sábado, 26 de janeiro de 2008

Novo papel de parede



Gostaria de agradecer publicamente ao Banco do Brasil por ter me enviado um cartão bandeira Mastercard sem eu ter pedido. Não foi de todo em vão. Deu pra fazer um belo papel de parede no meu note...

ps.: alguém não gostaria de fazer um HDR nisso aí?

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Home Alone

Tédio, tédio, tédio...

Hoje é véspera de feriado (amanhã é aniversário de São Paulo), Cê só volta de Maceió dia 1 de fevereiro, estou sem grana e nesses dias estou ficando na USP até tarde tentando escrever um artigo decente para o SBRC. O que mais poderia sentir além de...

... tédio, tédio, tédio...



(update: nada melhor do uma foto para dar um tom mais dramático)

domingo, 20 de janeiro de 2008

Férias curt(id)as...

Nunca tirei férias tão legais em Salvador desde que me mudei pra cá. A bem da verdade, foram bem curtas, mas ora... bem curtidas!

O roteiro começou no dia 19 quando cheguei na Boa Terra. Do aeroporto pra casa já vim animado com um pout-pourri naftalina de músicas baianas que Danyla achou não sei em que baú. Praticamente tudo dos anos 80. Só clássicos: Banda Reflexus, Banda Mel, Gerônimo, Luiz Caldas e toda aquela movimentação que ainda não era chamada axé music. Saudades daqueles tempos! Mal cheguei em minha casa e Lucheta (pronuncia-se Luqueta e é um grade amigo), agoniado como sempre, já me aguardava. Me deu uma camisa do Tour de France de presente e de lá a gente foi com Ernesto tomar "umas" (as primeiras das trezentas que tomei nessas férias) num bar mexicano. No outro dia almocei na casa de Cheta e aproveitei pra conhecer o apartamento dele, muito bem decorado por ele e Fernanda. Abração pros dois!

Depois de 3 dias em Ssa já fiz as malas de novo pois tínhamos que partir para o natal no interior. E assim foi de Salvador para Morro do Chapéu, e de lá para Irecê. O roteiro interiorano de sempre. A novidade desse ano foi o amigo secreto em Irecê, evento que não ocorria sabe-se lá há quantos anos. A minha família é muito grande (tanto pela parte do meu pai, quando pela da minha mãe) e sempre que ocorre um amigo secreto é um evento divertidíssimo que reúne toda a família. Adorei ter tirado Dany e no final descobrir que ela também havia me tirado. Dei-lhe um livro escrito por Bernadinho (técnico da seleção de vôlei) que acredito que vá lhe trazer muita inspiração para manter a perseverança nos momentos que virão, afinal, ano que vem ela vai para a academia da polícia federal, e longe de casa, os momentos sempre são mais difíceis e solitários. No natal do Morro, tirei Maria Eduarda no amigo secreto. É a mais nova integrante da família, um bebê ainda, só tem 1 ano de vida. Nunca vi mãe mais coruja e feliz do que minha prima Tarsyla. :-). Já quem me tirou foi Pedro, e dele recebi uma linda camiseta azul, provavelmente escolhida por Rita, afinal o pingo de gente não deve ter completado 5 anos ainda.

Back in Salvador, e já com Cê que havia se descolado de Maceió, aproveitei meus últimas dias de férias em Ssa no melhor estilo: saí com meus amigos, comi acarajé, caranguejo, curti um show animal no Pelourinho e, claro, revivi toda a emoção de ouvir um bom jazz na tarde de sábado do Solar do Unhão. Pena que só deu pra ver Lucas e Kerol no último dia em que estive lá. Mal deu pra matar a saudade dessas duas figuras, mas fica pra uma próxima oportunidade.







No dia 30 à noite eu e Cê pegamos um vôo para Maceió, e foi lá que passei o reveillon, ao lado da família dela, em uma casa de veraneio. Foi um reveillon bem diferente dos anteriores. O tio de Cê disparou fogos de artifício na praia e tirei várias fotos legais. Mas isso foi antes da meia-noite já que alugmas pessoas foram dormir antes da virada do ano. Mas algumas ficaram acordadas e, assim pudemos ir para a praia molhar nossos pés no mar e ficar até de madrugada observando a lua e as estrelas através de um telescópio de médio porte que estava por lá. Foi um ótimo começo de ano!

Meus primeiros dias de janeiro foram em Maceió, hora fazendo visitas na casa das amigas de Cê, hora indo nos bares e restaurantes já consagrados pelo nosso paladar. :-) Mais uma vez o pai de Cê fez crepes e outros pratos deliciosos, além de sempre deixar de bandeja um monte de nozes, amêndoas e avelãs em cima da mesa. Durante minhas férias alagoanas ainda aproveitamos para ir na praia, andar na orla e sair com Tâmara e Renê. E assim foi até o dia em que tive que retornar para São Paulo. Cê ainda fica lá até o final desse mês, enquanto eu já tenho que amargar o retorno para tratar algumas pendências do meu mestrado. :-p Por sorte recebi a visita de Machado nesses dias e a gente saiu praticamente todas as noites, aplacando o tédio que já me abatia durante a minha readaptação depois de férias tão bem aproveitadas.








Por fim, encerro esse post desejando que este ano seja maravilhoso pra mim e para todos aqueles pelos quais nutro meu carinho e consideração. :-)

Feliz 2008!

Update: Esqueci de mencionar o dia em Irecê que saí com meus primos para a boate itinerante que estava de passagem na cidade. Dançamos e curtimos pra caramba! Tomamos todas também, e Jacque tava parecendo pinto no lixo de tão solta, hehehehe. Beijos, maluca!

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

O Natal vem vindo...

Pois é, esse ano fui muito especial.
Foi o primeiro ano em que pude passar todos os momentos ao lado de Cê. Foi um ano movimento no mestrado, com boas definições e ares de tranquilidade. A incerteza, insegurança e angústia do ano passado deu espaço para a calma, tranquilidade e momentos de paz.
Se estivesse em Salvador, com certeza estaria ajudando meu pai a arrumar a árvore de natal e a por a iluminação na varanda. Mas agora, enfim, temos nossa árvore de natal e nossos enfeites. Deu trabalho achar uma boa árvore nas ruas da 25 de março. Aquilo ali tava um inferno. Mas foi legal pdoer escolher as coisas exatamente do jeito que queríamos. Bom, ficou desse jeito:



...

Ah, esqueci de dizer que fomos num show ao vivo da Diana Krall que teve no parque Villa Lobos aqui. A gente ficou sabendo meio que em cima da hora, mas deu tempo de chamar alguns amigos e curtir o jazz sob um sol de rachar! Tinha gente demais, de modo que mal dava pra enxergar os músicos no palco, mas o som estava ótimo, dava pra ouvir tudo. Eu tava meio grogue por causa de uns dorflex que eu tinha tomado (coisa da médica do meu ouvido) e parecia que estava me movendo em um aquário, enquanto via a Diana toda de azul, lá no palco, arrebentando no piano. Rolou um boato que ia ter Stanley Jordan também, mas não vi nada confirmado. Bom, seguem as tradicionais fotos:







...

Pois é, como disse aí em cima, fui numa médica de ouvido (otorrinoringologista para os intelectuais, otorrino para os íntimos). Tenho escutado um ruído esquisito no ouvido quando na presença de sons muito altos ou agudos (freio de ônibus, despertador, telefone, música com fone de ouvido). Fiquei preocupado e fui me consultar numa especialista em zumbido (achei que era isso depois de pesquisar na net), a dra, Tanit Sanchez. Fiz uns exames a pedido dela e voltei lá. Tudo parece normal, aliás, minha audição é excelente. Ela desconfia que seja um troço lá parecido com aquela tremedeira que a gente tem no olho quando tá meio estressado. Ela diz que pode ocorrer no músculo do ouvido também (sim, o ouvido tem uns músculos bem pequeninos). Aí me receitou tomar dorflex pra relaxar. Eu comecei o tratamento com dorflex, e de fato parei de sentir o danado do zumbido. Mas em menos de uma semana minha gastrite se manifestou "de com força". Parei imediatamente de tomar o dorflex e agora já faz bem umas duas semanas que essa gastrite FPD não vai embora. Enfim, quando voltar das férias vou marcar um médico e me submeter a uma endoscopia. É uma dor que vai e volta e quando vem dói pra caramba. A sensação é de que tem alguém encostando a ponta de um cigarro aceso na parede do seu estômago. Uma parada insuportável! Pois é, nessas festas de fim de ano, se me notarem com uma cara de bode acuado num canto qualquer já sabem o que é. :p

E boas festas!

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Visita de Jacque e 5 anos!

Bom, já devia ter enviado esse post faz algum tempo, mas andava sem tempo e com preguiça. :-p

Indo ao que interessa: Jacque, minha irmã querida, veio nos visitar. Aproveitamos o feriadão para nos divertir bastante! Ela chegou no feriado do dia 15 e voltou na segunda, véspera do outro feriado que ocorreu no dia 20. Na verdade ela já estava em Santo André desde o dia 14, na casa de uma amiga, mas foi para um show de noite com umas amigas e só veio pra nosso apê no próximo dia. Ela acabou perdendo algo muito importante: o nosso aniversário de 5 anos! :-) No dia 14 de novembro fez 5 anos que um menino baiano chegava em Maceió pra fisgar uma linda franco-brasileira de sotaque alagoano. E depois desse dia, não largou mais! Aumentou a linha do anzol para dar conta dos mais de 600km e depois de 4 anos pode finalmente recolher a linha, já em Sum Palo! :-) Pois bem, nesse dia fomos comemorar num restaurante italiano (Pasta e Vino) e pedimos vinho com rondelli quatro-queijos. Estava absurdamente delicioso! (ao dono do restaurante: aceito comissão pelo merchandising) Voltamos felizes e contentes para casa. :-)

Na quinta-feira Jacque demorou um pouco e chegou já de noite, mas ainda deu tempo de dar uma chegada na Vila Madalena e comer numa pizzaria muito legal, famosa por fazer pizza na panela. E fica muito bom, acreditem!

Na sexta, Jacque queria ir num Museu. Já conhecíamos o MASP, o MAC, a Pinacoteca e o museu da Língua Portuguesa, então decidimos ir no Museu do Ipiranga. É meio longe, mas vale a pena visitar o local onde o ilustríssimo Dom Pedro I, o Rei-Soldado, o Libertador, menos conhecido por Pedro de Alcântara Francisco António João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim de Bragança e Bourbon, fez o Brasil "independente" com o famoso brado de "Independência ou Morte". O museu é interessante, tem 2 andares e um porão, onde podemos ver muita coisa daquela época: vestes, automóveis, mapas, maquetes, esculturas, pinturas, louças, jóias, móveis, armas e até propagandas dos artigos que eram importados da Europa. Aliás é interessante perceber que tudo considerado bom era importado da Europa, inclusive os hábitos. Fora do museu, tem um lindo parque encantado, com uma fonte encantada, inspirando nos jardins de Versailles. Em frente ao parque uma rua em descida, pavimentada e fechada só para pedestres, dá acesso às margens do rio Ipiranga, onde podemos ver um momumento à independência, uma pira acesa com a Chama da Independência, que segundo a lenda (aka ficção), permanecerá acesa até o último brasileiro amar sua pátria. Me lembrei daquela pichação que ficou famosa na época da ditadura: "Brasil, ame-o ou deixe-o" (e eis a pichação) "o último a sair, favor apagar as luzes". Mas, vamos lá, piadinhas a parte, é um parque muito bonito e agradável de se visitar. Tudo bem, o rio exala um certo mau cheiro, afinal, isso é São Paulo né. Mas é bonito ver a bandeira nacional flamejando ao sabor do vento, às margens do rio. Dá pra tirar umas fotos legais, e a gente fica pensando: "será que um dia esse país vai estar a altura dessa pompa toda?". Enquanto isso fiquem com as fotos legais:













Continuando com a programação, ainda na sexta-feira nosso amigo Murilo Sarno fez um coquetel em sua casa. A gente provou vários drinks, desde famosos, até outros feitos pelo anfitrião. Tomei um chamado "Inferno Verde" feito com absinto, vodka e outro troço lá que me deixou meio zonzo pelo resto da noite. Jacque e Cê não arriscaram e provaram outros que tinham fanta e uma essência de menta como acompanhamento.

No sábado a gente aproveitou pra ir na feira da Benedito Calixto. O lugar é bem alto astral, tem chorinho, barraca de pastel e acarajé (parece ser autêntico mas nunca provei) e vende muita coisa legal, tanto nas barracas da praça quanto nas galerias ao redor. De lá, fomos para o Ibirapuera andar de bicileta. Era uma das atividades que Jacqueline tava doida pra fazer, então pelo terceiro fim de semana seguido, lá fomos nós andar de bike no Ibirapuera. Mas é sempre agradável andar de bicicleta por lá, e sempre tem algum trecho desconhecido pra conhecer. ;-)









No domingo, saímos com uma amiga de Cécile que estava de passagem por São Paulo: almoço num restaurante mineiro (Consulado Mineiro) que fica aqui pertinho. Finalizando a visita de Jacque, à noite a gente foi mais uma vez pra Vila Madalena. Os garçons já estavam exaustos de tanto trabalho que tiveram durante o feriado prolongado, e a maioria dos bares estavam fechando mais cedo. Mas ainda deu pra tomar umas e matar de vez a saudade.

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Doce Novembro

Depois de um outubro trabalhoso no mestrado e cheio de noites perdidas, esse novembro, com seus feriados, tem sido maravilhoso. Eu e Cê temos aproveitado bastante. No início do mês recebemos a visita de seu Jean Charles que veio a cidade para uma conferência. Ele ficou por alguns dias, o suficiente para que pudéssemos sair algumas vezes para jantar. Ah! Em uma dessas noites o jantar foi especial: Cê fez um brigadeirão com direito a cerejas e velinhas para comemorar o aniversário do seu pai. Nós cantamos parabéns e tiramos algumas fotos. Estava delicioso! Pena que seu Jean ficou por poucos dias. Cê sente muitas saudades da família e sempre fica tristinha no dia em que alguma visita tem que ir embora. Mas eu estou sempre do ladinho dela pra consolar. ;-)












Um dia depois que seu Jean retornou para Alagoas, preparamos um jantar para um casal de amigos, na sexta à noite. Letícia é amiga e colega de mestrado de Cê, e nós já tínhamos conhecido Ricardo, namorado dela, quando ela nos convidou para jantar em sua casa. Os dois são muito simpáticos e bem humorados. Ficamos conversando e bebendo a noite toda! O jantar saiu do jeito que queríamos (honestamente, só faltou mais sal na batata). Comemos frios de entrada, salada e batata recheada de prato principal, e mousse de maracujá de sobremesa. Tudo regado a cerveja, música e boa conversa, claro.







Aproveitando o embalo da noite anterior, no sábado combinamos com Ricardo e Letícia de fazer um passeio de bicicleta no Ibirapuera. Assim poderíamos queimar as calorias da noite anterior, rs. Fomos de carona com os dois até o parque, e de lá, alugamos duas bicicletas. O tempo não estava maravilhoso, pois contava com algumas nuvens atrapalhando o azul do céu, mas volta e meia o sol dava o ar de sua graça. Tudo correu tranquilamente, sem quedas e arranhões, o que seria até esperado, devido à ausência de atividades físicas regulares em nossa rotina. :-)

Como disse, esses dias tem sido bem mais relax do que os de outubro. E esse próximo final de semana será um feriadaço de quinta a terça que promete bastante. Aguardem os futuros posts!

ps.: ah, o mestrado vai bem, obrigado, rs

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Escuitchando...

Nas últimas semanas tenho ficado muito tempo trabalhando no LCPD da USP (laboratório de computação paralela e distribuída). É como se fosse o Lasid daqui, só que num espaço físico menor e numa conjuntura política que, pelo menos até onde eu sei, sem "atritos" com outras partes, se é que vocês UFBaianos computêros me entendem. Pois bem, aqui no habitat do LCPD encontramos figuras legais e nerds assumidos como Ricardo (nerd god), Fernando (nerd master), Raphael (que é muito mais nerd do que assume ser) e Rafael Rabi (medium light nerd, como eu). Como todos são viciados no Last.fm acabamos por passar recomendações uns para os outros. Boa parte das coisas que andei escutando nos últimos meses provém dessas fontes. Dito isso, segue o que andei achando dessas caóticas experiências auditivas, de forma crua, dispersa, atrasada e sem muitas referências:

:: In Rainbows (Radiohead)
O Radiohead inovou no lançamento do último cd. Você vai no site da banda e tem duas opções: comprar o download do álbum ou comprar o cd, com caixinha e tudo, além de uns extras. O mais legal é que você é quem diz quanto quer pagar. Pode até botar 0.0 e baixar de graça. Achei fantástico, e logo logo deve ser seguido por outras bandas. Bom, mas quanto as músicas do álbum, acho que vou fazer um review mais detalhado, então... isso fica pra outro post.

:: Whatever People Say I Am, That's What I'm Not (Artic Monkeys)
Artic Monkeys despontou como a nova banda queridinha do momento. De tanta fama já não é tão indie. E de pouca fama, muita gente ainda não conhece. Tudo isso pouco importa. Esse cd vale a pena. O que mais se destaca é o vocal descontraído e as canções agitadas, com arranjos despretenciosos, simples e diretos. Parada objetiva. Muito bom. Destaques para Fake Tails of San Francisco e I Bet You Look Good on the Dancefloor.

:: Myths of the Near Future (Klaxons)
Rock indie com sonoridade rádio-espacial. 2-3 Vozes em uníssono. Uma mais grave, outra "normal" e outra em falsete. Bateria suja com contornos eletrônicos. Gravity's Rainbow e Golden Skans viraram hits. Atlantis to Interzone empolga a cada audição. Tecnicamente parece comer um pouco de terra dos Artic Monkeys, mas gostei mais da sonoridade dos Klaxons.

:: Fear Is On Our Side (I Love You but I've Chosen Darkness)
Do mesmo saco indie, essa com certeza foi o melhor álbum que garimpei nos últimos meses. O som e a batida é bem oitocentista, com a guitarra compondo texturas que reverberam ouvido afora. Dá pra viajar legaaaal em algumas músicas, a ponto de esquecer de olhar pros dois lados da rua. A dinâmica das canções são muito bem trabalhadas. O conjunto das músicas parecem compor um cenário só, mas contando partes diferentes de uma história. Imagine sombras, neblina, luzes e silhuetas, com guitarras e bateria reverberante ao fundo. Parada coerente... e muito boa! Não sei se eles terão pique pra continuar bem na fita, mas, apesar de não serem exatamente farinha do mesmo saco, o fato é que perto desse álbum ouvir Klaxons ou Artic Mokeys parece coisa de muleque. :-p

:: Agaetis Byrjun (Sigur Ros)
Post-rock. Um dos melhores álbuns da década. As canções parecem ter sido feitas por anjos depressivos. Beleza e tristeza em doses superlativas. E tudo isso eu tiro somente pela sonoridade porque as letras eu não faço idéia do que expressam. Nem sei qual o idioma que falam na Islândia. Todo álbum é perfeito, mas Vidrar vel til loftarasa e Agaetis byrjun (a mais bela das belas) vão além isso. Ah! E suicidas devem evitar Svefn g englar. :-p

:: Happy songs for happy people (Mogwai)
Também adepto do estilo post-rock com os elementos melódicos e minimalistas. A maior parte das músicas são compostas de guitarras melódicas com ruídos ao fundo, inicialmente imperceptíveis mas que num crescendo constante vai formando uma massa sonora que culmina num ápice arrebatador, com a bateria moendo. Muita distorção, melodias propositalmente sujas com ruídos... Em algumas músicas dá pra viajar e curtir a barulheira que se forma. Em outros músicas, vc fica meio que torcendo pra zoêra passar logo. Então, achei meio inconstante, mas recomendo as músicas Kids will be skeletons (a melodia não sai da cabeça!), Golden Porshe, Ratts of the capital e I know you are but what am i (pianinho rulez). Além deste trabalho escutei outros cds deles. Come On Die Young é legal. Young Team é razoável. E Kicking a Dead Pig é uma chatice só.

:: Systematic Chaos (Dream Theater)
Último cd lançado pela banda que é sinônimo de metal progressivo. Achei melhor do que o anterior (Octavarium). O ambiente tá mais pesado, assim como as letras. Os arranjos estão animais (como é de praxe) e as variações de tempo e alternância melódicas também. A primeira e última faixa dão o tom do disco (In The Presency of Enemies I e II). Repeteance é realmente um porre, mas até entendo a sua presença por fazer parte da odisséia alcóolica do batera Portnoy, que por sinal, está cada vez mais contido nos seus exibicionismos.

:: Office of Strategic Influence (OSI)
Recomendando por um amigo que também gosta de metal (ele gosta de metal, mas não é metaleiro na concepção estética dos cabelos e indumentárias, se é que vocês me entendem). Achei poucas faixas dessa banda. Faz o estilo metal progressivo e curti muito as músicas do álbum FREE. Não por acaso, o baterista e o tecladista são do Dream Theater.

:: Sim (Vanessa da Mata)
Terceiro CD da Vanessa. Ao mesmo tempo em que eu já vou me cansando um pouco da sua voz e dos seus trejeitos, ela inova e faz um cd cheio de dubs e composições próprias. O resultado ficou excelente. É verdade que alguns cacoetes na voz dela são muito parecidos com o do Jorge Ben Jor, mas isso só prova que ela teve uma excelente influência. Pena que, pelas últimas performances ao vivo que tenho presenciado, ela se apresente muito melhor no formato de estúdio do que ao vivo. Músicas favoritas: Pirraça, Baú e Fugiu com a Novela.

:: Meu Samba (Maria Rita)
Assim como o maravilhoso cd que Jairzinho lançou ano passado (Simples), esse cd de Maria Rita vem na onda do samba, depois de dois cds que mostravam uma Maria Rita ainda um pouco contida. Fato curioso: na primeira vez escutei o cd todo de traz pra frente, acidentalmente. Gostei muito das "primeiras músicas", isto é, das últimas: Maria do Socorro, Corpitcho, Casa de Noca. Cria e Tá perdoado também são ótimas.

[]'s