Após o final de um longo e tenso semestre (ver post anterior) eu e Cê finalmente tiramos um tempo para fazer a nossa lua de mel. Nos casamos em outubro do ano passado e agora finalmente tivemos a nossa merecida viagem.
Apesar da correria do semestre, tentamos organizar nossa viagem na medida do possível. País: Argentina. Destinos: Buenos Aires e Bariloche. Definimos nossa agenda, compramos os vôos, pesquisamos os hotéis para não cair numa cilada e deixamos tudo acertado. Por sinal, para essa tarefa recomendo fortemente o booking e o tripadvisor. Os dois possuem reviews feitos pelos hóspedes que são muito esclarecedores e evitam surpresas desagradáveis. O Booking conta com um sistema de reservas mas não possui tantos reviews quanto o Trip Advisor que possui bastante informação. Com base nas opiniões colhidas nesses sites e em pesquisas na internet escolhemos o Querido B&B em Buenos Aires e o View Hotel em Bariloche.
As passagens foram compradas através do site decolar.com e o melhor preço que encontramos foi o da Aerolíneas Argentinas. O primeiro vôo saía no dia 06/07 para Buenos Aires, no dia 11/07 saíamos de lá para Bariloche e no dia 14/07 voltaríamos de Bariloche para São Paulo com conexão em Buenos Aires.
Algumas semanas antes da viagem, uma desagradável surpresa: o vulcão chileno Puyehue entrou em erupção e lançou cinzas pra todo o lado, incluindo Bariloche e destinos turísticos próximos como Villa Angostura. Uma chuva de cinzas vulcânicas caiu sobre essas cidades e transformou a paisagem. O Parque Nacional Nahuel Huapi ficou coberto de cinzas, incluindo o lago de mesmo nome cujas margens pareciam mais areia movediça. As imagens dos jornais mostravam uma situação aterradora e de desastre turístico. Falta de luz, de água, ar irrespirável, calçadas e ruas lamacentas... Pra completar, mesmo em lugares mais distantes do vulcão como Buenos Aires e no sul do Brasil os vôos estavam sendo cancelados por conta da nuvem de cinzas que era prejudicial às turbinas dos aviões. Ficamos tensos, acompanhando todo dia o status dos nossos vôos e os boletins meteorológicos dos nossos destinos. Através de webcams no site www.bariloche.org podíamos visualizar em tempo real como estava a cidade. Quando as coisas pareciam melhorar, o espaço aéreo era fechado novamente e vários vôos eram cancelados. Essa situação de melhoras e pioras foi se arrastando por vários dias, porém uma coisa permanecia inalterada: o aeroporto de Bariloche estava fechado e as previsões de reabertura não eram nada animadoras. Mesmo assim, tínhamos esperança de que em algumas semanas o vulcão acalmaria e os vôos voltariam à normalidade. Aliás, a melhor coisa que fizemos para nos informar melhor foi ter acompanhado as discussões na comunidade Bariloche no Orkut. Aliás, o Orkut com toda a sua decadência e comunidades inúteis ainda é uma importante fonte de informação. Centenas de pessoas compartilhavam informações e tiravam sua dúvidas com quem já estava em Bariloche, o que era muito mais confiável e atualizado do que as informações datadas dos jornais. As melhores informações vinham de Vanessa Olivatti, uma coordenadora de turismo de Bariloche que fazia upload de fotos e de vídeos diariamente, com notícias ora otimistas ora pessimistas.
Nos dias que antecederam nossa viagem a situação já estava bem melhor. O vulcão tinha diminuído sua atividade e os vôos estavam saindo normalmente. De vez em quando o aeroporto de Buenos Aires ficava fechado por meio período, mas logo reabria. Já o de Bariloche permanecia fechado e a Aerolíneas estava adotando um roteiro alternativo pela cidade de Esquel que fica a 4 horas de Bariloche. De Esquel, o governo estava disponibilizando ônibus gratuitamente para levar os passageiros para Bariloche. Falamos com a Aerolineas e deixamos registrada nossa soliticação de reacomodação nesse novo roteiro, caso o aeroporto de Bariloche não reabrisse até o dia 11/07.
1º dia (City Tour/La Boca/La Bombonera):
Nosso vôo de ida para Buenos Aires foi tranquilo. Chegamos no horário previsto e nos encaminhamos direto para o hotel com um táxi previamente contatado. O motorista era gentil e tentava nos dar dicas sobre algumas ruas e praças ao longo do caminho. Nesse momento percebemos o nosso conhecimento zero de espanhol, mas à medida em que os dias foram passando fomos nos habituando ao idioma e compreendendo melhor. Fomos muito bem recebidos pela proprietária brasileira Mariana que logo nos deu várias dicas sobre passeios e restaurantes. Por conta da correria não tínhamos conseguido planejar nossa estadia em Buenos Aires do jeito que queríamos e decidimos pegar um city tour que saía do centro da cidade para avaliar melhor nossas opções. Como não tinha chegado a hora do check in, deixamos nossas malas na recepção e fomos almoçar no Salgado, um restaurante de massas bem legal que ficava a poucas quadras do hotel.
De metrô seguimos para o centro. O metrô de Buenos Aires é chamado de Subte e é bem antigo (foi o primeiro a ser construído na América do Sul). Lembra um pouco o de Paris, com vagões e traços de arquitetura lá do começo do século XX.
Da famosa calle Florida saía o Buenos Aires Bus. Era um ônibus típico de turistas, de dois andares, com a parte superior aberta propiciando assim uma boa visão 360 graus, ideal para bater fotos e perceber os detalhes da arquitetura dos prédios. Possuía um audioguia em 8 idiomas (incluindo português, claro) com um fundo musical recheado de músicas de Astor Piazzola (a maravilhosa "Fuga e Misterio" ainda não saiu da minha cabeça de tanto que eu ouvi). Foi aí que Buenos Aires começou a nos surpreender. A quantidade de ruas, avenidas, edifícios, monumentos, museus e de parques nos deixou impressionados. Foram mais de 3 horas de circuito passando pela Plaza de Mayo, Casa Rosada, Avenida de Mayo, Plaza Congreso, San Telmo, La Boca, Caminito, Puerto Madero, Palermo, Recoleta e Avenida 9 de Julio onde fica o famoso Obelisco.
O circuito possuía diversos pontos de parada. Nesses pontos o visitante poderia descer e visitar melhor um determinado bairro. O ônibus prosseguia mas bastava retornar ao ponto e aguardar o próximo para continuar o passeio. Fizemos duas paradas: uma no estádio La Bombonera do time do Boca Juniors e outra parada estratégica no Bairro Chino para tomar um chocolate quente. No térreo do estádio há o Museo de La Pasión Boquense com calçada da fama, fotos, troféus e memórias do Boca Juniors. Possui duas estátuas: uma de Maradona e outra de Riquelme que, segundo alguns porteños com quem conversei, é o melhor jogador do mundo, a despeito da fama de Messi que pelo jeito não é muito querido por lá. :-P Tiramos algumas fotos do estádio e do bairro e pegamos o próximo ônibus que diferente do primeiro, possuia um toldo cobrindo o segundo andar (pior para tirar fotos, mas melhor para aplacar o frio que tava de matar).
Ao passar pelo Caminito não descemos pois já era final de tarde, mas decidimos que lá seria o passeio do próximo dia. Quando o ônibus entrou no trecho final do trajeto já era noite e fazia um frio congelante de 4 graus. Foi o dia mais frio durante nossa estadia em Buenos Aires. Em cima do ônibus recebendo aquele vento na cara então, imaginem... Mas curtimos o passeio até o final quando o ônibus retornou para o ponto inicial.
Chegamos já às 21hs no hotel e finalmente fizemos check in. Dessa vez pudemos conhecer o outro proprietário do hotel, o inglês Ali, marido de Mariana, também muito simpático. À noite, jantamos em uma pizzaria indicada pela Mariana, próxima ao hotel. Era jogo da Argentina (a Copa América está sendo realizada lá esse ano) e foi legal ver (e secar) os argentinos torcendo pela sua seleção. Nesse momento em que escrevo, Brasil e Argentina já estão fora da Copa América depois de apresentarem um futebol pífio. Bom para o Uruguai e Paraguai. :-) Satisfeitos e ansiosos pelos próximos dias, voltamos ao hotel e dormimos pesado pois estávamos totalmente exaustos.
2º dia (El Caminito/Parrilla Miranda):
Ainda aproveitando o nosso bilhete de City Tour (compramos para 24hs), pegamos uma carona até El Caminito, uma das ruas mais famosas de Buenos Aires localizada no bairro La Boca, região que acolheu muitos imigrantes europeus. As casas construídas nesse local eram improvisadas a partir de placas de zinco e madeira e pintadas com o que sobrava das tintas das embarcações. Daí vem o colorido intenso e diverso das habitações que agora abrigam bares, restaurantes e muitas lojas de suvenires. É um lugar bonito e cheio de ruelas, repleto de turistas, artistas e, claro, de trabalhadores informais. Foi um dos poucos lugares onde havia assédio aos turistas, principalmente dos garçons que queriam nos arrastar para seus estabelecimentos. Passamos a tarde andando pelas ruas, tirando fotos e visitando as lojinhas e a feirinha. No final da tarde paramos num bar para tomar umas, comer umas empanadas e descansar.
Já era noite quando decidimos voltar de ônibus para o centro e de lá pegar o metrô. O ônibus só aceita moedas e eu ralei um pouco para conseguir trocar meu dinheiro por elas. À noite fomos jantar em Palermo, na parrilla Miranda (parrilla equivale a uma churrascaria no Brasil). Comi o tal Ojo de Bife e Cê pediu um filé. A carne estava gostosa e o lugar era bacana. Fica numa região que lembra a Vila Madalena aqui de São Paulo com muitos bares e restaurantes. O lado ruim da noite ficou por conta do vinho que pedimos, um tal de Latitud 33. Era forte, turvo, desceu quadrado e não reagiu bem no nosso estômago.
3º dia (Centro/Calle Florida/Puerto Madero):
Reservamos o terceiro dia para conhecer o centro, em especial a Calle Florida, um grande calçadão repleto de lojas, galerias e vendedores ambulantes. De lá fomos até a Plaza de Mayo, onde fica localizada a Casa Rosada, sede da presidência da república da Argentina. Era das sacadas da Casa Rosada que Evita Perón mobilizava multidões e a Plaza de Mayo foi e ainda é palco de todo tipo de manifestações. Há mais de 30 anos, todas as quintas, as mães dos filhos desaparecidos da ditadura se reúnem para protestar nessa praça. Esse movimento é conhecido como Madres de Mayo e o símbolo é um xale branco amarrado na cabeça. Curiosamente, encontramos esse símbolo desenhado por todo o centro cívico de Bariloche, nosso outro destino.
Depois de visitar a praça, pegamos a Avenida de Mayo, uma das mais belas da cidade. Essa avenida é repleta de edifícios de estilo europeu e possui alguns estabelecimentos famosos como o Teatro Avenida e o Café Tortoni. Nesse último, entramos para conhecer e recuperar as energias com um lanche que achamos "marromeno". Mas vale a visita pela beleza do interior.
Continuamos nossa caminhada passando pela imensa Avenida 9 de Julio, uma das mais amplas do mundo. Nessa avenida fica localizado o Obelisco e o teatro Colón, a sala de espetáculos mais importante da cidade, palco de shows de balé e de música. Deve ser lindo o interior do teatro, mas quando chegamos lá o horário de visitação já tinha passado. Fica pra próxima. :-) Não ficamos muito tempo na avenida pois queríamos aproveitar o pôr-do-sol em Puerto Madero. No meio do caminho nos deparamos com uma passeata e quase fomos literalmente atropelados. Só deu tempo de atravessar a rua correndo e se abrigar no espaço de uma galeria. As eleições eram no domingo e as manifestações estavam ocorrendo todos os dias.
Puerto Madero é um lugar lindo. É um bairro nobre, com prédios modernos e cheios de escritórios. Era o antigo porto de Buenos Aires que foi totalmente remodelado na década de 90. Hoje abriga restaurantes e hotéis chiques que ficam nas margens do Rio de La Plata. Um prédio da PUC também fica por lá. Possui diversas pontes, mas a mais bela com certeza é a Puente de La Mujer (Ponte da Mulher), uma obra prima arquitetônica que fica no dique 3. Próximo à essa ponte, no mesmo dique, está atracada a Fragata Presidente Sarmiento, um navio museu belíssimo com praticamente todos os compartimentos acessíveis aos visitantes. Muito legal esse museu. Dá pra ver desde a cabine do capitão até as entranhas da casa de máquinas. Se você for em Buenos Aires, não deixe de visitar Puerto Madero e se visitar Puerto Madero não deixe de visitar esse museu. A vista do Rio de La Plata com os edifícios ao fundo também é linda tanto de dia quanto de noite.
Cansados de tanto andar, voltamos para o hotel e rapidamente nos arrumamos para o jantar que nesse dia seria especial. Tínhamos feito uma reserva no El Querandí, uma casa de tango que fica no bairro San Telmo. O jantar não era nada demais, mas estava gostoso. Ao menos, não tivemos uma surpresa desagradável com o vinho, esse sim delicioso. O show foi muito legal. Através de vários quadros, contava a história e a evolução do tango e dos seus personagens. A casa não era grande e permitia uma melhor proximidade com o palco. Os músicos e cantores que acompanhavam as performances eram muito bons. Voltamos satisfeitos e prontos para mais um dia de passeios. Mas quando chegamos no hotel, más notícias: nossos vôo para Bariloche tinha sido cancelado. Na verdade esse cancelamento era previsível já que o aeroporto de Bariloche continuava fechado. O problema era que não estávamos reacomodados no roteiro alternativo via Esquel. Fomos dormir um pouco tensos.
4º dia (Palermo/Villa Crespo/Malvon/Té Mataré Ramirez):
Primeira providência do dia foi telefonar para a decolar e verificar o status do nosso vôo. De fato, tinha sido cancelado e a Aerolineas não tinha nos reacomodado em outro vôo como havíamos pedido. Fomos num locutório (é como eles chamam as lan houses) e perdemos praticamente a manhã toda tentando ligar para a Aerolíneas, sem sucesso. Ligamos também para a decolar mas a solução permaneceu inalterada. Deixamos o problema para depois e fomos passear pelas ruas de Villa Crespo e Palermo, conhecidas pelos seus outlets de marcas famosas. Foi bom para conhecer a região, contudo, em termos de compras, foi um tanto quanto inútil já que os preços não eram nada baratos como propagandeavam por aí. Mas as lojas especializadas em artigos de couro valeram a pena pois, essas sim, estava com preços abaixo da média. Voltando ao hotel, fizemos uma parada na Confeitaria Malvon, um café charmoso com delícias de todos os tipos.
Nesse dia, fomos jantar no Te Mataré Ramirez. É um restaurante afrodisíaco com pratos temáticos que possuem nomes e descrições eróticas. O jantar é acompanhado por shows que buscam divertir e provocar os clientes. A decoração remete a um cabaré de luxo com muito vermelho, cortinas e velas por toda parte. No dia em que fomos era dia do show RuBoR - Sexo al Oído (Sexo ao ouvido), uma espécie de stand up comedy que andava na linha tênue entre o humor e a pornografia. Demos boas risadas e acho que valeu a pena a experiência. Fiquei curioso para saber como são os outros shows.
5º dia (Feira de San Telmo/Jardin Japonês/Floralis Generica/Feira da Recoleta):
Esse dia foi massa, mas começou chato. Tensos por conta do vôo cancelado, nos dirigimos bem cedo ao aeroporto para falar diretamente com a Aerolíneas (dispensamos até o café da manhã do hotel para não perder tempo). Fomos atendidos no balcão de vendas e depois de um pouco de espera fomos reacomodados em um vôo para Bariloche via Esquel no mesmo dia 11. Porém, a volta também tinha sido cancelada e não havia mais como nos reacomodar em outro vôo no dia 14. A única opção era retornar a partir do dia 17. Pensamos um pouco e resolvemos estender nossa viagem até o dia 17. Passamos meses pensando em Bariloche e agora que estávamos tão próximos não achamos justo cancelar essa parte da viagem por causa de 3 dias.
Resolvido essa pendência, fomos passear com um pouco mais de tranquilidade. Do aeroporto fomos direto para a feira de San Telmo. O bairro é bem bonito com diversos casarões e belas fachadas e a feira de rua é enorme e bastante movimentada com muitos comerciantes, artistas e claro, turistas everywhere. Pra quem gosta de feiras de rua, essa foi realmente sensacional. Tinha de tudo por lá, muitas antiguidades, livros, souvenires, quadros, performances artísticas, bandas de rua, artigos para casa, cozinha e até um mercadão de frutas, verduras e carnes. Em uma pequena praça na rua Chile, sentada em um banco está a estátua da Mafalda, personagem de quadrinhos bastante popular. Tem fila pra tirar fotos com ela. :-)
Sem perder tempo, pegamos um táxi e fomos direto para o Jardim Japonês na Recoleta. E o lugar é muuuuito bonito. Tirei trocentas fotos por lá e achei tudo maravilhoso. Fica localizado no Parque 3 de Febrero e possui um riozinho, com pontezinha, cachoeirinha, bonsai, enfim, todo aquele show de jardinagem típica que os japoneses dominam com muita maestria.
Do Jardim Japonês fomos caminhando pelo bairro da Recoleta até o MALBA mas, não sabemos porque cargas d'água, estava fechado. Continuando a caminhada, chegamos à belíssima faculdade de direito. No parque ao lado está a Floralis Generica, uma estrutura metálica gigante em forma de flor que se abre durante o dia e que se fecha durante a noite (atualmente está desativada, o que é uma pena, mas mesmo assim é um monumento bonito 'bagarai'). Antes de explorar o parque, contudo, fomos almoçar no Museu Ferrari que fica em frente afinal já eram 16hs e eu estava morto de fome.
Depois de visitar o parque, atravessamos a avenida por uma ponte esquisita com cor de chiclete (não encontrei o nome dessa bexiga) e percorremos a feira da Recoleta na Plaza Francia. Diferentemente da Feira de San Telmo, essa feira era povoada por barracas de artesanato, centenas delas. A feira fica em uma ladeira e no topo dela fica o cemitério da Recoleta e a Basílica Nossa Senhora do Pilar. Demos uma olhada no interior da igreja e aproveitamos também para conhecer a Buenos Aires Design, um centro comercial voltado para arquitetura, design e decoração.
À noite, escolhemos jantar no Sarkis em Villa Crespo, um restaurante armênio/libanês que nos foi recomendado pela Mariana. Foi um dos restaurantes com o melhor custo benefício que encontramos em Buenos Aires. A comida é farta e deliciosa. Pedi um patarrão de carneiro com molho branco e comi tudo. Cê pediu bolinhos de falafel que também estavam deliciosos. No caminho para o restaurante passamos em frente a uma milonga (clube de tango com espaço para aulas de dança) mas desistimos de entrar pois o movimento estava fraco e estávamos muitíssimo cansados.
Voltamos para o hotel e fomos dormir ansiosos pelo próximo dia. Foi nossa noite de despedida em Buenos Aires já que na manhã seguinte pegaríamos um vôo para Bariloche, nosso próximo e tão aguardado destino. Mal sabíamos que seríamos surpreendidos novamente... (continua)





















2 comentários:
Pelo visto passearam para caramba.Achei as fotos com a flor de metal atrás as mais bonitas,junto com a de Cê na ponte e a de uma catedral iluminada.Foto de artista!!Muito bem!!rsrsrsrs depois verei as outras fotos.bjs
Muito bom esse relato! Atrasada, mas finalmente li tudo!! :D Morri de rir com a ponte cor de chiclete! Ah, as fotos estão lindas e adorei essa flor que abre e fecha (ou que deveria, pelo menos)...
Beijos! :******
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