quarta-feira, 25 de março de 2009

'O' fim de semana

Neste final de semana tivemos uma programação cheia. No sábado fomos ao Hopi Hari e no domingo teve o festival Just a Fest. De certa forma, serviu como uma celebração pelo término da minha dissertação, afinal, ninguém é de ferro. Muita coisa pra falar, então me dei o direito de escrever um post bem parrudo.

Pra quem não conhece o Hopi Hari eis um trecho roubado da Wikipedia (preguiça mode on):

"Hopi Hari é um parque temático brasileiro, localizado na cidade de Vinhedo (Região Metropolitana de Campinas), ao lado do parque aquático Wet´n Wild na Rodovia dos Bandeirantes, no estado de São Paulo. Com 760 mil m² o parque é considerado um dos maiores parques de diversão da américa latina."

Preciso confessar que a ida ao Hopi Hari foi motivada principalmente pelo preço do passaporte (vida de estudante é lasca né). A atlética do IME estava vendendo por 5 reais sendo que o preço normal é 35 reais. Assim, às 9hs pegamos um buzu no estacionamento do shopping Eldorado e em pouco menos de uma hora estávamos lá.



Depois de uma chegada meio confusa pra saber como usar o bilhete que imprimimos pela Internet, entramos no parque e fomos lanchar porque Cê estava azul de fome. Depois, com o mapa nas mãos fomos programando nosso dia e visitando as atrações. A primeira foi o Kastel di Lendas, vulgo passeio de barquinho para criança, no qual dá pra observar uns bonecos dançantes representando diferentes regiões do país com todo o folclore característico. Bom para criacinhas, trote para os adultos.

Após este equívoco, seguimos para o Montezum, a maior montanha russa da américa latina e quinta maior montanha russa de madeira do mundo. Depois de meia hora de fila e mais duas horas por vir percebi que talvez tivesse escolhido um mau momento já que, além da demora, Cécile não quis vir comigo porque tava enxaquecada. Após a fila interminável, finalmente chegou a minha hora e tive a sorte de ficar justamente no primeiro vagão, de cara para os trilhos. Coloquei o óculos no bolso para não voar e saquei a máquina digital. A subida foi tensa como sempre, com a apreensão crescendo à medida em que os vagões subiam lentamente. Do topo, não conseguia enxergar os trilhos e só consegui soltar alguns palavrões antes da queda alucinante a 100km por hora. Tudo chacoalhava o tempo todo. O percurso fazia duas passagens por baixo de um viaduto e foram os melhores momentos do passeio que durou um minuto exato. No final, dor de cabeça, alívio, satisfação e vontade de ir de novo. :-)



Na saída, Cê, que tinha conhecido o parque todo enquanto eu estava na fila, sugeriu irmos ao Rio Bravo. Nesse passeio, entramos num barco redondo que é levado pela correnteza através de um pequeno circuito. Só que durante o passeio fomos surpreendidos por alguns jatos de água. Quer dizer, nem todos são surpreendidos. Só os marinheiros de primeira viagem, como eu. Saímos parecendo dois pintos molhados, mas foi bem divertido!





Saindo de lá, almoçamos e depois resolvi ir no La Tour Eiffel. Dessa vez nem peguei fila já que consegui comprar baratinho um passe na mão de uns caras que desistiram. Sentei no banco e senti meu corpo sendo elevado a altura de quase 70 metros. De lá dá pra ver todo o parque e a rodovia imigrantes. Mas o tempo é curto para apreciar a vista. Após alguns segundos o banco é solto e experimentamos queda livre. Very foda indeed.



Ainda fomos num simulador de carros (fulêro), no Ghosti Hotel (trem fantasma), nas Minas de Joe Sacramento (casa do terror like), na Giranda Mundi (roda gigante altona) e no Ekatomb (rotações + translações + paradas seguidas de piruetas, enfim, não sei descrever de forma clara como funciona o treco, mas é muuuuuuito do caralho).











Saímos às 20hs, com o parque fechando, totalmente exaustos e pegamos o ônibus de volta. Chegando em casa só deu tempo de dormir e descansar bastante para "enfrentar" o domingo, afinal, era o dia do Just a Fest. O festival que em uma só tacada colocou Los Hermanos, Kraftwerk e Radiohead no palco. Com Jamiroquai em 2006 e Dream Theater em 2008, estaria completa a tríade de shows que sempre sonhei assistir (na verdade agora são 4 depois que soube que RATM está de volta).


Combinamos com alguns amigos – Paulo com a esposa e Rafael – de nos encontrarmos no shopping Eldorado e de lá seguimos para a Chácara do Jockey, local do festival. A entrada foi tranquila e chegamos cedo, faltando ainda uma hora para o show dos barbudos. E eles começaram bem no horário.




O show foi muito bom, como todo show do Los Hermanos. Outro ponto positivo foi o público misto, com uma quantidade rarefeita de fanáticos sem noção.





Em seguida vieram os alemães do Kraftwerk. Eu pensei em permanecer no meio do público mas todos (inclusive quem vos escreve) estavam muito cansados e assim me resignei a sair e descansar sentando num canto, distante do palco. Só levantei para ouvir mais de perto umas duas músicas e tirar algumas fotos.





Depois de uma hora o Kratwerk saiu do palco e a tensão pelo início do show do Radiohead aumentava... A decoração começou a ser montada e procuramos um bom lugar para assistir o show. Às 22hs pontualmente, Thom Yorke e banda surgiram no palco. O público foi ao delírio quando as batidas de 15 Steps começaram a ecoar. O show foi maravilhoso com um set list cheio de músicas do novo disco (Bodysnatchers e Jigsaw Falling into Place foram os pontos altos) e alguns hits como Creep e Fake Plastic Trees. Músicas como All I Need foram entoadas como hinos pelo público. Saímos de lá exaustos mas satisfeitos por ter presenciado a primeira visita do Radiohead ao Brasil. Eu só não fiquei 100% satisfeito por não ter ouvido Airbag, No Surprises, Just e Planet Telex, músicas que realmente adoro. Mas fiquei feliz por ter ouvido Karma Police, The Gloaming e There There. Everything is in the Right Place foi também um bálsamo para meus ouvidos. Enfim, foi maravilhoso.







Alguns pontos negativos ficaram para a saída que era apertada e desrespeitosa para a quantidade de pessoas presentes (30 mil). Além disso, tinha muita lama e Cê ficou com o pé todo sujo. Para pegar um ônibus foi uma odisséia. Taxi era impossível.

Chegamos em casa triturados de cansaço. Mas nada disso tirou nossa satisfação. Show histórico! :-)

sexta-feira, 20 de março de 2009

Dissertação depositada

Ufa...

É isso. Agora só falta a defesa.





sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

2 anos, 3 anos, 4 anos

Devido à falta de tempo e à atuação competente da preguiça, deixei de escrever aqui sobre algumas datas que venceram nas últimas semanas.

2 anos: Oui! Fez dois anos que eu e Cê estamos morando juntos! Parece que foi ontem (clichê detected) que chegamos aqui nesse apê e é muito bom perceber que a nossa relação só se fortaleceu com o tempo. A única coisa que sofreu a passagem desses anos foi o sofá da sala que já começa a dar sinais de que a sua vida útil era realmente condizente com o seu preço.

3 anos: Sim! Fez três anos que estou aqui em São Paulo, fazendo esse (mal|ben)dito mestrado. Não vejo a hora de terminar. Não estou gostando muito do resultado final, mas estou tentando abstrair a palavra "resultado" e focando apenas na palavra "final".

4 anos: 是! Foi muito legal poder conferir a quarta festa do ano novo chinês. Fomos no bairro da Liberdade, assistimos algumas apresentações de artes marciais e a dança do dragão. Também passeamos pelas ruas apinhadas de gente e tiramos algumas fotos.



Esse post pode parecer meio fora de época (afinal já é carnaval né) foi só para não deixar passar em branco esses acontecimentos. Mas espero, em breve, trazer notícias sobre os nossos planos para 2009. Bom carnaval pra todos!









segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

REC (2007)

REC é um filme espanhol lançado em 2007, muito bem recebido pelo público e pela crítica (ganhou inclusive diversos prêmios), mas que só tive a chance de assistir agora. Hollywood fez um remake recentemente chamado Quarantine. Não vi o remake e não tenho interesse. Não entendo o apelo desses remakes americanos. Xenofobia? Preguiça de ler legendas? Talvez as duas coisas.

Bom, como ia dizendo o filme é um pseudo-documentário sobre uma jornalista e seu camera enquanto eles acompanham a rotina de um corpo de bombeiros durante à noite. No começo, tudo está tranquilo e quase monótono, até que de repente eles recebem um chamado vindo de um prédio onde os vizinhos relatam que foram acordados pelos gritos de uma vizinha que aparentava estar com uma crise histérica. Daí em diante não quero contar mais nada pra não estragar a surpresa de quem ainda não assistiu.



Vale ressaltar somente que REC é um filme pra quem gosta de filmes de terror/horror pesados e no estilo "camera trêmula na mão", a la Bruxa de Blair. Pra quem não gosta do gênero, esqueça. Eu, particularmente, gostei muito da Bruxa de Blair, mas perto de REC esse último é fichinha, fichinha. Na minha humilde e exagerada opinião, um dos melhores filmes de terror da década. E são somente 70 minutos de cagaço.

Para quem não quer saber mais do que já falei sobre o filme, mas quer ter uma idéia da reação do público no cinema:



E pra quem quiser ver o trailer:



Já está em produção a continuação REC 2. Preferia que não tivesse continuação porque só vejo duas opções: fazer um filme com um estilo diferente ou fazer mais do mesmo. Nos dois casos, duvido que consigam fazer algo melhor.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Campus Party 2009 (ou Aqui Não é o FISL)

Como estar no Campus Party, ter um blog e não colocar nenhum post sobre isso é algo que não posso deixar de fazer, aqui vão algumas impressões da minha segunda experiência como Campusêro.

- Aqui não é o FISL mas, claro, também há muito entusiastas do Software Livre. Porém, não é a turma mais ágil e produtiva do evento. A galera de casemod, robótica e jogos é bastante numerosa e simplesmente não dão valor ao sono. Sempre tem um jogando, montando, navegando ou simplesmente berrando e fazendo zoeira independentemente do horário.

- Aqui não é o FISL. A quantidade de Windowses e MACses que se encontra pode onde passa faz um pouco mal à vista. Na parte de Software Livre, ontem à noite, um sem noção colocou um Windows no data show. Eram altas horas da madrugada e muita gente dormia, mas os poucos manifestantes fizeram a vaia comer solta.






- Aqui não é o FISL e por isso não estou aqui a passeio. Fico ao lado da galera da USP o tempo todo ajeitando a nossa grade computacional e programando em MPI (que por sinal tive que aprender ontem). É muito trabalho pra quatro pessoas. Tenho dormido às 4 da madruga, acordado às 8, não vi uma palestra sequer, fico programando horas, enchendo o toba de energético (Red Bul por 1 real) e pensando no meu mestrado atrasado a cada vez que paro para respirar. O tempo esfriou e passei frio nas duas primeiras noites dentro da barraca. Ontem consegui um saco de dormir emprestado e dormi como uma pedra. Mas já estou meio resfriado. A comida é boazinha (Bandex Quality) e os banheiros são oks.



- Aqui não é o FISL, mas mesmo assim pude encontrar alguns amigos: Lucasa, Terceiro e Vicentão. A baianidade sempre presente. :-)

- Aqui não é o FISL, mas os estandes não mudam. Muitos brindes, folhetos e, claro, mulheres popozudas e sorridentes querendo te empurrar assinaturas goela abaixo. Os nerds ficam tudo babando, tirando fotos de partes estratégicas do corpo e exibindo seus troféus. Em tempo: a minha lindona está em casa e não vejo a hora de sair desse acampamento de nerds malucos pra cair nos braços dela. :-)

- Aqui não é o FISL onde você tem que trocar tapa pra conseguir uma boa conexão com a internet. Muito pelo contrário, por ser um evento de tecnologia onde a telefônica injeta dinheiro e propaganda, a banda aqui é de 10GB recordes. A velocidade é absurdaaaaaa e bastante perceptível quando se está baixando aquele filminho ou aquele episódio de Lost que acabou de sair do forno. Ir dormir e não deixar o notebook baixando pelo menos uns 4gb é considerado falta grave e vergonhosa. Os uploads estão a mil também. E os cabos estão fritando.






- Aqui não é o FISL mas também tem suas personalidades brocadoras marcando presença. Muitos jornalistas, artistas, professores, etc. Com Sérgio Amadeu e Marcelo Branco responsáveis pela coordenação de conteúdo, trouxeram Timothy Berners Lee, criador da World Wide Web. Já vi também Gilberto Gil (básico), o produtor Miranda e o onipresente e gente fina John Maddog Hall.

Bom, e assim vou aproveitando o evento do jeito que posso. Agora seria bem melhor se eu pudesse arrastar um daqueles pufes (aqui tá cheio deles) e trocar por essa cadeira de plástico que já está deixando coluna destroçada e minha bunda quadrada depois de tantas horas sentado durante esses 3 dias de evento. Ai.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

And so this is Christmas...




... and what have you doooone? Another year over. And a new one just begun!

É isso. Aproveitemos esse momento pra dar uma pausa, reavaliar o cenário e pensar nos planos para o próximo ano. Boas festas e bons planos!

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Fique de Olho!



Saiba mais: http://marioav.blogspot.com/2008/11/fique-de-olho.html