sábado, 5 de maio de 2012

Primavera: tempo de... snowboard(?)

Eu sei que no post anterior eu tinha falado de despedida, coisa e tal... Mas aí, em plena privamera, nevou na motanha. E aí não teve jeito. Tirei a prancha do armário, peguei óculos, luvas e "se mandei" pra neve de novo. Uma, duas, três vezes. Assim, ao invés de fazer um update no post anterior, achei que isso merecia um novo post.

Eu já estava satisfeito com minha última ida a Deux Alpes. Mas a neve que caiu na montanha me deixou com água na boca. No meio da semana, recebi o convite de amigos franceses para fazer hors-piste em Chamrousse. Hors-piste envolve sair da pista e praticar em zonas não oficiais, digamos assim. Ou seja, é uma atividade off-road. Nunca tinha feito snowboard em neve fofa e sofri um bocado. Vários tombos e muita dificuldade pra sair de lugares onde a neve chegava a 50 cm de altura. Mas aprendi muito nesse dia. E gastei mais calorias do que um maratonista.


Hors piste em Chamrousse: pausa para lanche
No fim-de-semana seguinte, mesmo com tempo ruim, convenci um amigo colombiano (Cristian) a arriscar mais uma jornada na montanha. De fato, a visibilidade em Deux Alpes estava péssima, mas como já adquirimos prática, deu pra curtir, e muito. Poucas quedas e mais alguns pontos de experiência pro currículo. :-)

De volta a Deux Alpes: nevasca, visibilidade ruim...

... mas diversão garantida

Com a vinda de Cécile pra cá, ficamos no dilema. Ela só tinha ido duas vezes pra estação de esqui durante o inverno todo e não tinha aproveitado muito essas oportunidades. Mas ir fazer esqui implica uma jornada inteira. Então a dúvida: aproveitar o dia pra conhecer um pouco mais de Grenoble (ou outro lugar) ou ir para Chamrousse? Emílio e Patrícia iam de qualquer forma e no final das contas, resolvemos acompanhá-los. Era pleno domingo de eleições presidenciais aqui na França e a estação abriu praticamente deserta! Ótimo dia para aproveitar as pistas sem se preocupar muito com trombadas. Cê adorou. Foi a primeira vez que ela esquiou em pistas já que antes ela havia praticado só na base da montanha.


Cécile, linda, em Chamrousse
Emílio e Paty em Chamrousse: brindando a despedida

Eu em Chamrousse

Ok, agora chega (de verdade) de neve e snowboard. A seguir, vou postar sobre as últimas viagens que fizemos aqui (to devendo isso faz tempo). Tem muita coisa! E muitas fotos legais também!

domingo, 1 de abril de 2012

Inverno: tempo de snowboard

Grenoble é uma cidade cercada de montanhas, mais precisamente, três cadeias de montanhas. Desde que cheguei aqui, aguardei ansiosamente a neve para visitar as estações de esqui e me arriscar em um nova atividade: snowboard. Eu nunca tive um skate, nunca surfei e meu esporte mais radical até então talvez tenha sido escalar corredores quando eu tinha 10 anos de idade. Mas eu encasquetei que snowboard seria meu hobby durante o inverno daqui. E assim foi.

A neve chegou no final de dezembro, a poucos dias do natal. A cidade ficou totalmente coberta. De lá pra cá, já fui 7 vezes para a montanha para tentar aprender essa arte. Agradeço muito ao meu amigo Márcio que, mesmo já sabendo das manhas e artimanhas, teve a paciência de me acompanhar no meu primeiro dia em 2 Alpes e me ensinar as primeiras técnicas: equilíbrio, freio, "folha-seca", etc. Uma meia jornada na base da estação, devidamente registrada. :-)

Nevasca em Grenoble

Márcio, Gabriel et moi em 2 Alpes: debutando
No natal, fui para Besançon e, de lá, dei uma esticada até a estação de esqui em Métabief. Cê e Bia ficaram nos skis enquanto eu e o Clayton pegamos o snowboard. Como não íamos nos aventurar além da base e o dia não estava muito frio, achei que não precisaria de alugar luvas. Nunca cometam esse erro. :-p


Bia, Cê e eu em Métabief

De volta à Grenoble, ainda iria praticar na base da montanha mais duas jornadas antes de me arriscar subir o teleférico rumo às pistas mais desafiadoras: uma com Gabriel, e outra com Cécile, Gabriel e Rodrigues, ambas em 2 Alpes.

Segunda jounée em 2 Alpes

Cê esquiando em 2 Alpes

Gabriel, eu e Rodrigues: terceira journée

Dois Alpes (Deux Alpes) é uma estação de esqui imensa, uma das maiores da Europa, com quase 100 pistas para ski e snowboard. Uma hora e meia de ônibus separam Grenoble da base da estação. A estação tem pistas gratuitas para iniciantes e um conjunto diversificado de pistas verdes (iniciantes), vermelhas (intermediários) e pretas (avançados). Tem a opção de fazer "hors piste" (fora da pista) também. Na minha opinião, coisa pra doido.

No dia 29 de janeiro fui finalmente testar minhas habilidades no topo da estação. Estávamos em 6: eu, Gabriel, Sophie, Ariana, Márcio e Eva, todos amigos que conheci por aqui nos últimos meses. Comecei por algumas pistas azuis até pegar mais confiança. No final do dia já estava me arriscando em alguns trechos de pistas vermelhas. Atualmente, faço pistas vermelhas sem maiores problemas. E não penso em me arriscar em pistas pretas. Temo que me tirem a diversão. :-p


Quarta journée, voltando do topo: Márcio, Ariana, Eva e Gabriel
"Snow outside, smile inside"

Mas o caminho do amadorismo é árduo. Nas primeiras idas à montanha, sempre que eu tentava fazer algo diferente pra evoluir eu acabava beijando a neve. Já tinha voltado pra casa com dores e hematomas nas outras vezes. Teve um dia que quase me fez desistir. Descer a ladeira fazendo um S parecia impossível. Até que de repente, descobri que jogo de quadril não serve só para dançar forró e jogar capoeira. E as coisas começaram a fluir melhor.

Para não ficar só em 2 Alpes, também aproveitei um final de semana para ir em Chamrousse, uma estação mais próxima e não tão grande, mas que também conta com boas pistas. Emílio e Patrícia também me acompanharam nesse dia. O dia tava meio nublado e em alguns trechos mal dava pra ver a pista. Mas ainda assim foi muito legal.
 

Emílio e Patrícia em Chamrousse



Eu em Chamrousse, em um das pistas

Por fim, ontem fui mais uma vez para 2 Alpes. Meu objetivo era aproveitar o máximo de pistas possíveis e conhecer melhor a estação. Gabriel me acompanhou nessa empreitada. Boa parte da neve já tinha derretido nas montanhas, mas as pistas ainda estavam ótimas. Praticamos snowboard o dia todo. Na minha última descida, um pino na minha fixação se soltou e eu tomei um daqueles tombos homéricos. Teria que fazer o resto a pé mas por sorte estava perto do teleférico que me levaria à base. Ainda assim tive que escalar um morro cheio de neve fofa com a prancha na mão. Quase tive um enfarto, mas valeu o exercício, rs. Ontem foi minha despedida do inverno. Ou não. Mas provável que sim.


Perto do topo à 3200 metros
Almoçando à 2200m

Deslizando e curtindo a paisagem


  Se alguém algum dia tiver a oportunidade de passar uma temporada de inverno perto de uma estação de esqui, recomendo fortemente fazer snowboard. Acho mais divertido do que ski. Com certeza as quedas no snowboard são mais frequentes, especialmente para quem tá começando. A primeira lição será ficar em pé na prancha. Mas com persistência, paciência e resistência, qualquer um consegue. Sugiro pegar uma aula, se for particular melhor. Pode ser meio caro, mas com certeza você vai evoluir mais rápido e, depois, vai se divertir mais em menos tempo. Além disso, se conseguir uma prancha usada mas em bom estado por um preço bacana, vale a pena comprar. Usar sempre uma prancha diferente (alugada ou emprestada como foi meu caso), não te ajuda a aprender mais rápido.

Bom, o inverno tá se retirando e a primavera está chegando. Próximos desafios: ciclismo e escalada. :-)

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Bonne année 2012!

O tempo passa rápido. Já faz 4 meses desde que cheguei em Grenoble, ou seja, já passou 1/3 do meu tempo aqui. Durante esses meses, defini um novo tema de pesquisa no doutorado e conheci muitos professores e estudantes do laboratório. A estadia tem sido interessante e a adaptação foi fácil. Com exceção da ausência da esposa linda... Não tem remédio pra saudade! Mas ao menos a gente está conseguindo se ver umas duas vezes por mês, seja aqui em Grenoble ou em Paris.


No final do ano passado, aproveitamos para ficar 10 dias juntos, curtindo primeiro o natal em Besançon com direito à uma visita rápida em Neuchâtel (Suíça) e na estação de ski de Métabief. Depois, voltamos e passamos o réveillon em Paris. No dia da virada, fizemos um jantar "diliça" em casa e depois fomos para a Tour Eiffel, comemorar e beber champagne no pé da torre. Sou chique, pai, rs.


Natal em Besançon

Ceia de natal em família

Presentes!

Eu com o presente que ganhei dos meus sogros

Cê linda em Neuchâtel

Clayton e Bia na estação de ski de Métabief

Eu e Cê - Reveillon em Paris

Jantar de ano novo


Mas pra chegar lá, saímos um pouco atrasados e pegamos metrô lotado. Corremos um pouco para chegar na torre antes da virada. Quando ainda estávamos no meio do trânsito, engarrafado por conta da multidão, as luzes da torre começaram a piscar anunciando 2012. Abrimos o champagne e comemoramos ali mesmo, no meio do trânsito. Detalhe cômico: enquanto tentava abrir o champagne, cortei o meu dedo no pedaço de plástico de um dos copos descartáveis. À meia-noite em ponto, a torre começou a piscar como sempre faz quando o ponteiro das horas avança. A única diferença talvez seja que dessa vez ela permaneceu iluminada enquanto piscava. Nada supreendente, mas bonito como sempre.

Eu e Cê na Tour Eiffel (e meu dedo cortado)
Nessas idas e vindas, entre Grenoble e Paris, já fizemos vários programas interessantes. Em Paris: Ópera Garnier, Hotel de Ville, Pont des Arts, Arc du Triomphe e Grand Palais (para uma exposição muito legal sobre vídeo-games). Ainda deu tempo de encontrar velhos amigos: Yupanqui e Beto.

Ópera de Paris Garnier

Dentro de Ópera

Na Ópera

Exposição no Grand Palais: jogos!

Consoles pioneiros

Cê patinando no Hôtel de Ville

Eu e Beto num pub no bairro da Bastilha


Arc du Triomphe: chama do soldado desconhecido

Eu e Cê na Pont des Arts
Tomando umas com Pinky
Pro lado de cá, as vindas de Cê também foram bastante proveitosas. Em dezembro do ano passado demos uma chegada em Lyon (Grenoble fica a uma hora de lá) para ver a Fête des Lumières (Festa das Luzes), um conjunto de instalações espalhadas por toda a cidade que exploram a luz como instrumento principal para o seus temas. A instalação mais legal era uma que projetava um jogo de fliperama na fachada de um prédio. Os elementos do prédio (portas, janelas, ornamentos) eram utilizados como referências para os obstáculos. A fila para brincar nessa instalação estava enorme afinal, não é todo dia que se joga com uma tela do tamanho de 2 andares e com o público do festival como espectador. Em Grenoble, fizemos passeio de bicicleta, visitamos o museu arqueológico com sua cripta subterrânea e subimos na bastilha.

Lyon

Eu e Cê no anfiteatro galo-romano de Lyon

Place Bellecour - Lyon

Fêtes des Lumières - Lyon

Fêtes des Lumières - Lyon

Fêtes des Lumières - Lyon

Fêtes des Lumières - Lyon

Lyon
Cê em Grenoble
Musée Archeologique de Grenoble
E com o inverno e a chegada da neve, resolvi arriscar um novo esporte além de cama+ônibus+laboratório+ônibus+cama. Estou praticando snowboard. Já me aventurei umas 6 vezes na montanha e entre quedas e hematomas já posso pelo menos dizer que não sou mais um debutante. Mas esse assunto fica pra próxima!





quarta-feira, 2 de novembro de 2011

En essuyant la glace

Salut tout le monde!

Hoje faz aproximadamente um mês que estou morando na França, mais especificamente em Grenoble. Meu tempo aqui será de um ano, durante o qual me dedicarei ao meu doutorado sanduíche no LIG (Laboratoire d'Informatique de Grenoble). Como não poderia ser diferente, esse perído inicial tem sido bem estimulante, cheio de novidades e, claro, com muita burocracia também. Cê está em Paris (ela chegou na França 15 dias antes de mim), morando com os pais e com a irmã. Por isso, estou só (uma lágrima ameaça rolar pelo rosto, silêncio, drama, rs). Mas a França é um país cortado por uma extensa malha ferroviária e a gente vai procurar se visitar com frequência, ora em Paris, ora aqui em Grenoble. Nesses primeiros dias tenho feito de um tudo um pouco: alguns passeios, muito estudo, primeiros contatos e (muita) papelada.

No momento estou hospedado numa residência universitária gerenciada pelo CROUS, uma organização que fica sobre a tutela do Ministério do Ensino Superior e da Pesquisa. Existem trocentas residências universitárias espalhadas pela cidade, mas sempre que eu buscava uma indicação, a resposta era a mesma, ou seja, Residence Galilée. Em suma, é uma residência recentemente construída/reformada que contém 61 studios de 18 metros quadrados, designada principalmente para receber estudantes e pesquisadores estrangeiros, o que é o meu caso. Talvez por ser nova, com studios mobiliados e por ter diversos serviços inclusos na mensalidade (recepção, internet, tv plana com canais fechados, ligações para fixos, água, luz, aquecimento, troca semanal de lençois e limpeza de piso, lavanderia e bicicletário) o preço seja salgadinho. Mas se eu for alugar um apartamento na mesma localização e com todos esses serviços, acredito que o preço seria bem próximo do que eu estou pagando atualmente.

Residence Galilée

Como não estou aqui a turismo, ainda conheço pouco a cidade, mas já dei os meus passeios por aí. Um dos lugares mais famosos de Grenoble é a Bastilha com o seu famoso teleférico. No meu primeiro fim-de-semana eu aproveitei para visitar o que talvez seja o lugar mais turístico da cidade. É um lugar interessantíssimo. Já tenho uma parada obrigatória quando for receber visitas. Não é uma fortificação tão robusta quando a Citadelle de Besançon, mas é tão imensa quanto, cheia de labirintos e muros de pedra, contando inclusive com uma gruta que era utilizada de forma estratégica para fins militares. Mas o melhor mesmo é a vista espetacular que se tem da cidade e dos seus arredores. Um lugar que vale a pena passar o dia, passeando, tirando fotos, ou até mesmo correndo, opção adotada por muita gente. A Bastilha fica no topo de um dos 3 complexos de montanhas que cercam a cidade: Chartreuse, Vercors e Belledonne. Durante o inverno esses complexos ficam lotados de turistas e esportistas praticantes de ski e snowboard. O mais perto fica a apenas 14 kms da cidade.

 Bastilha de Grenoble

 Tour Perret no Parc Mistral: com neve na Belledonne

 Tour Perret no Parc Mistral: sem neve na Belledonne

 Quanto ao LIG, é um laboratório filiado ao INRIA, que é a maior e mais respeitada instituição de pesquisa na França. O meu prédio fica em frente ao prédio do INRIA e não é exatamente em Grenoble, mas em uma pequena cidade vizinha chamada Montbonnot-Saint-Martin. Contudo, dá pra chegar lá pegando apenas um ônibus metropolitano comum e caminhando uns 15 minutos a partir do terminal. Seria melhor se o laboratório fosse no Campus (que também não fica exatamente em Grenoble, contudo é bem mais perto), mas a tranquilidade e isolamento do lugar, traz lá suas vantagens (distrações zero). O pessoal do laboratório foi receptivo e tem me ajudado para que eu me adapte rapidamente. Já tive algumas conversas com meu orientador francês e, apesar de estar num momento complicado do doutorado (quem leu o post sobre meu primeiro semestre sabe do que estou falando), tem sido compreensivo e tem me ajudado a direcionar minhas atividades por aqui. Por enquanto só tive um dia realmente estressante que foi na sexta passada quando tive que me apresentar formalmente ao grupo. Fiz uma apresentação em inglês (a primeira, inclusive) e eu não estava me sentindo muito à vontade. Mas, para minha surpresa, não fui massacrado com perguntas ou críticas sobre minha pesquisa. Na verdade, só recebi sugestões. Além do meu orientador, já conheço algumas pessoas com quem mantenho contato quase que diário: 3 brasucas, 2 tunisianos, 1 camaronês e 2 franceses. Sem contar com um estudante grego que conheci aqui na residência (a lavanderia é um bom lugar pra jogar conversa fora).

Local de estudo

 Voltando a falar da cidade, Grenoble é uma cidade para ciclistas. Além de ser plana, conta com uma rede de ciclovias fantástica e com inúmeros bicicletários e pontos de parada para bicicletas. Os motoristas pisam o pé no freio ao ver um ciclista ou pedestre e existem muitas vias exclusivas para ciclistas. Tive o prazer de alugar uma bike e percorrer a cidade de cabo a rabo durante o um sábado. Decidi comprar uma bicicleta num site estilo mercado livre que tem por aqui, mas por algum motivo ainda enigmático para mim, os vendedores não respondem meus e-mails (escritos em francês, que seja dito). Estou de olho em um modelo chamado B'twin comercializado pela Decathlon. Vamos ver se essa compra desempaca quando eu botar crédito no celular e ligar para os sacanas. (update: agora tô pobre. Só quando chegar a grana.)



Chafariz no centro de Grenoble

Montbonnot-St-Martin (periferia de Grenoble)

Bom, acho que por enquanto é isso. Tenho me adaptado bem à cidade e ao laboratório e tenho buscado estar em dia com minhas "afazeres de estrangeiro". Já pedi meu titre de séjour, já fiz conta no banco e já enviei alguns dados obrigatórios para a CAPES. Só falta fazer o plano de saúde daqui (Securité Sociale) que é obrigatório e ver se consigo uma ajudinha do governo para pagar meu aluguel junto a um órgão chamado CAF. A parte mais difícil da adaptação tem sido acordar. Ainda é outono e o frio não chegou pra valer, mas o sol já não está mais lá quando acordo, o que é meio bizarro para um baiano que nasceu no meio do sertão. Mas vou vencer isso também, com o tempo a gente sempre se "adapita" né véi! :-)

Para finalizar esse primeiro post como residente em terras estrangeiras, fica um belo vídeo mostrando um pouco da cidade e do que ela tem para oferecer.

Au revoir!


Bienvenue à Grenoble par VilledeGrenoble