segunda-feira, 23 de junho de 2008

No Rio de Janeiro

Demorei pra atualizar isso aqui. Muita coisa pra fazer e preguiça para relatar o cotidiano. Mas agora, aproveito o momento de convalescência (de uma virose escrota) para tirar o atraso.

Na última semana do mês passado fui para o Rio de Janeiro participar do VI Workshop de Computação em Grade e Aplicações que ocorreu durante o SBRC 2008. O evento ocorreu em Copacabana, no Othon, e fiquei hospedado lá perto também, no SESC Copacabana. Aliás, esse hotel foi uma excelente dica de Paulo Meirelles, um amigo que está fazendo doutorado aqui no IME, figurinha carimbada do FISL (sabe o estresse que Terceiro sofria na organização do FISL? Pois é, agora é como ele). O SESC ficava apenas a 3 quadras do Othon e dava pra ir andando, economizando dinheiro com táxi. Fiquei hospedado lá junto com Raphael, um amigo de Goiás que também faz parte do projeto Integrade. Esse projeto é sobre uma grade computacional oportunista e possui várias linhas de pesquisa. Eu estou inserido em uma delas (agentes móveis) e agora também cuido de algumas partes burocráticas do projeto. O motivo da minha viagem foi para apresentar meu artigo sobre agentes móveis e tolerância a falhas em ambientes oportunistas. Como só iria apresentar na sexta-feira, aproveitei os outros dias para ver outras apresentações e trocar idéias com pessoas da área. Porém, a medida em que os dias iam passando, ia ficando mais difícil se concentrar nas apresentações devido à minha ansiedade. Queria apresentar logo porquê toda hora eu ficava modificando meus slides, colocando um detalhe aqui e outro ali, com receio de que alguma parte não iria ficar boa. Mas tudo correu muito bem e saí de lá aliviado. Amadeu, que também estava lá participando do evento, tirou algumas fotos.



Agora deixemos a parte acadêmica de lado e falemos das minhas outras atividades no Rio: os passeios que fiz, claro. ;-) Na sexta-feira o Raphael ia ficar hospedado na casa de uma amiga e saiu do quarto, mas eu ia ficar lá até o domingo. Tinha combinado com Cê para ela ir para lá na sexta e ficar no mesmo quarto, entrando na vaga de Raphael. O chato é que, se durante a semana fez sol todos os dias, na sexta começou a cair um dilúvio. Voltei para o hotel e fiquei esperando por Cê na repcepção, mas a chuva era tão intensa que o Santos Dumont estava fechado. Cê me ligou de Congonhas para dizer que estava esperando o avião decolar, mas que não havia previsão para isso. Fiquei puto com aquele aguaceiro e tenso, esperando que o vôo não fosse cancelado, o que iria estragar boa parte do nosso fim de semana. Mas a chuva deu uma trégua e depois de duas horas de atraso, finalmente, Cê estava vindo para o Rio. Ela chegou no hotel super cansada porquê estava há mais de 30 horas sem dormir mas mal teve tempo de descansar muito. Por conta de um evento promovido pela Petrobrás, meus amigos da Safernet (Zeca, Tássia, Maurix, Tavares) também estavam no Rio e aproveitamos a ocasião para nos encontrarmos no Rio Scenarium, um bar muito massa que fica no bairro da Lapa. Amadeu e Raphael também foram. Lá conhecemos Daniela Silva, uma jornalista e provável futura integrante da Safernet. As fotos que tiramos lá foram com a máquina dela. Agradeço a ela por ter nos enviado as fotos posteriormente. ;-)





O sábado amanheceu melhor do que sexta, mas ainda nublado. Mesmo assim resolvemos arriscar o Corcovado. Tássia foi nos encontrar no hotel mas ela resolveu ficar passeando por Copacabana e, assim, eu e Cê pegamos um buzu para o bairro Cosme Velho. Eu já tinha ido no Corcovado duas vezes, em 2006 e 2007, mas Cê nunca tinha visitado o Rio. Por isso que, entre subir de trenzinho ou de van a gente preferiu a segunda opção. Daria pra parar no mirante Dona Marta e conhecer algumas ruelas no meio do caminho, e foi isso que fizemos. No topo do Corcovado estava fazendo um frio siberiano e como podem ver eu só estava de camiseta e bermuda, mas nada tão severo quanto um dia frio aqui em São Paulo. Depois do Corcovado fomos no Jardim Botânico. Tássia já estava lá esperando por nós. Caminhamos até o anoitecer e ficamos aguardando Amadeu que tinha pegado um engarrafamento monstro. De lá fomos todos para o Leblon, andar um pouco e comer, pois já estávamos morrendo de fome. Pra encerrar a noite, ainda fomos para um barzinho mexicano no bairro do Humaitá. Tiago chegou depois e ficamos lá até umaszora... Sem sono, eu e Cê ainda andamos pela orla de Copacabana, observando as fachadas dos prédios, hotéis, barracas, e as pessoas que faziam exercício mesmo numa hora daquelas...











O domingo amanheceu com chuva, frustando nossa expectativa de visitar o Pão de Açúcar. Inconformados, decidimos estender nossa estadia por mais um dia, na esperança de que na segunda o sol voltasse. Tentamos adiar nossas passagens, sem sucesso. Optamos então por voltar de ônibus e deixamos as passagens aéreas como cŕedito. Resolvido isso, liguei para meu primo que mora no Rio e ele fez um passeio super bacana com a gente. Passou no hotel e nos levou para conhecer algumas ruas do Centro, além do Mosteiro de São Bento. De lá fomos para Niterói e conhecemos o MAC, Museu de Arte Conteporânea, com a sua peculiar estrutura que lembra um disco voador. Estava tendo uma exposição sobre as cores e um carinha lá tava fazendo uma apresentação interessante sobre a decomposição da luz branca através de prismas. Meu primo nos mostrou um pouco da cidade e retornamos para almoçar no Rio. Ele nos deixou no hotel e de lá fomos nos encontrar com o pessoal no Barril 1800, um barzinho famoso de Ipanema. Maurício nos deu uma aula de como ficar ricos em 12 anos e de como tudo que desce sobe, além de outras divagações enconômicas, éticas e sócio-políticas. Depois, saímos andando pelas ruas de Ipanema e encontramos Tavares que queria beber uns chôpis. Indiquei a chopperia Devassa e tome ruiva, loira, índia e preta: cada tipo de chope tinha um desses apelidos e a gente experimentou todos. Voltamos para o hotel com um taxista rocknroll, mutcho dodjo e desbocado que odiava música sertaneja e funk carioca.





Na segunda, acordamos cedo, arrumamos nossas coisas e deixamos as malas na portaria do hotel. Para nossa sorte, o dia tinha amanhecido bonito e a chuva não dava mais sinal de vida. Fomos até o Forte Copacabana, pela orla, mas não conseguimos entrar, pois às segundas-feiras nào é permitido fazer visitação. Depois de tirarmos fotos com Carlos Drummond de Andrade (que ainda não tinha recebido seu terceiro óculos), pegamos um ônibus em direção ao Pão de Açúcar. Tomamos uma água de côco na Praia Vermelha e tiramos algumas fotos, enquanto esperávamos Tassinha chegar. A vista de lá de cima estava do caralho e eu estava parecendo um fotógrafo japonês, disparando cliques para todo os lados. Descemos e subimos as pequenas trilhas que saíam do mirante e resolvemos voltar para dar tempo de visitar o centro da cidade.




Estávamos morrendo de fome e aproveitamos para almoçar na gigantesca Confeitaria Colombo.O lugar parece que parou no tempo, com uma decoração bem art nouveau. Comemos bagarai e aproveitamos para descansar. Já sem Tassinha (que tinha que ir para o aeroporto), andamos um bocado no centro, conhecendo a basílica de São Sebastião e os Arcos da Lapa. Só paramos na Cinelândia para tomar um chope no cinema Odeon. Voltamos felizes, contentes e satisfeitos para Copacabana, onde visitamos a Modern Sound e jantamos. Finalmente, voltamos para o hotel, pegamos nossas malas e fomos para a rodoviária. É isso... O duro foi voltar à rotina. Parabéns para quem leu tudo. O Rio de Janeiro continua lindo. A Bahia também é linda. Alagoas também. Tudo é lindo.

4 comentários:

Anônimo disse...

Êpa, cheguei até aqui! :-)

Muito legal, a viagem foi «daquelas», hein? Nem parece que você tinha, por suposto, ido apresentar um trabalho. :-p

Valeu pelas fotos, deu para ver como todos estão atualmente, inclusive esse sacana jogador-de-dados chamado Maurix (risos).

Beijão a todos, especiais para o blogueiro!

É isso,
Wagner.

Caroline Rodarte disse...

Oi Vinê,
Rapaz...acho que o evento foi um detalhe durante essa viagem. Eu adoro o Rio de Janeiro, gosto mesmo!
Legal que vcs se divertiram! :-)

Senti falta de Eric nos seus encontros no RJ, não encontrou com ele, não? Sacanagem...vou contar para ele...hehehe.

Beijos,

Vinicius disse...

Hey, eu só passeei no rio durante o fds vu? O evento foi até sexta. Não queimem meu filme! Pode ter orientador lendo isso aqui. ;-)

Bia disse...

confeitaria colombo!!!!!!!!!!!
quero tanto!!!!!!!!!!!!!!

depois eu quero ver todas as fotos!
:)

beijoss :*