sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Vacances (parte 1)

Oui! Depois de um ano bastante cansativo e produtivo, pude me premiar com uma viagem para a França. Foram férias realmente inesquecíveis das quais já estou com saudades. E o jeito é me consolar com as lembranças sejam elas na forma de fotos, postais ou chocolates. :-)

A viagem começou com um vôo de Guarulhos para Salvador, onde encontrei meus sogros e minha cunhada que saíram de Maceió. Meus pais também foram ao Aeroporto nos encontrar para se despedir e conversar um pouco enquanto a hora do embarque não chegava. De lá, pegamos um vôo para Madrid pela AirEuropa (por sinal o preço desse vôo foi um atrativo à parte. Pinky, valeu pela dica!). Assim que chegamos lá, mal deu tempo de passar pela alfândega e atravessar o aeroporto para pegar o vôo para Paris, onde chegamos ao entardecer do dia 18 de dezembro. Da janela do avião, a surpresa: Paris, toda branca de neve! Eu já sabia que nevar em Paris era algo raro. Eu, tabaréu do sertão que sou (com muito orgulho), fiquei deslumbrado com aquela paisagem. Estava ansioso para ver neve e fiquei feliz de saber que ela já estava me aguardando. :-)


Antes de ir para o hotel meu sogro passou pela locadora de veículos. O carro era espaçoso mas mesmo assim deu trabalho para colocar todas as malas mais as cinco pessoas. O estacionamento estava tomado de neve e minhas mãos doíam de tanto frio mas em pouco tempo já estávamos no centro da cidade margeando o rio Sena, procurando o endereço do apartamento que íamos ficar. Durante o processo, tentamos inutilmente não nos distrair com a paisagem urbana.


O apartamento ficava localizado no quartier Latin, um bairro próximo do centro. Nesse bairro fica localizada a Universidade de Sorbonne e o nome se deve ao fato de que seus estudantes falavam latin fluentemente. É um bairro bem animado, com muitos restaurantes e bistrôs. O apartamento era ótimo: sala, cozinha, dois quartos, tv a cabo e wifi (levei o notebook, he he). A dona tinha feito a ressalva de que ao lado do apê tinha uma casa de shows (Paradis Latin), mas durante nossa estadia não escutamos barulho algum.


Ficamos lá por 5 dias durante os quais visitamos, em ordem cronológica: Panthéon de Paris, Universidade de Sorbonne, igreja Saint Étienne du Mont, catedral Notre Dame, Hôtel de Ville (prefeitura), Galeries Lafayette e Printemps, Opéra, Pompidou, Tour Eiffel (muito bonita com a iluminaçao de Natal), Arco do Triunfo, Louvre, Museu D'Orsay (do caráleooo!), Madeleine, Montmartre (Moulin Rouge e Sacre Coeur), Praça da Concórdia, Champs-Élysées (Petit Palais, Grand Palais) e La Défense. UFa!

Bom, dos museus que visitei, o que mais me agradou foi o D'Orsay. Eles possuem um acervo de obras impressionistas que é, com o perdão do trocadilho, impressionante. As obras de Monnet, Manet e Degas são realmente maravilhosas. Tirei trocentas fotos nesse lugar.



A visita à torre Eiffel também nos deixou deslumbrados já que a iluminação de natal banhava a torre de várias cores que se alternavam durante vários minutos, culminando com um frenesi de luzes brancas que piscavam como estrelas (perdõe minha descrição brega e acreditem: tava muito bonito). Subimos até o primeiro andar (que é alto bagarai) e tava um frio da zorra. Mas a vista da cidade iluminada recompensou. E tome foto, foto, foto. Confesso que eu tava parecendo um daqueles japoneses que os filmes americanos gostam de estereotipar e que ficam tirando foto de tudo que vêem pela frente.

A visita ao Louvre foi meio corrida mas, em meio a sarcófagos, esculturas gregas e vasos orientais antigos, deu tempo de ver a Mona Lisa e tirar várias fotos da tal. Pra mim foi uma espécie de revanche já que quando estive lá em 1998 a única foto que tirei da danada tinha saído borrada. Fotografei La Gioconda até ela fazer cara de nojo. :-P


 
Na noite em que visitamos o arco do triunfo, já tava meio tarde e tinha poucos turistas no lugar. A avenida estava toda decorada e deu pra tirar várias fotos legais. Quando estávamos descendo para pegar o metrô, em torno de 23:30, eu percebi um "elemento" na beira da escada que nos observava. Fiquei de olho nele e percebi que ele já descia a escada, nos acompanhado. Imediatamente dei o toque pro meu sogro e paramos em frente ao mapa do metrô, fingindo consultar as estações. E não é que a misera parou também? Aí não tivemos mais dúvidas. Aguardamos a entrada de mais pessoas e acompanhamos o fluxo até passar a catraca. Ele ainda chegou a ficar nos encarando do outro lado mas depois desistiu. Acho que ele deve ter me visto tirando fotos na avenida com minha máquina nova e isso despertou o interesse. Foi um susto que passamos e depois dessa combinamos não retornar muito tarde para o apartamento, afinal, Paris também tem ladrão. E nós, claro, temos nosso sexto-sentido pisca-alerta verde-amarelo. ;-)


No último dia em Paris, acordamos cedo para conhecer a praça da Concórdia com o famoso obelisco no lugar onde, durante a revolução francesa, ficava a guilhotina que tantas cabeças decepou. De lá andamos no início da Champs-Elysées que estava cheia de barracas onde se vendia produtos de tipo: comes, bebes, roupas, souvenirs, etc. Aproveitamos para conhecer as fachadas do Petit Palais e do Grand Palais e esticamos até a ponte Alexandre III de onde se tem uma bela vista para o Dôme des Invalides (onde Napoleão RIP) e para a onipresente Torre Eiffel.



E assim, muito resumidamente, foi a nossa visita a Paris. De lá saímos de carro numa viagem de 5 horas até Montferrand-le-Château, uma cidadezinha ondem moram os avós de Cê. A saída de Paris foi um tanto quanto estressante já que pegamos muito engarrafamento. Meu sogro tinha comprado um GPS no dia anterior e nós mal tivemos tempos de estudar o funcionamento do treco. A Isabelle (o GPS tinha algumas opções de voz, cada uma com um nome próprio) nos fez perder a paciência, modificando o itinerário o tempo todo e nos indicando direções malucas. Em determinado momento ela mandou virar à direita quando estávamos em cima de um viaduto. Saltar do viaduto não nos pareceu o melhor itinerário. Além disso ela falou 342551 vezes "Vous dépassé la limitation de vitesse" o que era prudente e correto mas irritante. E foi assim que, já de madrugada, chegamos na acolhedora casa que iria nos acolher por um mês. Mas isso fica pro próximo post!


2 comentários:

Bia disse...

ri agora com quando li sobre a Isabelle! hauahauhauaha

foi tããão boa essa viagem :)
até a próxima, né?

:*****

ah, isso ficou tão bem explicadinho, que eu estou pensando em mostrar pra minhas amigas, eu não me lembrava mais direito quando contava as coisas :D

Cécile disse...

"We wear our scarves just like a noose
(...)
And it's contagious
And it's contagious, us
And it's contagious
And it's contagious, us"