terça-feira, 6 de maio de 2008

Governador da Bahia pagando Mico (soft)

Ai, ai... Más notícias da Boa Terra.
O governador da Bahia, Jacques Wagner, na contramão com a política nacional de desenvolvimento, fechou uma parceria com a Microsoft, ou melhor, um protocolo de intenções, que prevê a colaboração mútua para o desenvolvimento de projetos de inclusão digital na Bahia. E assim a Microsoft segue na guerra, à procura de futuros dependentes de software proprietário. Tsc, tsc...

Mas o PSL-BA resolveu se manifestar e, cá, resolvi aderir à campanha:



Mais informações:

http://twiki.dcc.ufba.br/bin/view/PSL/ReacaoProtocoloIntencoes
http://www.egba.ba.gov.br/diario/DO24/DOEdu00.html

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Visitas e Cirque du Soleil

Entre o final de abril e o começo deste mês recebemos várias visitas ilustres: Tâmara e Liziana (amigas de Cê que moram em Maceió), Jacque e Bia (irmã e cunhada, respectivamente). Além do óbvio (vistar o casal franco-nordestino mais alegre e simpático de São Paulo), as compras e os passeios foram as principais atividades almejadas enquanto elas estiveram por aqui.







Tâmara e Liziana, acessoradas por Cê, descambaram para a 25 de março logo quando chegaram (sim, fui poupado desse passeio nada agradável para os representantes do sexo masculino). Além disso, ainda foram na Liberdade, Mercado Municipal, Museu da Língua Portuguesa e Paulista. Sim, também conheceram nossos barzinhos preferidos: O'Malleys, Lua Nova, El Mariachi e Posto 6.

Jacque e Bia vieram com a missão de ver o Cirque du Soleil. O espetáculo foi realmente muito bonito e valeu todo o dinheiro gasto na meia entrada. Deu vontade de ver os outros espetáculos como Saltimbanco, Quidam, etc. Dá pra perceber nas fotos que tava um frio de rachar! Bom, missão cumprida, é óbvio que a visita das meninas não se resumiu a isso: O'Malleys (sim, de novo, hueheuehe), shoppings, restaurantes, etc também foram devidamente visitados.



segunda-feira, 28 de abril de 2008

Virada Cultural 2008

Lembro que no ano passado a Virada Cultural não nos atraiu tanto. Talvez fosse medo de sair na madrugada paulistana, ou falta de conhecimento sobre como chegar/sair dos locais onde ocorreriam os eventos. Também lembro que o evento ficou meio marcado por uma baita confusão que ocorreu no show dos Racionais MC's, onde o excesso de público foi o catalisador para a mistura explosiva de gente sem noção, álcool e truculência policial.

Mas esse ano prometia ser diferente. Gato escaldado tem medo de água fria e, assim, minha intuição era que a organização do evento devia ter aprendido algo com os erros do ano anterior. Imbuído desse sentimento e de um melhor conhecimento do transporte público da cidade, eu e Cê resolvemos encarar a multidão e nos arriscar noite afora. A programação era extensa e a maior parte dos eventos ocorreram no centro. Mas como era muita coisa ocorrendo ao mesmo tempo sabíamos que assistir a um show implicava em perder outros nove. Mesmo assim deu pra aproveitar bastante, além de poder finalmente conhecer o centro da capital (a pé e à noite, algo impensável em dias comuns). Pegamos um ônibus em direção ao Teatro Municipal para poder saltar antes, na av. Ipiranga. Mas o buzu foi lotando e inchando de gente, de forma que a gente desistiu do plano inicial e só descemos no final, junto com praticamente todo mundo. Passamos no Palco do Rock, instalado na praça da República, lotado de roqueiros, blusa-pretas e garotas estilos Avril Lavigne, depois continuamos "caetaneando" pela São João até o cruzamento com a av. Ipiranga. De lá já dava pra ver as luzes do palco onde ia ocorrer o show do Zé Ramalho e assim fomos nos embrenhando no meio da multidão até perceber o empurra-empurra estava insuportável. Demos meia-volta e, livres do sufoco, tentamos novamente só que pelo flanco direito da praça, onde estava mais tranquilo. O show foi bem legal, animado,com um repertório só "das melhores". Paralelo ao show teve uma demonstração meio circence de uns caras dependurados em uns móveis elevados por um guindaste, e na sacada de um hotel ao nosso lado um cara muito hilário (ou no dialeto paulistano, um tiozão) fazia um show particular, dançando e agitando a galera.

Depois de Zé Ramalho, eu queria ir para a "Silent Disco", uma espécie de festa eletrônica onde todo mundo usa fones de ouvido. Pra quem está assistindo parece um monte de maluco se acabando de dançar em meio ao silêncio. Mas quando cheguei lá a fila para entrar estava meio grandinha, e aí nós desistimos. Numa tentativa de encontrar nosso amigo Murilo fomos para a XV de novembro, onde os DJ's tocavam house dentro de uma bolha transparente. Mas também estava cheio demais. Cansados da multidão e satisfeitos com a empreitada, voltamos para casa.

Bom, essa Virada Cultura acabou sendo uma ótima oportunidade de visitar o centro da cidade que, confesso, não conhecia muito bem. Ainda vou tirar um dia para passear por lá, tirar algumas fotos e postar aqui. É um lugar muito interessante, tanto pelo seu visual quanto pela sua história.

Update: Meu amigo Fábio Brito fez um relato bem legal sobre o evento no blog dele. Vale a pena dar uma conferida (ele tirou fotos).

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Como vai o mestrado?

Mais uma tirinha. E respeitem as regras de etiqueta.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

quinta-feira, 13 de março de 2008

1 ano juntos em SP!



Esse post vem meio atrasado. Explico: completamos um ano juntos em SP no mês de fevereiro, mas estava procurando meu cartão de memória flash pra colocar complementar o post com essas fotos. Pois bem, artefato achado, mãos à obra. ;-)

Foi um ano muito prazeroso pra nós dois, afinal, há quanto tempo que sonhávamos em morar na mesma cidade, dividir a mesma casa, os mesmos planos... Durante esse ano, pudemos entender melhor o que é estar juntos e transformar a vida a dois em uma corrente única de ações e pensamentos. Foi um ano difícil também, no sentido de ter que se adaptar a um novo bairro, um novo prédio, novas direções, e, particularmente para Cê, uma nova cidade, uma vida longe dos pais e da irmã que ela tanto ama. Mas tivemos vários facilitadores que pavimentaram nosso caminho: momentos de lazer, passeios, descobertas interessantes e tudo o que uma cidade como São Paulo pode oferecer. E, claro: as visitas que recebemos foram cruciais para nos sentirmos cada vez mais em casa, como deve ser. Agradeço publicamente as visitas de Bia (o show do Coldplay é uma ótima lembrança hein?), Tâmara e Renê (estamos esperando vcs!), Tiago e Tássia, Machado, Amadeu e Yuri, Pinky, Jacque, Dany, Maíra, Ju, Pedro Luiz (e família), e dos nossos pais e mães, claro. Agradecemos também aos nossos amigos Murilo e Talmani, Letícia e Ricardo pela companhia constante, e a Lucas e Carol, Carla, Saback, Livinha, Maurix e Mário pela amizade refletida nas inúmeras mensagens deixadas neste blog.

Por fim, agradecemos a São Paulo, por ter se tornado um lugar muito mais agradável do que esperávamos antes de vir pra cá. Gostamos muito do bairro onde moramos e dos lugares que conhecemos. Esperamos que até o final deste ano nosso objetivo primordial aqui, o mestrado, seja cumprido, e a partir daí serão novos desafios e novas decisões. Conto com a companhia de todos!

segunda-feira, 10 de março de 2008

Dream Theater: O Show

Faz 8 anos desde que um amigo (Tiago ou Sissi, não me lembro...) me passou uma mp3 de uma música chamada Erotomania. Eram tempos de conexão discada, Matrix e Clube da Luta bombavam nos cinemas, e minha maior preocupação era não bombar novamente em Física I. O nome da banda era Dream Theater e a partir daquela mp3, passando por todos os cds que escutei até hoje (e foram mais de 10), sempre tive a vontade (eufemismo pra sonho) de assistir um show dos caras. Pois bem, senhoras e senhores, sábado passado, dia 8 de março de 2008, meu desejo se concretizou. O show da turnê Chaos In Motion passou por 3 cidades brasileiras, incluindo São Paulo, e aqui o local escolhido foi o estacionamento do Credicard Hall.

Fui sozinho. Não queria que Cécile fizesse esse sacrifício já que o ingresso não era barato. Fiquei no meio da multidão, nem muito perto da grade, nem muito longe da muvuca, e deu pra ver tudo o que ocorria no palco, desde os berros de James Labrie, até as cuspidas do Portnoy, passando pelos solos endiabrados da dupla Petrucci + Rudess, e claro, pelo fantástico mas discreto Myung. Estranhamente, o show começou meia hora antes do previsto, pegando muita gente de surpresa. Eu entrei às 20:00 e estava esperando o show de Hangar, a banda de abertura. Fui procurando um lugar pra ficar e, assim que encontrei, não passou mais de 10 minutos até o momento em que o som mecânico começou a tocar algo muito familiar: o tema de Psicose! No telão a imagem anunciava: "the audience is listening!" A tensão aumentou, a massa começou a se aglutinar e eu fui atrás. Minha dúvida do que estava por acontecer se dissipou da melhor maneira possível. Um vídeoclipe mostrando a trajetória do Dream Theater começou a rolar no telão, e assim que encerrou, um a um, Rudess, Petrucci, Portnoy e Myung assumiram seus postos. Estava pra começar o show do Dream Theater.



Na introdução uma surpresa, ao menos para mim que não conhecia o repertório da turnê: o tema de 2001 - Uma Odisséia no Espaço, com novos arranjos feitos pela banda. E depois já emendaram os riffs de Constant Motion. Foi de arrepiar! Em seguida veio Never Enough, do Octavarium e Blind Faith do Six Degrees que não empolgou muito. Mas logo depois algo veio pra levantar o show. Com arranjos novos e maravilhosamente belos, a nova versão de Surrounded deve ter feito muito marmanjo chorar. Rudess estreou seu brinquedinho novo (um keytar "do caráleo") e duelou com Petrucci na guitarra pra o delírio da galera. Depois de um desfecho emocionante, onde mesclaram trechos de Sugar Mice, do Marillion e o solo de Mother do Pink Floyd, Dark Eternal Night foi a próxima música a entrar, mantendo o público agitado.



Até aquele ponto, eu já podia voltar pra casa tranquilo, mas, quando ouvi o acordes alucinantes do teclado de Rudess eu sabia que a próxima música seria devastadora. Erotomania entrou chutando o pau da barraca e eu fiquei ensadecido. Nostalgia total! Sem letra pra se cantada, o povo entoava a melodia mesmo assim, vibrando a cada passagem de trecho. E aí veio Voices, o que considero o ápice do show. LaBrie mostrou mais uma vez que sua voz se recuperou do incidente de 94 e que continua surpreendente. Não falhou uma vez sequer o show inteiro, e nessa música soltou toda sua energia. Eu berrava e minha voz já craquejava de rouquidão enquanto Petrucci trucidava na guitarra.



Forsaken, acompanhada com um clipe no telão central, nos fez voltar novamente ao Systematic Chaos, e o público acompanhava em uníssono. Mas a banda resolveu retroceder mais uma vez, e em grande estilo: Take The Time quase tirou de Voices o título de ápice do show, caso uma parte não tivesse sido cortada. O trecho que foi retirado continham notas altas DEMAIS, alcançáveis por Labrie em tempos passados, mas não mais na atualidade. Mantendo o foco no novo trabalho os caras tocaram na íntegra a primeira e a segunda parte de In The Presency of Enemies, as duas faixas que iniciam e encerram o álbum. Depois disso, as luzes se apagaram, os membros da banda se retiraram e, enfim, ficamos aguardando o momento do bis. E ele veio com um meddley de várias músicas, entre elas: Trial Of Tears, Finally Free, Learning to Live,
In The Name of God
, e, pra encerrar com chave de ouro: um trecho instrumental (Razor's Edge) de Octavarium. Resumindo em um palavra: fodástico!

Ficou assim o repertório:

Intro - An Ant Odyssey
Constant Motion
Never Enough
Blind Faith
Surrounded 07
The Dark Eternal Night
Erotomania
Voices
Forsaken
Take The Time
In The Presence of Enemies
-- bis --
Schmedley Wilcox



Saí de lá mais do que satisfeito. O show valeu cada centavo! Claro que se pudesse escolher, ainda incluiria diversas músicas no repertório (Pull Me Under, Metrópolis, Lines in The Sand, Another Day, These Walls, enfim...) mas aí só com um show de mais de 3 horas. Quem sabe em outra oportunidade?

(fotos: André Fatala e André Afonso)