segunda-feira, 28 de abril de 2008

Virada Cultural 2008

Lembro que no ano passado a Virada Cultural não nos atraiu tanto. Talvez fosse medo de sair na madrugada paulistana, ou falta de conhecimento sobre como chegar/sair dos locais onde ocorreriam os eventos. Também lembro que o evento ficou meio marcado por uma baita confusão que ocorreu no show dos Racionais MC's, onde o excesso de público foi o catalisador para a mistura explosiva de gente sem noção, álcool e truculência policial.

Mas esse ano prometia ser diferente. Gato escaldado tem medo de água fria e, assim, minha intuição era que a organização do evento devia ter aprendido algo com os erros do ano anterior. Imbuído desse sentimento e de um melhor conhecimento do transporte público da cidade, eu e Cê resolvemos encarar a multidão e nos arriscar noite afora. A programação era extensa e a maior parte dos eventos ocorreram no centro. Mas como era muita coisa ocorrendo ao mesmo tempo sabíamos que assistir a um show implicava em perder outros nove. Mesmo assim deu pra aproveitar bastante, além de poder finalmente conhecer o centro da capital (a pé e à noite, algo impensável em dias comuns). Pegamos um ônibus em direção ao Teatro Municipal para poder saltar antes, na av. Ipiranga. Mas o buzu foi lotando e inchando de gente, de forma que a gente desistiu do plano inicial e só descemos no final, junto com praticamente todo mundo. Passamos no Palco do Rock, instalado na praça da República, lotado de roqueiros, blusa-pretas e garotas estilos Avril Lavigne, depois continuamos "caetaneando" pela São João até o cruzamento com a av. Ipiranga. De lá já dava pra ver as luzes do palco onde ia ocorrer o show do Zé Ramalho e assim fomos nos embrenhando no meio da multidão até perceber o empurra-empurra estava insuportável. Demos meia-volta e, livres do sufoco, tentamos novamente só que pelo flanco direito da praça, onde estava mais tranquilo. O show foi bem legal, animado,com um repertório só "das melhores". Paralelo ao show teve uma demonstração meio circence de uns caras dependurados em uns móveis elevados por um guindaste, e na sacada de um hotel ao nosso lado um cara muito hilário (ou no dialeto paulistano, um tiozão) fazia um show particular, dançando e agitando a galera.

Depois de Zé Ramalho, eu queria ir para a "Silent Disco", uma espécie de festa eletrônica onde todo mundo usa fones de ouvido. Pra quem está assistindo parece um monte de maluco se acabando de dançar em meio ao silêncio. Mas quando cheguei lá a fila para entrar estava meio grandinha, e aí nós desistimos. Numa tentativa de encontrar nosso amigo Murilo fomos para a XV de novembro, onde os DJ's tocavam house dentro de uma bolha transparente. Mas também estava cheio demais. Cansados da multidão e satisfeitos com a empreitada, voltamos para casa.

Bom, essa Virada Cultura acabou sendo uma ótima oportunidade de visitar o centro da cidade que, confesso, não conhecia muito bem. Ainda vou tirar um dia para passear por lá, tirar algumas fotos e postar aqui. É um lugar muito interessante, tanto pelo seu visual quanto pela sua história.

Update: Meu amigo Fábio Brito fez um relato bem legal sobre o evento no blog dele. Vale a pena dar uma conferida (ele tirou fotos).

Um comentário:

Caroline Rodarte disse...

Oi Vini,
Vi esse evento em algum jornal, parecia ser bem legal. Não sabia que eventos como esse aconteciam no Brasil. Em Salvador não lembro de nada parecido, vc lembra?
Massa que vcs foram e se divertiram e viram Zé Ramalho, gosto também dele! Agora essa festa com os fones, fale sério... que viadagem...hehehe. :-)
Beijo!