quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Casados!!! :-)


E a cerimônia foi maravilhosa! Parentes e amigos vieram de longe para celebrar com a gente e oficializar a nossa união. A animação da festa foi tanta que surpreendeu até o DJ Beto Farias (recomendadíssimo), cujo setlist seguiu à risca nossas preferências. Ficamos muito satifeitos com a parte musical e visual. A decoração estava perfeita, tão linda que arrisco dizer que o pôr-do-sol nem fez tanta falta quando a iluminação foi ligada. Comes e bebes estavam deliciosos (pelo menos os que o noivo conseguiu comer, rs). A única falha foi quando o gerador parou por 10 minutos por falta de combustível. Mas isso ocorreu no início da janta, ou seja, no momento em que a festa foi menos prejudicada. Antônio Fon, o fotógrafo (outro que recomendo fortemente), trouxe uma equipe atenciosa e muito paciente. Ainda não vi as fotos originais mas tenho certeza de que fizeram um trabalho primoroso. A irmã dele, que também faz parte da equipe de fotógrafos, até ajudou Cê a colocar o vestido de noiva e conversou com ela durante a espera, para amenizar a ansiedade. :-)

Não choveu durante a festa, apesar do tempo estar um pouco nublado durante o dia. Cê estava a noiva mais linda que qualquer noivo poderia sonhar (opinião suspeita, mas sincera, rs). Parecia um sonho e tive que segurar o choro quando ela se aproximou enquanto eu a aguardava no altar. Momento realmente especial para nós dois.

Também percebi o momento em que ela segurou o choro, ao me ver com aquele olhar apaixonado que por tantas vezes já direcionei a ela e que ainda irei direcionar durante toda minha vida. O juiz, que veio como substituto (o primeiro "furou" conosco a 2 dias do casamento!) fez um discurso que, segundo relatos maternais, chegou a emocionar alguns parentes. O juiz não nos conhecia e foi contactado por um amigo dos meus sogros. Desconfio que ele era católico, o que acarretou o momento mais descontraído do altar, quando ele indagou se éramos católicos, gerando risos em alguns convidados. Apesar do momento inusitado, o discurso foi agradável e transcorreu de forma fluida e com palavras que transmitiam sinceridade, o que apreciamos bastante.


Após a cerimônia, tomamos a tradicional chuva de arroz dos padrinhos. Foram 6 casais, 3 de cada lado, que escolhemos para serem nossos padrinhos de casamento: Tâmara e René; Tiago e Tássia; Bia e Clayton no lado da noiva. Dany e Raphael; Jacque e Everton; e Lucas e Fernanda do lado do noivo. Foi tudo muito bonito e, mesmo tendo tirado fotos em todas as mesas e com praticamente todos os convidados, pais e padrinhos, ainda sobrou bastante tempo para dançar e curtir o som na companhia dos mais animados. Tivemos a nossa dança, ao som da música Sorte e seguindo a tradição, dançamos abraçados sobre os olhares de todos. Fiz um breve discurso depois, agradecendo a presença de todos, inclusive daqueles que haviam de deslocado de tão longe. Amigos e familiares de Salvador, Maceió, São Paulo, Jacobina, Irecê, Aracaju, Brasília, Recife... e o que dizer do milhares de quilômetros percorridos pelos avós e tio de Cécile para estarem ali?

Do nosso site no sistema icasei, recebemos muitas mensagens carinhosas e presentes. Nossa idéia para a lua-de-mel é fazer uma viagem pela Argentina, aproveitando uma estadia em Bariloche para esquiar na neve e fazer passeios românticos de inverno.

Masssssss... só nas férias! Já estamos de volta para São Paulo e para a rotina. O doutorado não pode esperar. A felicidade também não! Mas ela já nos acompanha desde sempre.

De Casamento

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Brincando com um Filtro Polarizador Circular

Faz algumas semanas, comprei um filtro CPL para minha Nikon D3000. Esse filtro é um polarizador circular para reflexos de luz. Com ele, é possível fotografar uma imagem espelhada, retirando (ou mantendo) o reflexo dessa superfície. Eu adquiri esse filtro por 80 reais em São Paulo e resolvi testá-lo nas minhas férias em Salvador. De cara, percebi que ao utilizar as lentes as fotos ficavam um pouco mais escuras do que o normal, o que me obrigava a utilizar aberturas maiores ou aumentar o tempo de captura. Isso ocorreu independentemente da nível de redução de reflexo que eu utilizava. Contudo, como pretendo usar as lentes para ambientes diurnos e abertos (em especial, buscava algo que me permitisse aumentar o contraste ao fotografar temas que possuem o céu como fundo), ela funcionou de maneira bastante satisfatória. Aí vão alguns testes que fiz com a lente.

Fotos tiradas da varanda: percebam o contraste entre as nuvens e o céu.

De Enxugando Gelo

De Enxugando Gelo

Fotos tiradas da mesa de vidro: o reflexo foi quase totalmente anulado.

De Enxugando Gelo

De Enxugando Gelo

Fotos tiradas de dentro do carro: é possível eliminar totalmente o reflexo do vidro frontal.

De Enxugando Gelo

De Enxugando Gelo

Update:

Ajudando a remover reflexo na oleosidade da pele (sutil mas perceptível):

De Enxugando Gelo

De Enxugando Gelo

Tirando reflexo da luz nas águas de uma piscina (esse é de matar):

De Enxugando Gelo

De Enxugando Gelo

terça-feira, 9 de março de 2010

Vacances (final)

Finalement, um último post sobre as super-hyper-tri-legais-muito-bala férias que tirei na França em companhia da família de Cê.

Continuando de onde parei, além de visitar Besançon e seus arredores também demos umas escapadas para outras localidades. Uma dessas escapadas nos levou de volta a Paris para um tour de um dia. Fomos na carona da mãe de Cê que tinha marcado uma visita com uma professora. Como não tínhamos muito tempo (chegamos à noite e partiríamos após o almoço do outro dia) decidimos visitar o Palácio de Versailles. Apesar de já terem ido algumas vezes à França (sempre para visitar a família, diga-se de passagem) Cê e Bia, minha cunhada,  nunca tinha ido lá e eu pensei: "ah, então dessa vez não passa". Era uma ótima oportunidade de conhecer um lugar que além da beleza possuía muitas histórias pra contar, especialmente para aqueles interessados pela história da revolução francesa.

Chegamos em Paris à noite. O hotel ficava próximo à Place d'Italie e saímos para jantar numa creperia  próxima dessa praça. Apesar do horário, eu, Cê e Bia ainda arriscamos uma visita à Tour Montparnasse mas ao chegar lá o terraço já estava fechado. Haviam fechado mais cedo por causa do tempo e a julgar pelo frio que já sentíamos lá embaixo a coisa devia estar glacialmente punk lá em cima.

No outro dia acordamos cedo para dar tempo de pegar o metrô + RER para o Château de Versailles. Os RER são linhas de trem que leva às localidades mais periféricas de Paris e possuem integração com as linhas de metrô. Durante o caminho ele passou por várias cidadezinhas satélites até chegar no final da linha onde descemos. Andamos uns 100 metros e voilá! O visual de fora do palácio estava interessante pois tinha nevado na noite anterior e as ruas estavam todas entapetadas de neve. A fachada do prédio estava em reforma e algumas partes já estavam restauradas. A diferença entre a parte restaurada e a velha era bem visível e quando tudo terminar imagino que vai ficar muito bonito realmente.

Em frente ao Palácio de Versailles

Restauração no Palácio de Versailles

Fachada do Palácio de Versailles

Tiramos algumas fotos do lado de fora e entramos. Pegamos o aparelhinho de áudio e fizemos a visita completa, ouvindo tudo o que podíamos sobre cada cômodo, em "portgêix de portgal". Dava até pra imaginar como viviam os nobres franceses naquele lugar imenso e repleto de luxo, alheios ao povo, até o dia da revolução, quando o palácio foi invadido. É uma história interessante. Extraí o seguinte trecho da Wikipedia (pt):

"No dia 5 de outubro de 1789 chegou às portas do palácio uma multidão de mulheres famintas e enraivecidas que havia saído de Paris para protestar junto ao rei, clamando por comida. À noite, pressionado, o rei assinou a Declaração de Direitos diante da Assembléia. À meia-noite Lafayette chegou, acompanhado de uma força de vinte mil soldados da Guarda Nacional, e reportou-se imediatamente ao rei, retirando-se em seguida para a vila de Versalhes a fim de descansar, deixando as tropas acampadas nas redondezas do palácio. Antes de raiar o dia seguinte, uma multidão conseguiu vencer os muros e portões, e invadir o palácio por várias frentes, e sucederam cenas sangrentas em seus salões e corredores. Vários chegaram até os apartamentos reais, mas foram contidos pelos guardas, resultando em mortes de ambos os lados, enquanto outros roubavam mobília e objetos valiosos. Finalmente Lafayette, tendo sido avisado, chegou, a multidão foi expulsa, e o Rei foi aconselhado a se mostrar dos balcões junto com a Rainha. Para sua surpresa, recebeu vivas e aplauso do povo reunido, mas ao mesmo tempo lhe pediam que fosse a Paris, onde os tumultos eram intensos, e não teve escolha senão aceder. Escoltado por Lafayette e a guarda, deixou Versalhes com a família no dia 6 de outubro."

Salão dos espelhos

Nos jardins do palácio

Nos jardins do palácio

Voltando de RER

Hum... dia 5 de outubro é meu aniversário. De repente, acho que descobri porque meu pai chegou a pensar em me batizar de Lafayette. Obrigado mãe! Sua sensatez me salvou dessa!

Bom, continuando...

Ainda visitamos os jardins e tiramos mais fotos antes de voltar para o hotel. Almoçamos pelas redondezas e voltamos para Montferrand-le-château.

Além dessa ida a Paris ainda fizemos mais 3 passeios durante a última semana que estivemos lá: Métabief, Neuchâtel e uma fábrica de queijo. Todas as 3 ficavam relativamente próximas e era acessíveis através da mesma rodovia. A fábrica de queijos, ou fruitiére como eles chamam, ficava na cidade de Vernierfontaine, perto de Pontarlier. Parecia uma fazenda e a fábrica era uma casinha em cima de uma colina. Fomos recebidos pela dona do estabelecimento e pedimos para visitar a fábrica. Naquele dia os funcionários estavam de folga e assim foi possível conhecer todas as salas e os intrumentos utilizados para fazer a especialidade deles, o queijo Comté. A dona foi super simpática e nos explicou como tudo era feito, desde a ordenhagem das vacas, passando pelo diversos processos necessários para a retirada da água do leite, até a prensagem nas formas. Os avós de Cê nos acompanharam nessa visita e ficaram bastante animados em conhecer como é feito o queijo que eles comem praticamente todos os dias. A dona explicou que quanto menos água (e ar) tiver o queijo mais tempo ele suporta sem estragar e por isso o processo de prensagem é bastante importante. Antes de sair de lá compramos bastante queijo pra trazer para o Brasil (ainda tenho um pedação guardado na geladeira, slept). O fato desses queijos terem suportado toda a viagem de volta dentro da minha mala (e sem soltarem odores característicos) foi uma comprovação disso. No caminho de volta, paramos numa cidadezinha, chamada Nods, e almoçamos num restaurante típico. Curiosamente, descobrimos que o dono tinha parentes no Brasil e que era fã incondicional de nada mais, nada menos que Luiz Gonzaga. A refeição? Mais queijo, claro: um autêntico fondue!

Fábrica de queijo comté

Fábrica de queijo comté

Queijos, queijos, queijos!

Comendo fondue em Nods

Montferrand-le-château fica pertinho da Suíça e mesmo antes de sair do Brasil já havíamos vislumbrado a possibilidade de fazer uma visita rápida. Assim sendo, no dia 18 de janeiro, após 2 horas de carro lá estávamos. O ponto de parada foi a cidade de Neuchâtel que fica às margens do lago de mesmo nome. Esse lago possui mais de 200 quilômetros quadrados de extensão e do outro lado pode-se admirar os alpes suícos. Uma paisagem bonita pra caráleo!
Vista de Neuchâtel
Após rodar um pouco pelo cais e pelo centro da cidade, paramos para almoçar numa "brasserie", um tipo de pub onde se serve refeições mais rápidas e vários tipos de bebida. Numa tradução literal para o português, brasserie quer dizer cervejaria. Imaginem, pois, como devo ter detestado esse lugar. Mandei um chucrute pro bucho e tomei o melhor chope das férias: biére du Lyon.

Tomando uma na brasserie

(pausa pra limpar a baba do teclado)

Como voltamos no mesmo dia, foi uma visita rápida mas agradável. Andamos pelas ruelas e subimos até o topo de uma colina onde fica uma igreja e um castelo, no meio da cidade mesmo. Ah! Fiquei impressionado com o nível de primeiro-mundismo dos suícos: até o estacionamento tinha cheiro de lavanda. :-p

Passeando em Neuchâtel
Lago Neuchâtel

Lago Neuchâtel

Casinhas suiças de Neuchâtel

Outro passeio daqueles "poxa-seria-tão-legal-se-desse-pra-ir" foi o que fizemos para a estação de esqui Métabief. Logo que chegamos o tempo fechou e começou a nevar pesado, com aqueles "flocãos" de neve. Queríamos esquiar mas todos os instrutores estavam ocupados até o final do dia. Com receio de tomar uma queda tosca e trazer uma fratura de recordação, achamos mais sensato alugar um par de raquetes e descer algum circuito caminhando mesmo. Subimos de teleférico e ventava e nevava horrores! Putz, pensei que meu rosto ia rachar ao meio de tanto frio até que finalmente chegamos no topo. Escolhemos a rota familiar e fomos descendo o percurso de 4 quilômetros aproveitando a paisagem e tirando várias fotos para a posteridade. :-)

Estação de esqui Métabief

Estação de esqui Métabief

Cê na estação de esqui

Estação de esqui Métabief

E assim, terminava a nossa viagem. À medida que a gente ia arrumando as malas no carro Cê já estava com aquelas luzes tristinhas nos olhos. Na hora de pegar a estrada de volta, muita emoção, promessas de futuras visitas de lá e de cá e agradecimentos, especialmente de minha parte, pelas férias memoráveis. Até a próxima! Au revoir!

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Vacances (parte 2)

Prosseguindo o relato das férias... (aviso logo aos navegantes que o post é grande) depois que saímos de Paris (com alguma dificuldade introduzida pelo GPS), viajamos os 328km que nos separavam de Montferrand-le-Château. Chegamos lá no início da madrugada mas todos estavam acordados: Germaine e Giulio, avós de Cê, e Dominique, tio de Cê e irmão do meu sogro. A emoção do reencontro com os familiares estava estampada no rosto de todos já que não é todo dia que eles se reencontram com os familiares brazucas. Apesar do horário, ficamos conversando um pouco na sala, mas não por muito tempo. Logo, já estavam todos acomodados em seus respectivos cômodos, descansando.

A casa possui dois andares: no térreo fica a garagem, a despensa, um banheiro, uma área de serviço e a oficina de seu Giulio. No primeiro andar, temos a cozinha, a sala de estar, um toilette, um banheiro e dois quartos de casal. Os meus sogros ficaram em um deles. Subindo as escadas, no segundo andar, tinham mais dois quartos e um sanitário. Eu, Cê e Bia ficamos acomodados neles. Da janela dos quartos dava pra ver toda a paisagem daquela região: muitas árvores, córregos, flores, grama e algumas casas. O jardim da casa possuía algumas casinhas de madeira penduradas nas árvores nas quais o seu Giulio colocava alpiste e, assim, o local vivia cheio de passarinhos de várias espécies.

Entrada de Montferrând-le-château

Casa dos avós de Cê

Jardim da casa dos avós de Cê

O frio foi constante durante o tempo todo em que estivemos lá. Na maior parte do tempo ficou entre -5 e 4 graus, mas, em algumas manhãs, o temperatura ficou abaixo de -10 e fazia um frio dugarai. Nos primeiros dias, contudo, "pas de neige". O mais próximo disso foi uma leve geada que cobriu a vegetação e os telhados das casas no segundo dia.

Geada em Montferrand-le-château

Acordamos para o natal e fizemos um passeio para conhecer as redondezas de Montferrand-le-Château. Fomos andando até a cidade adjacente, Grandfontaine, um vilarejo bem bonitinho e agradável. Passamos por algumas ruas interessantes com várias casinhas típicas da região e eu conheci a igreja onde Cê foi batizada. Descemos pela rua da prefeitura e paramos em uma fonte que dá o nome a cidade e que, dizem os registros, era o lugar onde as mulheres lavavam roupas nos tempos medievais. Foi interessante notar que, o que no Brasil seria uma vila ou um lugarejo, na França é uma cidade com sua prefeitura e instituições políticas próprias. Montferrand-le-Château é uma cidade com 2.000 habitantes e Grandfontaine também deve ter algo tem torno disso. Outros vilarejos próximos são Velesmes-essarts e Boussiéres, mas ainda existe um cacetada de outros vilarejos a uma curta distância uns dos outros. Além dos vilarejos, o bosque também vale a pena ser visitado. O avô de Cê nos guiou durante uma manhã de neve pelo bosque e podemos ver vários tipos de pinheiros. Em alguns pontos as águas dos córregos já estavam completamente congeladas.

Grandfontaine

Igreja de Grandfontaine

Ponte em Grandfontaine

Durante os dias que ficamos lá, dois jantares foram bastante especiais, tanto pelos motivos que eles celebravam quanto pelos pratos que foram servidos. A ceia de natal foi um desses com direito a tudo que se tem direito: aperitivos + entrada + prato principal + queijos + sobremesa. Passar por essa maratona culinária exigia uma certa perspicácia e envergadura estomacal que só adquiri após algum tempo. Mas confesso que não foi nenhum "sacrifício". :-) Eis o que andei comendo por lá: escargot, mexilhão, tartelettes, marrom, codorna, frango, pato, coelho, vol-au-vent, bouchée à la reine, bûche de noël, galette des rois, gauffre, croque-monsieur, chucrute, foie-gras, ile-flotant, fondue, raclette, gruyére, comté, munster, morbier, cancoillotte, mont d'or, etc, etc, etc... Não à toa, engordei 4 quilos, mas bem que eu estava precisando. Outra deliciosa extravagância ocorreu no dia 25 na casa de Thérese, tia-avó de Cécile. Nesse dia, além dela, pude conhecer o restante da família: Rino, tio-avô de Cê, Laurence, Cathérine e Véronique, primas de Cê e Thomás (não sei se escreve assim) filho de Véronique.

Ceia de natal

Ceia de natal

Ceia de natal

Jantar na casa de Thérese

Montferrand-le-Château, fica a 8km de Besançon, capital da região Franche-Comté. Naturalmente, esse foi o point de vários passeios que fizemos durante as férias. Besançon é uma cidade histórica, patrimônio mundial da Unesco. Ás margens do rio Doubs, a cidade foi criada dentro de uma "boca" do rio, sendo assim, quase uma ilha. Diversas pontes foram construídas ao longo dos anos conectando os bairros mais periféricos ao centro da cidade. O trecho de terra que fica na entrada dessa boca é um imenso rochedo sobre o qual fica a Citadelle, uma grande fortificação construída na época de Louis XIV por Vauban, famoso arquiteto da realeza. Nessa fortificação ficam localizados 3 museus e um belo zoológico com tigres, leões, macacos, aves, aquário, insectário e "noctário" (um lugar escuro, repleto de ratos e outros roedores asquerosos). De lá tem-se uma bela vista de toda a cidade.

Citadelle de Vauban

Citadelle de Vauban

Tigre da citadelle de Vauban

Répteis na Citadelle de Vauban

Diversas construções da época dos romanos ainda resistem ao tempo como um arco chamado Porte Noir e algumas colunas coríntias chamadas de Square Castan. Mas o mais interessante de Besançon é a sua arquitetura representada nas ruelas dos bairros mais antigos como o Battant e em diversos edifícios históricos com o hospital Saint-Jacques, o palais Granvelle (onde fica o museu do tempo), as igrejas Saint-Jean, Saint-Pierre e de la Madeleine, o teatro municipal, o casino e l'hôtel des bains. A cidade também possui alguns pontos ilustres como as residências onde nasceram os irmãos Lumiére e o escritor Victor Hugo.

Porte Noir em Besançon

Square Castan em Besançon

Praça da prefeitura de Besançon

Igreja Saint-Jean

Ponte Battant em Besançon


Praça em frente à Igreja Saint-Pierre

Alguns lugares muitíssimo interessantes, contudo, ficam fora do perímetro urbano. Perto de Montferrand-le-Chateau há 3 lugares particularmente especiais: o castelo de Monferrand, o castelo de Thoraise e a igreja Saint-Etienne du Mont. Começando por esse último, para chegar até lá, pegamos uma trilha perto da cidade de Boussiére. A trilha estava um pouco congelada com uma crosta de neve sobre a vegetação. Lá em cima, uma pequena capela, algumas ruínas do que antes era um convento, e uma bela vista de onde pode-se ver Besançon, Montferrand-le-château, Grandfontaine e os dois castelos às margens do rio Doubs.

Trilha para Notre-Dame du Mont

Trilha para Notre-Dame du Mont

Vista da Notre-Dame du Mont

Vista da Notre-Dame du Mont

Château de Thoraise

Ruínas do château de Montferrand

Ruínas do château de Montferrand

Ruínas do château de Montferrand

Ruínas do château de Montferrand

O castelo de Thoraise era uma das paisagens preferidas do pintor Gustave Courbet e, de fato, é bem bonito de se ver, ainda intacto nas margens do rio. O castelo de Montferrand também fica na margem do rio mas em cima de um rochedo e pra chegar lá nós pegamos outra pequena trilha. Desse, contudo, restam apenas algumas ruínas de duas torres e de alguns aposentos, mas a vista de lá de cima compensou a subida e o frio de 0 grau.

Falando em frio, não demorou muito para que finalmente a neve caísse sobre a vila. Na primeira vez não durou muito tempo, mas foi mais do que o suficiente para tirar algumas fotos. Na segunda vez, contudo, nevou durante 36 horas ininterruptas de uma neve fininha em forma de pó que por lá é chamada de "poudreuse". Essa neve não é a ideal para formar bolas de neve, mas mesmo assim, com muito esforço e uma empolgação quase que infantil nos lançamos às duas tarefas clássicas: guerra de bolas de neve e o famoso boneco de neve. O resultado? Nada mal! Fiquei orgulhoso da nossa obra prima. :-)

Eu e Cê na neve

Fazendo o boneco de neve

Nosso boneco de neve

Nosso boneco de neve

Guerra!

Eu e Cê depois da guerra

À medida em que os dias passavam, o frio fazia com que a neve permanecesse e, apesar da nossa empolgação inicial, ficamos torcendo por dias mais quentes. A neve atrapalhava um pouco os planos de visitar outros lugares já que as estradas ficavam propícias a derrapagens. E enfim, quando a neve começou a derreter planejamos como seriam nossas últimas semanas de férias: castelo de Versailles, visita a uma fábrica de queijo Comté, passeio de um dia em Nêuchatel (Suíça) e conhecer a estação de esqui de Métabief. Mas isso fica para o terceiro e último post que esse aqui já bateu o recorde desse blog. Obrigado pra quem chegou até aqui e au revoir!