cp /usr/local/lib/iceape/plugins/* /usr/lib/epiphany/2.14/plugins/

E pronto!



"Há muito tempo que não conseguia acessar nada de flash em minha máquina (debian-ppc). Agora com o swfdec isso é coisa do passado. Ele é simplesmente mágico!" (Homem Chavão)

Observações:
- Depois que atualizei minha versão do kernel para 2.6.20, tive que recompilar tudo. Em compensação o plugin está funcionando melhor ainda.
- Quando clicar em um vídeo do Youtube pode ser que o vídeo apareça como se já fosse visualizado (aquela tela de Watch Again). Não se desespere: clique no endereço web e aperte enter para recarregar o conteúdo. Tudo fluirá dilícia!
- Em alguns sites o troço pode não funcionar, nem recarregando o conteúdo. Se isso acontecer, abra o navegador pelo terminal (para ver as mensagens de log) e quando acessar o vídeo teimoso, veja se ele faz o log do "verdadeiro" link. Copie, cole, e tente acessá-lo diretamente no navegador.

domingo, 22 de abril de 2007

Cronicamente Inviável


22 de abril de 2007, domingo chuvoso (relampejoso e "troveroso" tb) em São Paulo. Nada mais adequado do que acordar tarde e assistir um filme no conforto da cama.
Pois há exatamente 507 anos depois do "descobrimento" do Brasil foi pura coinciência que eu e Cê escolhemos assistir Cronicamente Inviável, filme de Sérgio Bianchi, por indicação de Pinky, vulgo Yupatanqui. Na verdade tentamos assistir na noite anterior, mas o sono não deixou. ;-)

O filme divide opiniões (olha o homem-chavão!). De certezas, podemos dizer que foi feito pra chocar, que vilaniza todos, entre pobres e ricos, intelectuais e ignorantes, patrões e trabalhadores, revelando situações cotidianas sempre sobre um prisma de cinismo, impotência e conformismo diante da realidade retratada.

Achei a parte inicial do filme mais interessante, quando as visões estereotipadas da Bahia carnavalesca e preguiçosa e do Sudeste produtivo e trabalhador são postas em evidência como formas de dominação (a dominação pela alegria, a dominação pelo trabalho, ainda que velado, escravo, de certa forma). Pensei que a tônica do filme seria criticar estes estereótipos das regiões do Brasil, desnudando-os e revelando sua natureza cínica. Contudo, do meio pro final, o filme meio que se perde, propositadamente ou não, induzindo a um certo conformismo e, ironicamente, revelando personagens e situações um tanto quanto estereotipadas, quase como que concordando com elas.

Mesmo irregular e com essa postura de sair trombando em tudo, o filme agrada e provoca reações e reflexões sobre a nossa identidade brasileira. Talvez seja muito pessimista, mas vá lá, é difícil provocar sendo otimista.
Ficam aqui duas críticas interessantes que achei na net, não totalmente divergentes, mas com visões bastante diferenciadas.

http://www.mnemocine.com.br/cinema/crit/cronin.htm
http://www.mnemocine.com.br/cinema/crit/cronicamente.htm

Depois, vou postar algo falando sobre como foi o FISL e outras cositas mas! :-)

domingo, 1 de abril de 2007

FISL à vista!


Sim, irei ao FISL. Não, não tenho nada a apresentar, mas tenho vários motivos para ir. Um deles são os reencontros com amigos e personalidades. O FISL é sempre um local de aglutinação de pessoas legais e onde os amigos, alguns já dispersos em lugares remotos deste vasto mundo, se encontram.

Outro motivo, além das palestras, dos Xis e das cervejas de PoA, e dos eventos paralelos ao evento, é poder participar do Encontro Comunitário do Gnome, já que venho participado no projeto de tradução há um bom tempo, e estou curioso para conhecer os integrantes pessoalmente. Pela primeira vez saiu uma versão do GNOME (2.18, lindo...) com a interface gráfica totalmente traduzida para o português brasileiro, e estamos pertos de concluir a tradução completa do Guia do Usuário! Por isso, gostaria de registrar publicamente meu reconhecimento pelo trabalho que vem sido realizado por toda a equipe, especialmente por Leonardo Fontenelle. É uma pena que ele não poderá comparecer ao FISL.

Ah, claro...! Esqueci de mencionar que dessa vez eu vou com uma caravana aqui do IME-USP. Isso também foi determinante já que o preço do transporte + hospedagem + inscrição saiu muito mais barato do que sairia caso eu fosse sozinho.

Pra quem leu o último post e anda curioso pra saber como andam as coisas: por aqui vai tudo vai indo muito bem, obrigado! Já faz mais de um mês que eu e Cê estamos morando juntinhos e tem sido um começo muito promissor, de atenção e carinho entre nós. :-) Ela já começou o mestrado dela, enquanto eu FINALMENTE defini meu orientador e meu projeto de mestrado! Ufa!

Em breve devo colocar mais fotos e um vídeo do apartamento, e da nossa vidinha por aqui (vide fotki e youtube).

Saudações a todos! ;-)

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007

Casa Nova, Vida Nova



É isso! Finalmente eu e Cê podemos desfrutar do nosso cantinho aqui em SP!
Foi uma mudança relâmpago e cansativa, mas agora já está tudo nos conformes por aqui.
Durante essas últimas semanas a gente perâmbulou vários quilômetros a pé, de portaria em portaria, procurando por ofertas atraentes de aluguel. Foi realmente exaustivo! E para quem nos conhece sabe o quanto foi difícil decidir. ;D
Mas como tudo aqui é caro e as opções dentro de nossas restrições financeiras não eram muitas, até que não foi tão difícil assim. Escolhemos um apartamento quarto e sala, pequeno, mas funcional no bairro de Pinheiros. Tivemos poucos dias para comprar cama, mesa, sofá e geladeira além de resolver tarefas burocráticas com a imobiliária (pois é, apesar de toda a caminhada apelamos para uma), limpar o apartamento e fazer as primeiras compras. Ainda faltam algumas coisinhas para serem arrumadas, mas a parte mais difícil já passou. Estamos muito felizes e à espera de visitas de amigos e familiares. ;-)




As fotos dessa Odisséia estarão em breve no fotki. Agradeço imensamente aos pais de Cê (seu Jean Charles e dona Rita) pela imensa ajuda que nos deram durante esse processo, sempre respeitando as nossas escolhas, apesar de toda experiência que eles possuem. Agradeço também aos meus pais pelo apoio e pelos ótimos conselhos que recebi durante todo o tempo que já passei por aqui, e nesse momento não foi diferente. Por fim, agradeço a todos os meus amigos que sempre deram aquela força desde o momento em que defini o plano maquiavélico de vir para essa cidade poluída, sozinho, à espera do dia em que minha amada também viria para me fazer companhia.